A imagem de um cinegrafista mostra o instante em que Cândido Vaccareza, um dos líderes do PT na Câmara dos Deputados, informa o governador carioca Sergio Cabral (atolado até aqui de problemas com a construtora Delta e Carlinhos Cachoeira), de que o PT irá deixá-lo fora das investigações da CPI que deveria investigar o caso. Vaccareza diz no texto que o PMDB não vai gostar da posição dos petistas, mas, e daí?. Você é nosso e nós somos teus..
Tem hora que sinto orgulho
No início da década de 1970, quando comecei a trabalhar como jornalista, havia um sinistro quadro de avisos na redação da Folha de Londrina. Eram afixados ali, com percevejos de latão, telegramas do Departamento de Censura da Polícia Federal. Lacônicos e brutais, constituíam uma longa lista de temas interditos. Não estavam autorizadas denúncias sobre o mar de corrupção que corria sob as grandes obras executadas pelo regime militar. Não podíamos investigar nem citar a corrupção.
Se a Anistia Internacional divulgava no exterior uma lista com nomes de opositores da ditadura presos, torturados e desaparecidos, o telegrama da polícia chegava à redação antes da notícia. Já em 1977, quando soube que o deputado federal Alencar Furtado, cassado por criticar a brutalidade do sistema, estava de passagem por Londrina, corri até o hotel onde se hospedava, para uma entrevista. Nunca consegui publicá-la, porque as declarações dele estavam proibidas.
No final da década o quadro começou a mudar. ( … ) elegemos de maneira direta quatro presidentes, entre eles um intelectual de alta envergadura e um ferramenteiro de origem nordestina. A imprensa nunca teve tanta liberdade para investigar e denunciar atos de corrupção como tem hoje. O Judiciário deixou de ser um poder intocável. As Forças Armadas estão cada vez mais restritas ao seu papel constitucional. A transparência tornou-se a palavra do momento.
Conseguimos avançar nesse período democrático apesar das cassandras que a todo momento nos advertiam sobre os riscos ocultos atrás das mudanças. A anistia faria o país retroceder, a eleição direta era prematura, a Constituinte levaria o País ao caos, a eleição de Lula arrasaria a economia.
Lembrei de tudo isso assistindo hoje pela manhã à cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, que vai investigar fatos ocorridos durante a ditadura militar. Tive um momento de orgulho de meu país ao ver os ex-presidentes reunidos com Dilma Rousseff e os chefes militares sentados na platÉia.
Fábulas de supermercado
Da coluna de Celso Nascimento, na Gazeta do Povo
Fábula 1
Uma grande rede de supermercados do Paraná, com sede na Região Oeste, devia ao Fisco estadual a fábula de R$ 30 milhões. Esgotados todos os meios administrativos para se creditar da importância, o estado recorreu à Justiça. E esta, reconhecendo não haver dúvidas quanto à dívida, fez uso da prerrogativa legal de determinar a penhora de 30% dos valores pagos com cartão de crédito pelos clientes da rede – isto é, de cada R$ 100,00 reais em compras com cartão, R$ 30,00 seriam automaticamente transferidos para os cofres públicos. Assunto, portanto, resolvido e acabado?
Fábula 2
Pelo jeito mão. Estranhamente, esta solução parece não ter agradado o governo que, embora tivesse a certeza de que recebia em espécie e com rapidez o que lhe deviam, preferiu ignorar a decisão judicial e firmar um acordo amigável com a empresa, pelo qual esta penhorou em favor do estado dois imóveis – na verdade, o espaço de duas lojas em que continua operando. Ou seja: não entrou nenhum centavo nos cofres do credor, o erário. Seguindo ordens superiores, o acordo foi assinado por dois representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
De gostos e fatos
De Ruth Bolognese, no Blog do Zé Beto
Que o finado governador José Richa gostava de um carteado, todo mundo sabe. Assim como gostava de um joguinho de futebol. Nem por isso era um viciado em jogo ou craque de futebol. O filho Beto também gosta de corridas de kart, de jogar cartas, de uísque e de belas mulheres. Nem por isso é um Senna, um aficcionado pelo poquer, bêbado ou tarado.
Uma coisa é…
Por essas e outras é que as gravações de conversas de gente próxima a Carlinhos Cachoeira , divulgadas pela revista “Época” que está nas bancas, e que revelam um plano do bicheiro para se instalar no Paraná, carecem de mais fundamento. O fato de o bicheiro querer “investir” no Paraná não quer dizer nada. Tentar uma conversa com o governador, idem idem. Na verdade, o tal “envolvimento” de Richa nessa história toda, pelo menos até agora, está a quilômetros de distância de um governador de Goiás, Marcone Perillo, por exemplo. E se os bandidos alegaram como fator importante para facilitar a prosa o fato do governador gostar de jogo, provam mesmo aquela velha máxima de que todo bandido é burro.
Observadores atentos
Mas o assunto rende e os senadores Roberto Requião, PMDB, e Álvaro Dias, PSDB, estão acompanhando todos os acontecimentos da CPI para não deixar passar nada em branco no que diga respeito ao Paraná. Melhor: que diga respeito ao Paraná, mas contra Richa.
O tempo
Se o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida quer mesmo disputar a Prefeitura de Londrina será importantíssimo para sua pretensão ser aclamado candidato, hoje, na reunião que o PMDB estadual realizará na cidade, durante a manhã.
É um problema de tempo político.
Nesta pré-campanha o principal adversário de Cheida é o atual prefeito Barbosa Neto, que quer o PMDB para si. Como Barbosa vive uma fase negra e perde credibilidade, Cheida poderá usar o momento para consolidar posições.
Alma gêmea
Doático dos Santos, durante muitos e muitos anos, foi o braço-direito de Roberto Requião: seu agitador, menino de recados, porrete, alter-ego, pau-pra-toda-obra.
Se Doático estava em alguma manifestação, gritando palavras de ordem, era possível fazer a leitura do que pensava, naquele momento, Roberto Requião, pois Doático era sua expressão viva. Se Doático de repente decretasse guerra ao mundo, distribuindo panfletos, acusações a torto e a direito, batata!; se Doático batesse continência pro general; se ficasse parado como estátua na porta da Igreja do Largo da Ordem – pode crer, era Requião quem estava ali e falava através dele. O ventríloquo atrás do boneco.
Doático é um desse personagens valiosos para um político com habilidades manipuladoras: cumpre todas as missões. Se deixa usar mas também colhe as benessess da vassalagem, sendo recompensado com bons cargos públicos e generosos salários.
Mas, agora, com as eleições se aproximando, eis que se dá o inconcebível: a criatura se rebela contra o criador. O motivo está na candidatura de Rafael Greca à Prefeitura. Doático quer o PMDB sem candidatura própria e colado ao atual prefeito, Luciano Ducci. Talvez Requião também queira, vá saber, mas, por ora, esta parece ser a diferença entre eles. Não dá para apostar em nada definitivo. Mas o boneco ensaia movimentos autônomos para a mídia. Será seu novo papel?
Vejam a nota que Doático, secretário do PMDB de Curitiba, escreveu e distribuiu..
“Acompanho o Senador Requião há muito tempo. Tenho atuação dele como minha principal referência política.
Por mais de uma década, fui presidente do PMDB de Curitiba, conduzindo o partido de acordo com as orientações políticas do senador, governador e senador. Assim, recebi a filiação de Rafael Greca à nossa legenda. Assim, recebi o ex-prefeito como presidente da COHAPAR, ao qual fui diretor subordinado. Tenho meus limites.
Fui preso e levado a Penitenciária do Ahú, por tentar impedir o despejo de ocupantes da Ferrovila. Alí aprendi o que são lágrimas do coração. Tudo isso, por obra do senhor Rafael Greca. Me submeti à autoridade do governador e estive na companhia de habitação, presidida pelo ex-prefeito. Agora, deparado com a propositura do Requião de apresentar Rafael Greca como candidato a prefeito de Curitiba, dou-me o direito a rebeldia. Não! Ninguém me verá nas ruas pedindo votos para o Greca.
Estarei, isto sim, defendendo a coligação com o PSB do prefeito Luciano Ducci. Por uma Curitiba social e popular”.
Onde foram?
O que aconteceu com a base aliada do prefeito Barbosa Neto? Ou “vereadores da situação”, como queiram.
Eloir Valença foi defenestrado pela Justiça e inicia uma luta jurídica para voltar ao posto. Os outros, aparentemente, recuaram diante de uma força política maior.
Alguns não quiseram participar da Comissão Processante, algo impensável até pouco tempo. O próprio prefeito surpreendeu-se com a atitude. Disse que a CP daria visibilidade – e o ano é de eleição.
Por que sumiram todos?
a ( ) A eleição está chegando. Salve-se quem puder!
b ( ) Os vereadores – que se desgastam no apoio ao prefeito – não gostaram de saber quanto custa um voto negociado por Ludovico Bonato.
c ( ) É um recuo tático.
Secos & Molhados
Quem não chora, não mama.Os maringaenses bateram o pé e conseguiram reverter a idéia de conferir à Exposição de Londrina o título de Exposição do Paraná. O governador Beto Richa teve de voltar atrás. Não ficou bem esclarecido por que esse título teria de ser aprovado pela Assembléia Legislativa, pois pode muito bem acompanhar a propaganda da Feira sem que seja necessário consultar algum deputado para isso. Um título publicitário. Ou será que estavam atrás de verbas e patrocinios oficiais? Neste caso, iriam incluir a Feira no orçamento estadual. Mas aí outras Feiras se sentiriam prejudicadas. Londrina faz, não é de hoje, uma das maiores Feiras do Brasil, como comprova seu faturamento. Se a consagração oficial dessa evidência provoca um mar de ciumeiras em vizinhos e pode até chamuscar o espírito empreendedor que ergueu a Feira, apoiado na força real da pecuária, comércio, indústria e na massa anônima de famílias que compram ingressos e dão alma aos negócios, é melhor então ficar do jeito que está.
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Do leitor Zan .F.
“Maringá fica histérica com Londrina e Londrina parece uma patricinha a desdenhar o que considera provinciano. Tudo começou lá trás, quando Maringá viu que nossas ruas eram estreitas e não quis repetir o mesmo erro, fazendo aquelas ruas e avenidas largas e lindas. Há coisas tão boas em Londrina e Maringá mas temos de reconhecer que são duas cidades diferentes. A começar pelo comércio. O de Londrina é variado, colorido, rico em diferenciais; o de Maringá é básico, sem charme. Sacolão. Um londrinense diria que comércio variado só floresce em mentes abertas e os maringaenses poderiam retrucar que mentes abertas são passagem de muito vento… E assim vai… quando isso vai terminar?
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Nas redes sociais internautas reclamaram da não inclusão do prefeito na lista de indiciados no escândalo do suborno. Por enquanto, como os próprios promotores explicaram, não há nada que incrimine diretamente o prefeito. Advogados disseram que, em caso de indiciamento de Barbosa Neto, o processo todo deverá seguir para o Tribunal de Justiça, em Curitiba, onde cumprirá novos ritos.
Prefeito tem foro privilegiado.
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Os mesmo advogados discutiram sobre a imagem que marcou este novo furdúncio político. Alguem lembrou do ex-secretário Marcos Cito, sentado, sozinho, numa sala do Gaeco. Outro mencionou o desalento com que o prefeito Barbosa Neto comentou a confusão, na sua volta de Brasília. Mas a cena, antológica, que ganhou disparado o primeiro lugar foi a do empresário Ludovico Bonato comendo banana.
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Certo vereador tenta mudar o zoneamento de um terreno da Gleba Palhano, de residencial para comercial. Apenas um terreno - que, com isto, deverá ganhar uma valorização extraordinária. Perguntado a respeito do dono do terreno, o vereador respondeu que não sabia seu nome. Segundo ele, a idéia foi lhe trazida por um assessor que por sua vez a recebeu de um munícipe, que também não falou mais nada. O vereador e seu assessor cumprem ordens de um desconhecido. Claro que sabem muito bem de quem se trata, e também não ignoram que a medida desfigura o zoneamento de toda uma área. É assim que infelizmente as coisas funcionam. O novo Plano Diretor, que vereadores e executivo retardam a aprovação, vai disciplinar um pouco melhor as coisas no tocante ao zoneamento.
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Nas eleições passadas, quando queriam exibir um conhecimento professoral, candidatos a prefeito de Londrina referiam-se sempre ao Morro do Carrapato como exemplo de um mundo pobre e esquecido pelas autoridades. Os políticos não davam mais detalhes da vida no Morro porque não sabiam, não conheciam nada, era só uma jogada de impacto. O Morro do Carrapato surgiu de uma invasão da zona leste e depois tornou-se uma comunidade conhecida. Nas outras regiões da cidade, ficava-se imaginando como seria esse lugar cujo nome lembra o de um morro carioca das antigas, e que parece comportar todas as dificuldades do mundo, sem samba. Este ano, o lugar que concorre para receber as atenções gerais dos políticos (apenas durante o período das eleições) é o Assentamento Eli Vive I e II. O assentamento é resultado da partilha feita pelo governo da Fazenda Guairacá, em Lerroville, desapropriada pelo Incra e dividida em assentamentos. Ao contrário do que pode parecer o nome dessa comunidade não tem inspiração religiosa. Eli Vive é uma homenagem ao agricultor Eli Dallemole, morto em 2008 por jagunços em Ortigueira.
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O prefeito Barbosa Neto está em atividade febril: suas ordens são para que toda e qualquer obra seja concluída rapidamente, ou, pelo menos, iniciada. Tem orçamento para isso? Uma ação de sucesso é o recente asfaltamento da rua general Tasso Fragoso no prolongamento da rua Ibiporã. Essa rua (na verdade, apenas um quarteirão) era símbolo do descaso público; parecia ter sofrido um bombardeio.
O drama
Estavam no pé do poste, como lixo. Mas o movimento na calçada escura da rua Dr. Pedrosa, no Centro de Curitiba, denunciava a briga entre dois meninos que não tinham mais do que treze anos. Por um minuto observei e fotografei. Imaginei que logo algum adulto iria interferir. Enganei-me. As pessoas passaram geladas como a noite e seguiram seus caminhos. Os meninos pareciam um só. Por vezes os sons de golpes e urros de dor lembravam uma luta de vale-tudo. Gritei da janela sem efeito algum. O telefone da polícia, como um Call Center de quinta categoria, tocava uma música infame. Passaram vinte minutos e agora eles sangravam. Interferir virou obrigação. Não foi fácil desgrudar os meninos. Drogados e transtornados como animais selvagens, não escutavam nada. Já não sabia o que fazer. Foi então que de uma sombra apareceu o “chefe” e, com um pouco de tíner, conseguiu dissolver a peleja.
Foto de Texto de Lineu Filho
Richa veta Expolondrina como feira oficial
O governador Beto Richa (PSDB) vetou o projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná que garantia a EXPOLONDRINA o título de Feira Agropecuária Oficial do Estado do Paraná. A decisão do governador atende ao pleito das demais sociedades rurais do Estado, como a de Maringá, que avaliaram que o título de oficial poderia favorecer a realização da feira em Londrina e prejudicar os outros eventos do agronegócio paranaense, como a EXPOINGÁ.
“Entretanto, em que pese a importância da EXPOLONDRINA, não podemos nos olvidar de que o Estado do Paraná possui outras feiras agropecuárias tão importantes quanto aquela, e, desta forma, pode parecer que a medida em que se elege uma única feira como oficial do estado, todos os esforços serão canalizados para esta única feira.
Ademais, cada região do Estado tem seu potencial no que tange ao agronegócio.
Ao nomear apenas uma feira como oficial do Estado, as outras feiras sentir-se-iam diminuídas em relação à EXPOLONDRINA.
Desta forma, com o intuito de preservar as demais feiras do Estado do Paraná, entendemos que o Projeto de Lei ora em análise é contrário ao interesse público.”
Foi a justificativa do governador encaminhada à Assembleia.
Formado por Londrina?
O empresário, bicheiro e figura de destaque nas tenebrosas transações que abalam a República, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, quem diria, estudou em Londrina. É o que dizem os advogados dele exibindo um certificado de conclusão de curso como argumento para garantir ao bicheiro uma cela especial, longe dos presos comuns, que não foram à escola. A ralé.
Carlinhos Cachoeira teria cursado Administração de Empresas na INESUL, centro de ensino pertencente a Dinocarmo Aparecido Lima e Verginia Aparecida Mariani. O casal também é dono do CIAP, a famosa Oscip que passou como um furacão por diversas prefeituras, causando prejuízos da ordem de R$ 300 milhões, segundo estimativas da Polícia Federal.
Apenas em Londrina teriam sido desviados R$ 10 milhões.
O CIAP foi contratado na gestão de Nedson Micheletti, do PT. Em 2008, a prefeitura chegou a defender ardorosamente o contrato com o CIAP junto ao Tribunal de Contas da União, depois que aquela Côrte manifestou desconfiança com o excesso de terceirizações praticado em Londrina.
Os advogados de Cachoeira dizem que ele teria concluido o “curso presencial” em 17 de dezembro de 2010 e colado grau em 31 de março de 2011. Por isso, teria direito a cela especial. As autoridades afirmam que um simples certificado de conclusão não tem o mesmo status de um diploma devidamente registrado no MEC. Em tese, um certificado desses não comprovaria nada.
Alguém desta turma de Administração (o curso teria se iniciado em 2007) se lembra de um rapaz de óculos, olhos vivos, rosto vincado, assistindo as aulas e perguntando sobre marketing, tributação, contabilidade, gestão e liderança?
Vereador e chefe de gabinete são presos pelo Gaeco
Do Jornal de Londrina
O vereador Eloir Valença foi preso na manhã desta terça-feira em Londrina.
Também foram detidos o chefe de gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT), Rogério Ortega, e o diretor de participações da Sercomtel, Alysson de Carvalho. Todos foram encontrados em casa pelos policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As prisões são temporárias, válidas por cinco dias e podem ser prorrogadas por mais cinco dias.
Por telefone, o promotor Cláudio Esteves informou que o pedido de prisão já havia sido feito há alguns dias, mas foi acatado apenas na noite de segunda (30) pelo juiz Mário Azzolini, da 3ª Vara Criminal de Londrina
Os três detidos foram levados para a sede do Gaeco. Antes de encaminhar Valença, os policiais e promotores foram com o vereador até o gabinete dele na Câmara, onde apreenderam alguns documentos.
Segundo Esteves, os três são considerados suspeitos no inquérito policial que investiga a denúncia de tentativa de suborno ao vereador Amauri Cardoso (PSDB) para que ele votasse contra a abertura de pedido de Comissão Processante (CP) no caso Centronic.
O flagrante da entrega de R$ 20 mil ao vereador ocorreu na terça-feira (24) e resultou na prisão do empresário Ludovico Bonato e do ex-secretário de Governo Marcos Cito, que continuam detidos na Penitenciaria Estadual de Londrina II.
O advogado de Rogério Ortega e Alysson de Carvalho, João Gomes, classificou as prisões como desnecessárias. Ele informou que não vai tentar reverter o pedido na Justiça porque o prazo para o Gaeco encerrar o inquérito é quinta-feira e, na avaliação dele, após a conclusão das investigações, não há necessidade de os dois continuarem detidos.
Foto: Gilberto Abelha.
Três anos
No início de sua gestão, há três anos, o prefeito Barbosa Neto estava cheio de gás e disposto a vender a imagem de um prefeito comunitário, engajado, simples como o homem do povo.
Aqui, ele aparece com assessores ajudando a Defesa Civil depois de um vendaval nas ruas da cidade .
A pior tempestade viria depois.















