Mercadão

Por redacao Em 3 de setembro de 2010

Os que se aferram ao poder  sabem que seus adversários não podem ter um cadáver político.

O cadáver injeta raiva, acende o espírito de vingança, é fonte de energia para os revoltosos.  Veja o enterro público de um corpo sacrificado, como se transforma num espetáculo vigoroso e trágico de dor, de fé e de luta, um rugido que cala fundo no castelo onde se escondem os governantes, assustados, à espera dos espiões que vão chegar das ruas com novas informações sobre o ânimo da turba.

 Na falta de um cadáver serve uma boa confusão.

 O PT está fornecendo a seus adversários neste momento o que eles  mais precisavam: elementos para posar de vítima, recuperar-se do estado pré-agônico, e, quem sabe, provocar uma grande marola nas eleições. Se Deus ajudar, pode virar tempestade, a época é de acirramentos.

Tudo isto porque a história da invasão dos sigilos fiscais – e a malfadada operação “abafa” da Receita-Federal - poderiam ser menos desgastantes se o governo tomasse medidas enérgicas, claras e firmes para mostrar que não compactua, que repele com veemência essa invasão à privacidade do cidadão, um mandamento sagrado e constitucional.

RECEITA PERDEU – Opinião da comentarista Miriam Leitão, da GloboNews: “Já se sabe quem perdeu a eleição de 2010: a Receita Federal. O órgão sai dessa campanha com uma queda violenta de credibilidade. Pelo que fez, pelo que deixou de fazer, pelo que deixou que fizessem em suas repartições, a Receita que tinha o respeito dos brasileiros — e o temor dos sonegadores — hoje está reduzida a um braço de um partido político.

A violação do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra é daqueles fatos que acabam com quaisquer dúvidas que por acaso ainda persistiam. ( … ) .

Na campanha governista a avaliação é que este assunto não terá impacto eleitoral porque apenas alguns milhões de brasileiros declaram imposto de renda no país. Isso equivale a dizer que crimes que atingem poucos eleitores podem ser cometidos, sem problema, desde que não ponham em risco a eleição da candidata do governo ( … )  LEIA MAIS

 BEM NA FOTO – A revista Veja publicou reportagem elogiando Londrina, chamando-a de “Metrópole do Futuro”. Veja é a maior revista brasileira e a mais  influente. Seu reconhecimento é importante para os negócios e o desenvolvimento de Londrina. Mas a mesma cidade glorificada na reportagem contava até ontem apenas com uma velha ambulância. E o planejamento urbano, uma reivindicação frequente dos setores organizados, tão decantado na reportagem, não existe na prática. A aprovação do Plano Diretor pelo menos foi um passo adiante na vida da cidade cujas demandas sociais, necessidade de revitalização e cuidados com a qualidade de vida já disputam palmo a palmo as prioridades públicas.

POMBINHAS – Parece um quadro de desenho animado: o Secretário Municipal do  Meio-Ambiente José Faraco anda com um trabuco pra lá e pra cá procurando pombinhas, e as aves tratam de se enfiar no meio das árvores para esconder do tiro fatal, já sabendo o que as aguarda mais cedo ou mais tarde.

Há um desquilíbrio da espécie, as pombas se multiplicaram como praga,  e a matança tem sido a solução mais cogitada porque as aves transmitem doenças graves. Resta saber se farão a matança durante a campanha eleitoral. As penas ensanguentadas dos pássaros abatidos, os corpinhos inertes no chão, aquela cena  chocante de matadouro vai comover e provocar celeuma nas escolas, leitores contra e a favor vão ocupar a seção de cartas dos jornais.  Pode não jorrar sangue se o método for “limpo, rápidoe indolor”, mas por enquanto ninguém quer explicar como será , ninguém quer dar detalhes….Não importa. Este vai ser mais um daqueles episódios em que a oposição tentará carimbar o prefeito com a pecha de insensível, sem compaixão, coração duro. É um prato cheio para os que acharam um “ato de desumanidade” do prefeito desalojar os lancheiros do terminal, os ocupantes de quiosques do Calçadão e pressionar os comerciantes instalados nos mercados municpais para que façam o mesmo.

A discussão poderia ganhar outros foros se à os front-men fossem biólogos e especialistas da vida animal que trabalham na Prefeitura ou especialistas contratados para este fim. Político discutindo matança de bicho não dá certo….

(Este texto recebeu novas informações às 17 hs)

Beto e o anti-Beto

Por redacao Em 1 de setembro de 2010

As pesquisas dizem que o eleitor paranaense acredita que Beto Richa vai mesmo se eleger governador do estado, mas a vitória dele ainda não está totalmente assegurada. Faltam mais de 30 dias de campanha. O presidente Lula e a candidata Dilma Roussef prometem grudar como chiclete em Osmar Dias para contagiá-lo com a febre dos vencedores e Beto terá de acompanhar atentamente a evolução dos fatos para ver se  alguma coisa mudará com isso. Até agora, nossa eleição é do tipo “camarão”, não tem cabeça, escolhe-se o governador independentemente do candidato ao Senado e a Presidência.

 

E depois Beto terá de tomar cuidado para não deixar de ser o mesmo Beto – jovial, tranquilo, sorridente – mesmo sob pressão. Já o chamaram de “Playboy”, uma expressão fora de moda, talvez porque goste de  automobilismo. Beto é piloto. Tem três filhos, é bem casado, cultiva uma imagem de realizador dinâmico, o que contrasta com o “piá de prédio”, outro estereótipo lançado na tentativa de enquadrá-lo como incapaz.  Ainda tentaram chamá-lo ”candidato dos ricos”, este lugar-comum  soou tão irreal que morreu no nascedouro: os interesses rurais do agro-negócio e das grandes cooperativas e multinacionais exportadoras estão do outro lado; o vice de Osmar é filho do presidente da federação das indústrias;  e os empresários urbanos que investem em políticos deram muito mais dinheiro até agora para Osmar, como mostram as receitas de um e de outro.

Na verdade, se procura um argumento infalível para barrar o candidato que, segundo os eleitores, passa melhor neste momento a idéia de mudança. À “juventude” de Beto  Osmar tem proclamado a “maturidade”,  credencial valiosíssima  que poderia prevalecer com mais facilidade  se seu adversário fosse mesmo um playboy inexperiente e beberrão ou um notório corrupto e o governo estivesse reduzido a um monte de escombros. Mas Beto foi eleito várias vezes o melhor prefeito do Brasil, os curitibanos adoram  o seu ar de bom moço, o interior o recebe com carinho e o governo estadual aparentemente vai bem. Basta ver os frenéticos movimentos da caneta cheia de Pessutti.

Então, nos próximos 30 dias o ar continuará seco e com umidade baixa, irritando a garganta, ardendo os olhos, provocando resfriados atípicos? A eleição será decidida neste cenário.

Educação ambiental

Por redacao Em 1 de setembro de 2010

A Milenia Agrociências, de Londrina, premiou alunos e escolas da cidade que participaram do seu Programa de Educação Ambiental, criado para estimular a reciclagem de maneira sustentável e contínua. Uma campanha de coleta de papel (que recolheu quase cinco toneladas de material) envolveu funcionários da empresa, da Cooperativa Integrada Agroindustrial e os alunos das escolas Áurea Alvim e Hikoma Udihara, que ficam nos bairros próximos à empresa.

Montenegro e Serra

Por redacao Em 31 de agosto de 2010

Carlos augusto Montenegro, o presidente do IBOPE, está fazendo mea-culpa.

Reconhece que errou feio ao dizer há um ano que Dilma Roussef não teria chances contra a bagagem e a biografia de José Serra.

O tucano, aliás, está ensaiando uma tentativa para não perder de maneira tão massacrante e antecipada. Serra primeiro disse que Dilma sentou “cedo demais” na cadeira de presidente. Depois que ela “desrespeita o eleitor” ao considerar-se eleita quando ainda falta mais de um mês para a votação. Agora Serra diz que o lema de sua campanha será “É Hora da Virada”. Não é muito original mas é o que se tem para este momento grave. É como se Serra fizesse um apelo ao adversário para que consumasse a vitória só no final; que a partida continuasse dando a impressão de empate, enquanto ele atravessaria altivamente esse mês difícil; depois tudo bem, Dilma faz quantos gols quiser.

Todos tem o seu rebanho para alimentar.

Montenegro tomou a palavra para dizer que no caso de Serra não haverá nenhuma reversão:

” Quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada”.

E emendou:

“A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições”.

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Galeria de notícias

Por redacao Em 30 de agosto de 2010

Nosso colaborador Murilo Reis e a leitura que faz dos jornais.

Na Zâmbia, invasão anual de morcegos bate record

Serra, nosso mais ilustre notívago, não pôde comparecer, mas continua firme de ponta cabeça.

PV fecha dez comissões provisórias no Paraná

Tava nascendo mato na mesa de reuniões

Osmar pergunta por que só ele não cresce?

Bem, vamos lá, ripa na xulipa! São vários os fatores, podem ser hormonais, psicológicos, mas nada que uma catuaba não resolva!

Serra acusa Dilma de “sentar na cadeira” antes da eleição

A gente já alertou, mas o pessoal acha que é melhor sentar na cadeira do que abraçar o Índio

Primeira-dama Marisa passa por “saia-justa” em São Paulo

Foi um tendéu porque o silicone desceu pro quadril

Dilma diz que eleição em primeiro turno também fortalece a democracia

Alguém duvida? Na Venezuela o Chaves ganhou legitimamente antes até de sair candidato

Ronaldo se sacrifica

Ontem, por exemplo, antes do jogo, só comeu feijoada, meia jaca, um quarto de melancia e 12 Fantas. Temos que elogiar senão o cara desiste….

Pessuti volta hoje ao Paraná

Fez uma viagem que orgulha nossa gente. No castelo da Flórida foi recebido pessoalmente pelo Príncipe Encantado.

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A campanha de Serra

Por redacao Em 29 de agosto de 2010

Tem recaído sobre as costas do marqueteiro Luiz González, da produtora GW, que tradicionalmente atende os candidatos tucanos, a responsabilidade pelo que vem acontecendo com José Serra.  Dizem que o marketing do tucano está errado, que Serra deposita confiança demais em González e que este seria um sujeito fechado, teimoso e arrogante. Numa campanha, é natural que os grupos políticos, os partidos, arranquem os cabelos quando seu candidato desaba nas pesquisas; muitas vezes, amigos e familiares do candidato se intrometem, provocando mais confusão. Além disso, o quadro pode oferecer fatos novos, pouco perceptíveis. É preciso fazer pesquisas minuciosas e saber interpretá-las. E há coisas que são óbvias.

A estratégia da campanha de Serra foi enunciada por González em várias entrevistas, e ele até então tinha fama de marqueteiro discreto. A idéia central baseava-se na crença de que Lula não teria um poder assim tão formidável para transferir votos. González argumentava com as últimas eleições para prefeito de São Paulo quando a candidata do PT, Marta Suplicy, foi batida por Kassab. Além disso, dizia, Serra tem currículo, tem história, e quem é Dilma?, perguntava, num tom pedante que fazia lembrar os colonizadores britânicos na época de seu grande império. Os tucanos não só menosprezaram o poder de comunicação de Lula como foram abalroados pelo marketing do PT que capitaliza em cima da boa fase da economia. Como Gonzalez vê a situação agora?  Mergulhado em números, não parece disposto a dar o braço a torcer. Acompanhe  um pequeno artigo que saiu no O Globo de hoje:                                                      

 São Paulo – No olho do furacão desde que as últimas pesquisas de intenção de voto mostraram a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com cerca de 20 pontos à frente do candidato do PSDB , José Serra, o jornalista paulistano Luiz Gonzalez, 57 anos, coordenador de comunicação e principal estrategista da campanha tucana, é um sujeito visivelmente irritado com as críticas – que ele considera infundadas – ao seu trabalho.

À frente de uma equipe de 300 pessoas e uma rotina que começa cedo e entra pela madrugada, por conta dos hábitos notívagos do seu candidato, o marqueteiro não dispensa opiniões, especialmente numa hora tensa como agora. Mas as quer respaldadas em fatos.

À tentativa de responsabilizá-lo pela queda de Serra, responde com fatos e números das campanhas das quais participou. Os levantamentos de sua equipe não reproduzem a rejeição a Serra captada pelos institutos de pesquisa. O que significa que o rumo não muda por conta do escárnio petista, das avaliações de eventuais marqueteiros ou do fogo amigo de políticos do PSDB e aliados.

De tucanos, ele entende bem. São 16 anos administrando campanhas do partido, desde que em 1994 fez a vitoriosa comunicação de Mario Covas na disputa pelo governo de São Paulo. Hoje, a Lua Branca, agência de propaganda tocada atualmente por seus dois filhos, cuida de contas do governo do estado e do município de São Paulo, contratos que ultrapassam os R$ 150 milhões.

Avesso a entrevistas formais, Gonzalez usa sua experiência de 20 anos de jornalismo e 21 anos em campanhas políticas – começou em 1989, quando saiu do Departamento de Jornalismo da TV Globo para dirigir a campanha para a TV de Ulysses Guimarães à Presidência – para mandar seus recados. Um deles, dizem integrantes do comando da campanha, é que o caminho até as eleições é longo, a imagem do candidato é construída passo a passo, o projeto mira o segundo turno e seu eixo estratégico – o confronto dos currículos e das qualificações de Serra e Dilma – permanece, mas será monitorado para que se façam acertos táticos.

Gonzalez cita pesquisas que, em agosto e setembro de 2006, previam vitória acachapante do então presidente Lula sobre o candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, no primeiro turno. Os números variavam entre 50% e 51% para Lula e algo entre 25% e 29% para Alckmin. O primeiro turno das eleições terminou com 7 pontos percentuais de diferença. Por isso, suas decisões são tomadas com os números que tem à mão, captados por pesquisas qualitativas diárias em oito estados, testes de reação com eleitores antes e depois da divulgação de cada peça, e 700 entrevistas por dia.

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Dia Quente

Por redacao Em 27 de agosto de 2010

Serra, Beto, Sem-Terra, Visatec, Invasão Fiscal. Uma quinta-feira com baixa umidade

Mais de 700 PMs foram mobilizados para desalojar sem-terras de 7 fazendas do Norte do Paraná, em cumprimento a mandados de reintegração de posse. Deu briga, teve gente ferida. É uma nova postura: normalmente, o Governo do Estado pensa quinhentas vezes antes de mexer num vespeiro desses, principalmente em época de eleição. Não quiseram mais segurar? O governo recebeu um ultimato de quem?  É um afago na turma do agro-negócio? Por isso Pessutti foi pra Disney e Osmar finge que não é com ele? O que houve?

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É um fenômeno curioso: José Serra está perdendo em estados onde seus candidatos a governador estão na frente, como São Paulo  e Paraná. Em SP, estado que Serra administrava até outro dia e o PSDB ocupa o poder há 16 anos, Geraldo Alckmin deve faturar no primeiro turno. Pode também acontecer com Beto Richa no Paraná. Mas Serra perde aqui para presidente.  Uma leitura que fazem é a de que as questões regionais não acompanham mais a tendência nacional. Por que será? Serra é centralizador, não costuma ouvir ninguém e esse comportamento pode ter afastados muitos aliados importantes nos estados. Tem gente se descolando da campanha dele. Será que é isso?

O mesmo fenômeno pode ser constatado de maneira inversa no Paraná.  Dilma Roussef virá dar um empuxo na candidatura de Osmar Dias, aproveitando seu crescimento nas pesquisas.  Se um candidato a governador como Beto não garante o crescimento de Serra será que a candidata Dilma pode assegurar a ascensão de Osmar? Ou tá tudo descolado?

Alguém tá considerando o fator Lula?

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O caso da violação do sigilo fiscal de várias pessoas por funcionários da Receita Federal (a lista inclui tucanos proeminentes, a apresentadora Ana Maria Braga e os donos das Casas Bahia) coloca o Governo Federal em maus-lençóis. Serra se precipitou (o ministro Paulo Bernardo o chamou por isso de “leviano”) ao acusar diretamente o PT e a campanha de Dilma Rousseff pela invasão, mas se o tucano estiver certo este caso será quase uma analogia de Watergate, que depôs um presidente  em nome dos direitos individuais e do respeito a privacidade. Estamos longe da cristalização desses valores entre nós. Mesmo assim, foi no mínimo insólita a reação de menosprezo do governo ao assunto, que é gravíssimo. Ninguém sabe por que fizeram isso, se estamos diante de uma conspiração ou se a Receita Federal já não é mais aquela receita de outros tempos, instituição venerável,  indevassável e impessoal que zelava pela honorabilidade fiscal do cidadão brasileiro.

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Doeu em Barbosa Neto mandar o secretário de obras Marcelo Teodoro endurecer com a Visatec? Barbosa conhece a família Janene há muito tempo, apresentou comícios para José, o mais famoso do clã – mas na cadeira de prefeito parece perceber que na máquina pública a tolerância, se  nunca é milimétricamente zero, também não pode ser extraordinariamente folgada, pra mais de mil. A Visatec atrasa repetidamente seus contratos. No caso do viaduto da PR-445, é acusada pela Sanepar de iniciar a obra ignorando o que havia debaixo da terra (uma adutora). Poderia ter concluído algumas benfeitorias, não o fez. Como de hábito, a empresa ameaçou levar o caso à Justiça para paralisar a obra e  encurralar o prefeito.

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Só sobrou Curitiba para Serra

Por redacao Em 26 de agosto de 2010

Tucano já perde para Dilma em 7 Estados grandes e em Brasília

Do Blog de Fernando Rodrigues

Se a eleição fosse hoje, o candidato a presidente José Serra (PSDB) perderia em 7 Estados grandes (SP, MG, RJ, RS, BA, PE e PR) e no Distrito Federal. É nesses locais que o instituto Datafolha expandiu sua amostra para estudar as disputas para governador e senador. Dilma Rousseff (PT) lidera em todas essas unidades da Federação, inclusive em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, tidos pelos tucanos como locais vitais para manter Serra com chances de ir ao segundo turno.

 Entre as capitais, só sobrou Curitiba (embora no Paraná Dilma esteja na frente). Mas mesmo entre os curitibanos Serra vem caindo e sua situação eleitoral é delicada. Ele tinha 47% em julho e está com 40% agora. Já Dilma tinha 24% em julho e chegou a 31% na capital paranaense.

 Tudo considerado, a erosão do voto serrista em nível regional é grande, contínua e não há ainda sinais de que vai ser estancada num futuro imediato.

Vai começar a BATALHA DO PARANÁ

Por redacao Em 26 de agosto de 2010

Os fantásticos índices de Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais, distanciando-se cada vez mais de José Serra e garantindo uma condição super-confortável para ganhar a Presidência da República já no primeiro turno, fazem as trombetas soarem para os lados de Goiás e dos estados do Sul, últimos bastiões da resistência tucana.

Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, principalmente Paraná,  onde Serra tem uma ampla base de apoio.

O candidato tucano já disse que vai concentrar sua campanha por aqui.

E Lula, aliviado com as pesquisas que garantem a vitória de sua candidata no primeiro turno, fala em “acampar” no Paraná, ou seja, mover mundos e fundos para que a campanha de Osmar Dias saia da letargia e avance sobre o território conquistado pelo jovem candidato tucano, que até agora tem resistido bravamente, e sozinho, à grande composição de forças que formou-se na linha do horizonte e que ameaça escurecer o céu com  os disparos de milhões de flechas.  

Lula não quer barreiras ao futuro governo Dilma Roussef.

Vem aí a Batalha do Paraná.

Difícil é remover o cadáver

Por redacao Em 25 de agosto de 2010

de Rogerio Distefano, no MaxBlog

Parabéns Gazeta do Povo, parabéns OAB. Conseguiram que a assembleia aprovasse a lei da transparência administrativa. Executivo, legislativo e judiciário terão que publicar na internet os atos de nomeação, promoção e aumento de salários, até o teor de sódio do ectoplasma dos fantasmas. O presidente da OAB conseguiu até tapar a boca de Luiz Cláudio Romanelli, relator da lei, que teve que engolir o projeto supostamente com erros de português. A Gazeta e a OAB conseguiram matar o elefante.

Quero ver se GP/OAB conseguem remover o cadáver. Com o executivo não tem problema,  lá tudo é transparente, menos as diárias de algumas secretarias. Com o legislativo sempre terá problema, mas o legislativo é ”daquelas mulheres que só dizem sim” e o dia seguinte é ”página virada no folhetim”. Quero ver GP/OAB peitarem o judiciário. Lá nunca tem problemas. Quanto surgem denúncias, elas são falsas. Se verdadeiras, falar delas sempre é sacrilégio, pois fere a independência e a autonomia da instituição

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