Arquivos de julho de 2010

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Da agência Reuters

O  tucano José Serra iniciou sua campanha pela Presidência do país como o preferido dos mercados financeiros, mas suas últimas declarações contundentes sobre política econômica estão gerando dúvidas em muitos investidores.  Alguns deles disseram à Reuters que estão mais cautelosos sobre Serra do que sobre sua principal rival, Dilma Rousseff (PT). Serra, 68 anos, político veterano do PSDB, tem preocupado sobre Banco Central, juros e um maior papel do Estado na economia.

A aparente mudança na confiança causa uma reviravolta no senso comum relacionado à corrida presidencial, e pode mexer nos mercados de câmbio e de títulos se Serra permanecer forte nas pesquisa à medida que a eleição se aproximar, disseram investidores. “O sistema financeiro secretamente prefere a Dilma”, disse Tony Volpon, chefe de pesquisa de mercados emergentes da Nomura Securities em Nova York.

Em muitos quesitos, Serra deveria ser o preferido do investidor. Ele ostenta um doutorado em economia pela Cornell University, uma vasta experiência no Executivo e um partido que realizou privatizações e reformas pró-mercado no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Dilma, por outro lado, funcionária pública de carreira, já foi guerrilheira e nunca foi eleita a um cargo público.

Ela, porém, abriu seu caminho para conseguir o apoio de investidores ao se distanciar de algumas propostas mais esquerdistas do PT. Dilma também prometeu continuar com políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que agradam os mercados e que ajudaram a impulsionar a economia nos últimos anos.

“Nenhum dos candidatos é o sonho de Wall Street, mas Serra é o maior risco. Ele traz mais incerteza e possibilidade de mudança”, disse Alexandre Barros, analista político que acompanha Serra desde que os dois eram ativistas estudantis em São Paulo, em 1962.

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A vinda de Lula para um comício com Dilma e Osmar Dias em Curitiba vai pegar o pessoal da coligação PT-PDT em estado de graça pelas pesquisas confusas que estão sendo divulgadas (especialmente as do Instituto Vóx Populi, de Belo Horizonte),  ora mostrando que o adversário Beto Richa está bem a frente, ora que ele e Osmar estão empatados tecnicamente na disputa para o Governo do Estado.

Na hora de fechar seus compromissos políticos com Osmar Dias, Lula prometeu vir ao Paraná quantas vezes fosse necessário para que o Estado, tradicionalmente de voto conservador, acolhesse melhor sua candidata Dilma Roussef. Osmar sempre foi o candidato dos sonhos de Lula porque tem uma carreira sólida, raízes na agricultura ( o ponto fraco dos petistas), é um nome do establishment e (por que não?) irmão de um de seus principais adversários no parlamento, o senador Álvaro Dias.  

Osmar pretende ancorar sua campanha na popularidade do Presidente.

O comício com Lula ganhou conotações mágica e é visto por seu comitê como um “divisor de águas” da campanha .

(PS: Uma menção especial ao candidato Osmar Dias por inserir em seu programa de governo o combate específico a droga e o  tratamento da dependência química. A droga é um fenômeno letal. É inconcebível o silêncio dos políticos não só quanto ao nexo que a droga mantém com a  criminalidade  mas em relação aos cuidados médicos e terapêuticos necessários para se enfrentar a dependência, uma doença terrível, cada vez mais disseminada, que destrói a capacidade das pessoas e não pode ser vencida apenas por um ato de vontade individual).

Foto/Arquivo

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 Do site HoraHnews:

Sempre que começa uma campanha eleitoral é comum ouvir os candidatos afirmarem que esperam uma campanha em alto nível, que o debate seja no campo das idéias. Isto é discurso. Na prática, não existe campanha em alto nível porque envolve paixão, múltiplos interesses.

Campanha é jogo duro, não é coisa para Madre Superiora, afirma o jornalista e marqueteiro Ernani Buchmann, coordenador de comunicação da campanha do senador Osmar Dias ao governo do Estado. Buchmann, que diz ter “urticária” ao ouvir a pregação de campanha em alto nível, não tem dúvida que no decorrer da campanha vai ter, de todos os lados, uma pancada ou outra, alguns golpes abaixo da cintura.

Para o marqueteiro, isso tudo faz parte do jogo.

– É assim que se joga. São artifícios que ficam no limite da legalidade, mas que são usados. O que vamos procurar manter é o respeito, mas há muita gente envolvida e não dá para controlar todo mundo, afirma Ernani.

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O desafio de cada um

Ernani Buchmann avalia que tanto Osmar Dias como Beto Richa têm desafios pela frente. O de Osmar é “criar uma onda” em Curitiba e na Região Metropolitana, onde o adversário é mais forte.A vinda do presidente Lula, que fará um comício no sábado, na Boca Maldita, pode ajudar Osmar a criar esta onda, na avaliação de Buchmann.

O desafio de Beto Richa é conquistar o interior do Estado, onde Osmar é mais forte. E aí, diz Buchmann, Richa terá que provar que “conhece agricultura”.

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Quem é Quem na Campanha de Osmar:

Coordenadoria geral – Mário Pereira (acumula também o financeiro)

Coordenadoria jurídica – Guilherme Gonçalves, Luiz Fernando Pereira e Moisés Pessuti

Comunicação – coordenador geral, Ernani Buchmann; rádio e  televisão – Wianey Pinheiro e Sérgio Reis; chefia de jornalismo, Marta Feldman; assessoria de imprensa – Débora Iankilevich

Plano de governo – Roberto Gregório

Mobilização – em Curitiba e Região Metropolitana, o candidato a vice, Rodrigo Rocha Loures; no interior, Borges da Silveira (os prefeitos que apóiam a candidatura de Osmar serão coordenadores da campanha em seus respectivos municípios).

Agenda – Gervásio Vieira

Quem é Quem na Campanha de Beto Richa:

Coordenadoria geral – João Elísio Ferraz de Campos

Coordenadoria jurídica – Ivan Bonilha

Coordenadoria financeira – Fernando Ghignone

Comunicação – coordenador geral, Nelson Biondi, responsável também pelos programas de rádio e televisão; jornalismo, Flávio Costa; assessoria de imprensa, Nani Marcos

Mobilização – Michele Caputo

Agenda – Deonilson Roldo

Plano de Governo – Homero Giacomini

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Londrina recebe  mais uma empresa de atuação no mercado imobiliário – a Construtora Rossi, com mais de 30 anos de negócios em  70 municípios. A empresa decidiu instalar uma filial londrinense para atender o Norte do Paraná, além de Ponta Grosssa, Cascavel e Foz do Iguaçu. 

Em 2011, a  Rossi quer movimentar R$ 200 milhões em negócios de incorporação.

O Banco Santander também está abrindo uma nova agência em Londrina - e a de número 105 no Paraná. Está localizada na avenida Tiradentes e terá um  ambiente (Espaço Van Gogh) dedicado aos clientes de alta renda.

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O ex-governador Roberto Requião adorou saber que está em primeiro lugar na corrida para uma das vagas ao Senado no Paraná. Inseguro que só ele, até aproveitou o ensejo para provocar desafetos que ficaram decepcionados com  a notícia. Depois, como que recuperando a noção de que ainda é muito cedo para comemorar, prometeu “trabalhar muito” para que os resultados se confirmem.

Requião não falou, mas deve ter imaginado que as pesquisas também surpreenderam um ex-amigo, com quem tem trocado desaforos - o atual governador Orlando Pessutti. Ocorre que Pessutti também tem seus trunfos e no mundo bipolar da política já superou o desalento e deve agora estar pulando de alegria com uma pesquisa do Data-Folha que o coloca como  o terceiro governador mais bem avaliado do país, recebendo uma aprovação (6.3) superior a que foi atribuída a Requião nos seus bons tempos.

Em 100 dias de governo, a obra principal  de Pessutti foi coordenar uma mobilização para solucionar o caso da multa federal aplicada ao Banestado desde a sua privatização. Fez o que Requião não conseguiu em 7 anos e meio.  Mas Pessutti não está obtendo o mesmo sucesso na articulação para trazer a Curitiba uma das chaves de jogos da Copa do Mundo de 2014.  Nas finanças os observadores consideram que sua gestão é discrepante: por um lado, ele eliminou abruptamente a tarifa social de energia elétrica da Copel,  revelando o caráter eminentemente político do benefício. E por outro, se mostra extremamente generoso com os gastos da administração direta, talvez por causa das eleições, mesmo sabendo que a situação financeira do governo já esteve melhor.

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Foi aberta a temporada de caça a Gleisi Hoffmann, e o objetivo de Ricardo Barros e Gustavo Fruet é eliminá-la da disputa.  Não vai ser fácil. Este ano, o eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. Roberto Requião está garantindo a sua vaga. Gleisi vem em segundo lugar, seguida do maringaense e do curitibano. Parece a corrida maluca*. Ricardo e Gustavo  vão colocar mil armadilhas no caminho da petista que pagou um preço alto para chegar onde está.

Gleisi se beneficiou da força do PT e do prestígio do marido  e marcou  sua pré-campanha com aparições e comentários em redes estaduais de televisão e rádio.  Quem teve a mesma oportunidade? Mas também engoliu cobras e lagartos desde que partiu para conquistar este objetivo com uma determinação inflexível. Isto lhe custou trombadas com Requião e Osmar Dias  que a queriam como candidato a vice-governadora, e então o quadro seria outro. Não tem sido fácil para Gleisi, mas representa uma boa aprendizagem: ela nunca se elegeu antes embora tenha uma boa experiência em militância estudantil e política, cargos públicos e movimentos sociais.

Gleisi ainda procura um discurso. Se ganhar, vai compor uma maioria de senadores do PT.  Lula  já disse que para ele um senador é mais importante que três govenadores. O que ele está planejando com a maioria no Senado? O que vem por aí ? Lula se elegeu Presidente falando em saúde e a primeira coisa que fez foi o programa Fome Zero, que depois deu lugar a uma unificação de programas sociais, e isto nunca fora discutido em sua campanha. 

O quem vem por aí saberemos na época. Quanto a Gleisi, se ganhar o Senado, poderá ajudaro PT a ser forte numa casa onde o partido  não costuma ter muito brilho e para isso, além da lealdade, precisará defender idéias próprias e projetos importantes para o país – da tribuna e além dela.

*No desenho animado CORRIDA MALUCA, Dick Vigarista e Muthly, seu cão rosnento, querem ganhar a corrida a qualquer custo de Penélope Charmosa e dos outros competidores – Irmãos Rocha, Cupê Mal-Assombrado, Professor Aéreo, Barão Vermelho,  Carro-Tanque, Quadrilha da Morte, Tio Tomás,  Peter Perfeito e Rufus Lenhador.

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1 – A prefeitura derrubou as velhas,  feias e tortas grades do Bosque. Surgiu uma paisagem nova e promissora. Porém o Bosque está sujo, cheio de mato.  A poda das árvores cujos galhos debruçavam sobre as ruas, sujando-as com o cocô das margosinhas, mostrou um bom caminho.” Que tal limpar o bosque, fazer trilhas, colocar placas, tirar o lixo e o mato. Que tal ouvir um paisagista ou contratar um jardineiro só para o nosso Bosque?” – sugere o leitor Vicente Alves.

2 – Vem aí a nova fase de obras do Calçadão. A prefeitura quer concluir tudo antes do Natal. Difícil, se não houver um controle rigoroso do cronograma. O paver da primeira fase foi aprovado, o que ficou esquisito foi o desnivel do chafariz e a praça pelada, sem árvores, sem  a intervenção de arquitetos.

3 – O velho empresário Gustavo Lessa, já falecido, que viajou o mundo e era um entusiasta de Londrina dizia que um dos ítens mais importantes da restauração do Calçadão está na eliminação da  fiação aérea, do amontoado de postes e fios que poluem e escondem a paisagem. A Copel poderia aterrar tudo,  mas não é um serviço barato, nem caríssimo,  porém o resultado é surpreendente, a visibilidade da área seria total. 

4 -O leitor Durval  gostou da faixa exclusiva para os ônibus da rua Duque de Caxias mas lembra que a solução definitiva só virá com a desapropriação daquela importante artéria para alargar os espaços, exatamente como Jaime Lerner fez em algumas ruas  no seu primeiro mandato de prefeito de Curitiba, estabelecendo o marco inicial da grande reforma urbanística daquela  cidade.

Foto: Gilberto Abelha

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O ex-governador Roberto Requião é um adepto fervoroso da máxima “falem de mim o que quiserem, mas falem”.

As pesquisas estão mostrando que ele é o candidato ao senado mais conhecido do Paraná, por isso lidera com folga em todos os levantamentos.

A previsão de vitória cala os muitos inimigos de Requião que profetizavam a sua morte política depois das últimas polêmicas em que se envolveu. Por exemplo: Requião revelou que guarda dinheiro vivo debaixo do colchão e não deu maiores explicações sobre este curioso hábito; no governo, foi acusado de patrocinar largamente o nepotismo da parentaia e de favorecer empresas doadoras de campanha; passou os últimos anos descascando o Lula, ameaçou bandear-se pros lados do PSDB, mas na hora “h” abraçou o Presidente; acusou  Paulo Bernardo de tentar corrompê-lo mas há quem diga que uma de suas intenções foi atingir Gleisi Hoffmann, a esposa do ministro do Planejamento, também candidata ao Senado;  vive às turras com Orlando Pessuti, seu ex-vice e atual governador, protagonizando um patético festival de baixarias e golpes abaixo da cintura etc e etc.

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As pombinhas não são um problema apenas em Londrina.

 A  banda de rock Kings of Leon deixou fãs desapontados ao abandonar o palco de um show ao ar livre em St Louis, nos Estados Unidos, na última sexta-feira, depois de tocar apenas três músicas.

A atitude de abandonar o show teria sido provocada por pombos que defecaram sobre o baixista do grupo. A banda questionou as condições sanitárias do local. “Vocês podem gostar que pombos defequem sobre vocês, mas nós não”, disse um dos músicos, respondendo pelo twitter aos fãs que criticaram o gesto.

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A nova pesquisa Vox Populi desfez a apreensão que percorreu a espinha dos tucanos do Paraná  desde que o Data-Folha publicou há três dias um levantamento sobre a situação eleitoral no estado. E também refluiu o entusiasmo dos adeptos da dobradinha PT-PDT.

Pelo Vox Populi a distância entre Beto Richa e Osmar Dias seria,  na verdade,  de nove pontos (44% a 35%). No Data-Folha eles apareciam empatados tecnicamente. Não era isto que os tucanos esperavam.

Beto reclamou que a espera pelo apoio de Osmar Dias o fez perder um tempo precioso de campanha, e isto pode ter influenciado o Data-Folha. Seus queixumes e lamúrias desapareceram sábado a noite com o Vox Populi.  São resultados prematuros, esta campanha depende muito dos programas de televisão, que  nem começaram.

O curioso é que o Vox Populi, tradicionalmente, faz pesquisas para o PT. E o Data-Folha pertence a um jornal (Folha de São Paulo), suspeito, segundo os petistas, de possuir um coração tucano.

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O candidato ao governo Beto Richa é jovem mas parece exercitar as mesmas características políticas que definiam o pai,  o mesmo esforço para abrigar em torno de si lideranças locais de todos os naipes. Em Londrina, cidade estratégica onde a família Richa viveu grande parte de sua história, Beto trouxe para o seu palanque duas grandes forças políticas locais: o ex-prefeito Antonio Belinati, que mantém  um numeroso eleitorado nos bairros, e o deputado federal Luiz Carlos Hauly,  sempre muito  bem votado nas áreas centrais.

Diretamente ou indiretamente Belinati e Hauly sempre estiveram em campos opostos – e a vantagem nas disputas pela prefeitura sempre foi do primeiro.

Fala-se muito na divisão eleitoral do “interior” e “capital”. O candidato Osmar Dias, a julgar pelos mapas da última eleição, encontraria maiores facilidades no interior e calcula-se que Beto faria um “passeio” pela Curitiba que já administrou. Não é bem assim. Apesar de ter saído ainda rapaz de Londrina, Beto também deixou aqui muitos amigos, visita sempre a cidade, não é um desconhecido. A história de seu pai como um administrador aprovado pela população - e articulador político operoso - é respeitada pelo londrinense.

Ao trazer para seu palanque dois adversários que se fustigam há anos, sem abrir mão de suas afirmações tucanas, Beto está pondo em prática o que sempre viu o pai fazer. Durante o regime militar, Richa, com seu estilo moderado e amistoso, era capaz de furar o anel de força imposto por Brasília à prefeituras governadas pelo velho MDB  para conseguir trazer recursos federais a Londrina.

Richa também não pensou duas vezes para sentar-se com o ex-governador Jayme Canet Junior num banco de praça e articular a aliança MDB-PP que garantiu a vitória da oposição na primeira eleição direta  para governador em  20 anos -  e depois fez um governo de frente do qual participaram conservadores, comunistas e democratas de todos os calibres.

 Em Brasília, Richa notabilizou-se nos bastidores da Constituinte, ao lado dos amigos Mário Covas, Fernando Henrique e José Serra. Com eles, mais Franco Montoro, fundou o PSDB. Foi preponderante nas articulações para a vitória de Tancredo no Colégio Eleitoral e depois na posse de José Sarney, inaugurando a Nova República.

(Este texto recebeu novas informações às 18 hs do dia 24/07)

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Do jornal O Estado do Paraná

O hábito de alguns políticos paranaenses de guardar dinheiro em casa pode dar dor de cabeça. Muitos candidatos nesta eleição declararam à Justiça Eleitoral ter grande volume de dinheiro em espécie dentro de suas residências. Mas essa opção causou um grande transtorno ao ex-secretário de representação do Paraná em Brasília, Eduardo Requião. O irmão do ex-governador Roberto Requião teve US$ 180 mil roubados de dentro de seu armário por uma empregada entre janeiro e junho do ano passado, conforme relatório do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) obtido pela reportagem.

Além do contratempo de ter de acionar a polícia para reaver o dinheiro furtado, Eduardo também poderá ter de explicar ao Ministério Público e à Receita Federal como detinha tanto dinheiro em moeda estrangeira, uma vez que, tanto no seu depoimento quanto no da empregada, fica claro que a quantia furtada é uma fração do que estava guardado no armário. Em 15 de setembro do ano passado, Eduardo declarou ao Cope que não percebeu que estava sendo furtado até ser alertado sobre o crescimento do patrimônio da empregada E.Q.J. A empregada, que confessou o crime, disse que retirava pequenas quantidades de dentro do armário e que, com o dinheiro, comprou bens móveis e imóveis em nome de seus familiares. Segundo o advogado da ré, que responde em liberdade, todos os bens já foram vendidos e o dinheiro devolvido a Eduardo.

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Descobriu-se agora um dos grandes artífices da resistência do País à  ”marolinha” da crise mundial no ano passado.

A emissão de títulos na ordem de R$ 200 bilhões, destinados ao BNDEs, evitou a queda do PIB e controlou a economia.

O problema é que esse dinheiro é taxado pela Selic (que ontem subiu para 10.75%) e emprestado pelo BNDEs a empreiteiras, siderurgias e multinacionais escolhidas pelo governo a uma taxa generosa, quase a metade da Selic.

Quem paga a diferença é a população.

Como os parcelamentos são prolongados, os déficits são contínuos.

Os critérios do BNDEs podem ser obscuros, e quando ocorre de alguém não honrar seus compromissos, aumenta o prejuízo para o país.

Na verdade, trata-se de um subsídio mal-disfarçado, e o que se questiona é se uma política temerária como esta não deveria ser aprovada pelo Congresso Nacional para ser executada.

A dívida pública do Brasil é de mais R$ 1 trilhão e meio. E o governo sobe a Selic e aumenta a dívida para alegria dos credores.

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Vai demorar muito tempo para que saibamos como ocorriam os cambalachos do CIAP junto às prefeituras, especialmente a de Londrina?

Esta semana, diretores da entidade, acreditando na sua ressurreição em futuro próximo,  puseram uma nota hilária no jornal. Por ser tratar de  uma entidade “importante e necessária”  – disseram – o CIAP seria “submetido” a uma auditoria contábil de uma empresa terceirizada…

Ah, bom…!

O Jornal de Londrina levantou a quantidade incrível de aditivos sobre os contratos assinados. Os aditivos eram feitos às pencas, por qualquer motivo. Referem-se a  milhões como se fossem centavos. Os valores atuais destes contratos ainda causam espanto.

Por último, a Prefeitura  resgatou uma antiga liminar judicial que exime o CIAP de recolher para a Previdência – só que a entidade não revelou este fato e se lambuzou com o dinheiro que veio embutido nos contratos.

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 A atual geração de políticos não se dá ao respeito.

A maioria não busca um envolvimento maior com a população (a não ser o da compra de voto dos incautos através de prefeitos, vereadores e lideranças das pequenas cidades) ); não alimenta nenhum projeto, só o de enriquecer a qualquer custo; para tanto conformam-se em ser um joguete nas mãos dos lobbys – dos bancos, da bolsa de valores, latifundiários que querem perdão de suas dívidas, indústriais trambiqueiros, setor de turismo, cigarro, bebidas, pedágio etc….

 As declarações de renda que os políticos apresentam à Justiça Eleitoral são uma piada. Uma ofensa ao país.

Odílio Balbinotti, da região de Maringá, homem miliardário, assegura que em um ano seus rendimentos diminuiram R$ 107 milhões.

(Esse post foi atualizado ás 12 hs)