Arquivos de agosto de 2010

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Carlos augusto Montenegro, o presidente do IBOPE, está fazendo mea-culpa.

Reconhece que errou feio ao dizer há um ano que Dilma Roussef não teria chances contra a bagagem e a biografia de José Serra.

O tucano, aliás, está ensaiando uma tentativa para não perder de maneira tão massacrante e antecipada. Serra primeiro disse que Dilma sentou “cedo demais” na cadeira de presidente. Depois que ela “desrespeita o eleitor” ao considerar-se eleita quando ainda falta mais de um mês para a votação. Agora Serra diz que o lema de sua campanha será “É Hora da Virada”. Não é muito original mas é o que se tem para este momento grave. É como se Serra fizesse um apelo ao adversário para que consumasse a vitória só no final; que a partida continuasse dando a impressão de empate, enquanto ele atravessaria altivamente esse mês difícil; depois tudo bem, Dilma faz quantos gols quiser.

Todos tem o seu rebanho para alimentar.

Montenegro tomou a palavra para dizer que no caso de Serra não haverá nenhuma reversão:

” Quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada”.

E emendou:

“A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições”.

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Nosso colaborador Murilo Reis e a leitura que faz dos jornais.

Na Zâmbia, invasão anual de morcegos bate record

Serra, nosso mais ilustre notívago, não pôde comparecer, mas continua firme de ponta cabeça.

PV fecha dez comissões provisórias no Paraná

Tava nascendo mato na mesa de reuniões

Osmar pergunta por que só ele não cresce?

Bem, vamos lá, ripa na xulipa! São vários os fatores, podem ser hormonais, psicológicos, mas nada que uma catuaba não resolva!

Serra acusa Dilma de “sentar na cadeira” antes da eleição

A gente já alertou, mas o pessoal acha que é melhor sentar na cadeira do que abraçar o Índio

Primeira-dama Marisa passa por “saia-justa” em São Paulo

Foi um tendéu porque o silicone desceu pro quadril

Dilma diz que eleição em primeiro turno também fortalece a democracia

Alguém duvida? Na Venezuela o Chaves ganhou legitimamente antes até de sair candidato

Ronaldo se sacrifica

Ontem, por exemplo, antes do jogo, só comeu feijoada, meia jaca, um quarto de melancia e 12 Fantas. Temos que elogiar senão o cara desiste….

Pessuti volta hoje ao Paraná

Fez uma viagem que orgulha nossa gente. No castelo da Flórida foi recebido pessoalmente pelo Príncipe Encantado.

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Tem recaído sobre as costas do marqueteiro Luiz González, da produtora GW, que tradicionalmente atende os candidatos tucanos, a responsabilidade pelo que vem acontecendo com José Serra.  Dizem que o marketing do tucano está errado, que Serra deposita confiança demais em González e que este seria um sujeito fechado, teimoso e arrogante. Numa campanha, é natural que os grupos políticos, os partidos, arranquem os cabelos quando seu candidato desaba nas pesquisas; muitas vezes, amigos e familiares do candidato se intrometem, provocando mais confusão. Além disso, o quadro pode oferecer fatos novos, pouco perceptíveis. É preciso fazer pesquisas minuciosas e saber interpretá-las. E há coisas que são óbvias.

A estratégia da campanha de Serra foi enunciada por González em várias entrevistas, e ele até então tinha fama de marqueteiro discreto. A idéia central baseava-se na crença de que Lula não teria um poder assim tão formidável para transferir votos. González argumentava com as últimas eleições para prefeito de São Paulo quando a candidata do PT, Marta Suplicy, foi batida por Kassab. Além disso, dizia, Serra tem currículo, tem história, e quem é Dilma?, perguntava, num tom pedante que fazia lembrar os colonizadores britânicos na época de seu grande império. Os tucanos não só menosprezaram o poder de comunicação de Lula como foram abalroados pelo marketing do PT que capitaliza em cima da boa fase da economia. Como Gonzalez vê a situação agora?  Mergulhado em números, não parece disposto a dar o braço a torcer. Acompanhe  um pequeno artigo que saiu no O Globo de hoje:                                                      

 São Paulo – No olho do furacão desde que as últimas pesquisas de intenção de voto mostraram a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com cerca de 20 pontos à frente do candidato do PSDB , José Serra, o jornalista paulistano Luiz Gonzalez, 57 anos, coordenador de comunicação e principal estrategista da campanha tucana, é um sujeito visivelmente irritado com as críticas – que ele considera infundadas – ao seu trabalho.

À frente de uma equipe de 300 pessoas e uma rotina que começa cedo e entra pela madrugada, por conta dos hábitos notívagos do seu candidato, o marqueteiro não dispensa opiniões, especialmente numa hora tensa como agora. Mas as quer respaldadas em fatos.

À tentativa de responsabilizá-lo pela queda de Serra, responde com fatos e números das campanhas das quais participou. Os levantamentos de sua equipe não reproduzem a rejeição a Serra captada pelos institutos de pesquisa. O que significa que o rumo não muda por conta do escárnio petista, das avaliações de eventuais marqueteiros ou do fogo amigo de políticos do PSDB e aliados.

De tucanos, ele entende bem. São 16 anos administrando campanhas do partido, desde que em 1994 fez a vitoriosa comunicação de Mario Covas na disputa pelo governo de São Paulo. Hoje, a Lua Branca, agência de propaganda tocada atualmente por seus dois filhos, cuida de contas do governo do estado e do município de São Paulo, contratos que ultrapassam os R$ 150 milhões.

Avesso a entrevistas formais, Gonzalez usa sua experiência de 20 anos de jornalismo e 21 anos em campanhas políticas – começou em 1989, quando saiu do Departamento de Jornalismo da TV Globo para dirigir a campanha para a TV de Ulysses Guimarães à Presidência – para mandar seus recados. Um deles, dizem integrantes do comando da campanha, é que o caminho até as eleições é longo, a imagem do candidato é construída passo a passo, o projeto mira o segundo turno e seu eixo estratégico – o confronto dos currículos e das qualificações de Serra e Dilma – permanece, mas será monitorado para que se façam acertos táticos.

Gonzalez cita pesquisas que, em agosto e setembro de 2006, previam vitória acachapante do então presidente Lula sobre o candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, no primeiro turno. Os números variavam entre 50% e 51% para Lula e algo entre 25% e 29% para Alckmin. O primeiro turno das eleições terminou com 7 pontos percentuais de diferença. Por isso, suas decisões são tomadas com os números que tem à mão, captados por pesquisas qualitativas diárias em oito estados, testes de reação com eleitores antes e depois da divulgação de cada peça, e 700 entrevistas por dia.

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Serra, Beto, Sem-Terra, Visatec, Invasão Fiscal. Uma quinta-feira com baixa umidade

Mais de 700 PMs foram mobilizados para desalojar sem-terras de 7 fazendas do Norte do Paraná, em cumprimento a mandados de reintegração de posse. Deu briga, teve gente ferida. É uma nova postura: normalmente, o Governo do Estado pensa quinhentas vezes antes de mexer num vespeiro desses, principalmente em época de eleição. Não quiseram mais segurar? O governo recebeu um ultimato de quem?  É um afago na turma do agro-negócio? Por isso Pessutti foi pra Disney e Osmar finge que não é com ele? O que houve?

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É um fenômeno curioso: José Serra está perdendo em estados onde seus candidatos a governador estão na frente, como São Paulo  e Paraná. Em SP, estado que Serra administrava até outro dia e o PSDB ocupa o poder há 16 anos, Geraldo Alckmin deve faturar no primeiro turno. Pode também acontecer com Beto Richa no Paraná. Mas Serra perde aqui para presidente.  Uma leitura que fazem é a de que as questões regionais não acompanham mais a tendência nacional. Por que será? Serra é centralizador, não costuma ouvir ninguém e esse comportamento pode ter afastados muitos aliados importantes nos estados. Tem gente se descolando da campanha dele. Será que é isso?

O mesmo fenômeno pode ser constatado de maneira inversa no Paraná.  Dilma Roussef virá dar um empuxo na candidatura de Osmar Dias, aproveitando seu crescimento nas pesquisas.  Se um candidato a governador como Beto não garante o crescimento de Serra será que a candidata Dilma pode assegurar a ascensão de Osmar? Ou tá tudo descolado?

Alguém tá considerando o fator Lula?

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O caso da violação do sigilo fiscal de várias pessoas por funcionários da Receita Federal (a lista inclui tucanos proeminentes, a apresentadora Ana Maria Braga e os donos das Casas Bahia) coloca o Governo Federal em maus-lençóis. Serra se precipitou (o ministro Paulo Bernardo o chamou por isso de “leviano”) ao acusar diretamente o PT e a campanha de Dilma Rousseff pela invasão, mas se o tucano estiver certo este caso será quase uma analogia de Watergate, que depôs um presidente  em nome dos direitos individuais e do respeito a privacidade. Estamos longe da cristalização desses valores entre nós. Mesmo assim, foi no mínimo insólita a reação de menosprezo do governo ao assunto, que é gravíssimo. Ninguém sabe por que fizeram isso, se estamos diante de uma conspiração ou se a Receita Federal já não é mais aquela receita de outros tempos, instituição venerável,  indevassável e impessoal que zelava pela honorabilidade fiscal do cidadão brasileiro.

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Doeu em Barbosa Neto mandar o secretário de obras Marcelo Teodoro endurecer com a Visatec? Barbosa conhece a família Janene há muito tempo, apresentou comícios para José, o mais famoso do clã – mas na cadeira de prefeito parece perceber que na máquina pública a tolerância, se  nunca é milimétricamente zero, também não pode ser extraordinariamente folgada, pra mais de mil. A Visatec atrasa repetidamente seus contratos. No caso do viaduto da PR-445, é acusada pela Sanepar de iniciar a obra ignorando o que havia debaixo da terra (uma adutora). Poderia ter concluído algumas benfeitorias, não o fez. Como de hábito, a empresa ameaçou levar o caso à Justiça para paralisar a obra e  encurralar o prefeito.

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Da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

 

Muita gente que decide montar o próprio negócio prefere fazê-lo em casa, ao menos no começo, para diminuir os riscos da empreitada. Entre outras vantagens, trabalhar por conta própria em casa permite um certo conforto e economia de tempo e de dinheiro. Mas atenção: você precisará ter muita disciplina para que isso não comprometa a sua produtividade. É fundamental delimitar o espaço físico entre a casa e o trabalho e tomar cuidado para que não haja interferência da família no dia-a-dia do negócio. Procure respeitar os horários. Nada de parar no meio do expediente para um cochilo ou para asssitir à TV. Você também não deve estar 24 horas por dia à disposição dos clientes. Lembre-se de que suas horas de descanso e de dedicação à família também devem ser sagradas tanto quanto possível.

Até pouco tempo atrás, trabalhar em casa era algo restrito a atividades como costura, produção de comida congelada e artesanato. Com o tempo, a lista foi crescendo e hoje inclui também atividades descoladas, como promoção de eventos, aluguel de som e luz para festas, agência de turismo, escritório de design para sites, criação de jogos para celulares e produção de incensos, velas e aromas. Se você se interessou por alguma dessas atividades, confira a seguir algumas dicas de empresários que atuam nesses ramos para você se dar bem.

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Tucano já perde para Dilma em 7 Estados grandes e em Brasília

Do Blog de Fernando Rodrigues

Se a eleição fosse hoje, o candidato a presidente José Serra (PSDB) perderia em 7 Estados grandes (SP, MG, RJ, RS, BA, PE e PR) e no Distrito Federal. É nesses locais que o instituto Datafolha expandiu sua amostra para estudar as disputas para governador e senador. Dilma Rousseff (PT) lidera em todas essas unidades da Federação, inclusive em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, tidos pelos tucanos como locais vitais para manter Serra com chances de ir ao segundo turno.

 Entre as capitais, só sobrou Curitiba (embora no Paraná Dilma esteja na frente). Mas mesmo entre os curitibanos Serra vem caindo e sua situação eleitoral é delicada. Ele tinha 47% em julho e está com 40% agora. Já Dilma tinha 24% em julho e chegou a 31% na capital paranaense.

 Tudo considerado, a erosão do voto serrista em nível regional é grande, contínua e não há ainda sinais de que vai ser estancada num futuro imediato.

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Os fantásticos índices de Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais, distanciando-se cada vez mais de José Serra e garantindo uma condição super-confortável para ganhar a Presidência da República já no primeiro turno, fazem as trombetas soarem para os lados de Goiás e dos estados do Sul, últimos bastiões da resistência tucana.

Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, principalmente Paraná,  onde Serra tem uma ampla base de apoio.

O candidato tucano já disse que vai concentrar sua campanha por aqui.

E Lula, aliviado com as pesquisas que garantem a vitória de sua candidata no primeiro turno, fala em “acampar” no Paraná, ou seja, mover mundos e fundos para que a campanha de Osmar Dias saia da letargia e avance sobre o território conquistado pelo jovem candidato tucano, que até agora tem resistido bravamente, e sozinho, à grande composição de forças que formou-se na linha do horizonte e que ameaça escurecer o céu com  os disparos de milhões de flechas.  

Lula não quer barreiras ao futuro governo Dilma Roussef.

Vem aí a Batalha do Paraná.

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de Rogerio Distefano, no MaxBlog

Parabéns Gazeta do Povo, parabéns OAB. Conseguiram que a assembleia aprovasse a lei da transparência administrativa. Executivo, legislativo e judiciário terão que publicar na internet os atos de nomeação, promoção e aumento de salários, até o teor de sódio do ectoplasma dos fantasmas. O presidente da OAB conseguiu até tapar a boca de Luiz Cláudio Romanelli, relator da lei, que teve que engolir o projeto supostamente com erros de português. A Gazeta e a OAB conseguiram matar o elefante.

Quero ver se GP/OAB conseguem remover o cadáver. Com o executivo não tem problema,  lá tudo é transparente, menos as diárias de algumas secretarias. Com o legislativo sempre terá problema, mas o legislativo é ”daquelas mulheres que só dizem sim” e o dia seguinte é ”página virada no folhetim”. Quero ver GP/OAB peitarem o judiciário. Lá nunca tem problemas. Quanto surgem denúncias, elas são falsas. Se verdadeiras, falar delas sempre é sacrilégio, pois fere a independência e a autonomia da instituição

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Do Paçoca com Cebola

E a campanha de Osmar Dias ganhou um novo “reforço”.

O governador Orlando Pessuti, está nos Estados Unidos para vários compromissos. Vai ficar por lá por uns dez dias. Pessuti passará pela Bolsa de Valores, fará contatos empresariais e, como ninguém é de ferro, irá a Orlando, uma das casas do Mickey e sua turma. Mas não é para diversão e sim para engrossar a campanha. Como há muitos brasileiros passeando nos parques temáticos, deverá pedir votos para Osmar, afinal, só falta um tiquinho pra ele atropelar nas pesquisas, né

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de Ruth Bolognese

Num telefonema ao diretor geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o presidente Lula  disse que agora, com a candidata Dilma Rousseff com grandes possibilidades de ser eleita no primeiro turno, como indicam as pesquisas ele, Lula, vai investir, pessoalmente, na eleição de três Estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Na quinta-feira da semana que vem aterrissa em Londrina.

E já estão previstos mais 3 comícios nas próximas semanas.

Usou a expressão “questão de honra”.

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Do Zé Beto

As alas requianista e paulobernardista da campanha de Osmar Dias (PDT) acreditam que o uso intenso da imagem de Lula e Dilma Rousseff na campanha vão ajudar o candidato a governador reverter o quadro da disputa no Paraná, porque pegará o vácuo da decolagem da candidata petista à presidência da República, mesmo porque o tucano José Serra naufragou e a esperança é que ele arraste junto Beto Richa, um de seus principais cabos eleitorais. Há controvérsias. Mesmo porque, como se sabe, aqui o ”país” é outro. Pode até ser que a estratégia dê certo, mas o que se percebe é que o pedetista, no meio disso, perde a força da imagem que criou ao longo dos anos, ficou um pouco “sem alma”, talvez por não se sentir totalmente à vontade no balaio de alianças que firmou, como analisou recentemente um ex-secretário de Estado que está fora desta briga de poder. Pode ser tudo. Pode ser nada.

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Um problema técnico nos deixou fora do ar na tarde de ontem. Só hoje de manhã foi corrigido. Pedimos desculpas aos internautas que nos acompanham diariamente.

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A queda acentuada de Serra ( o Zé…) nas pesquisas, depois do início dos programas de TV, acendeu a crise.

Culpa-se abertamente o marqueteiro Luiz González, da GW, que inventou de colar Serra a Lula para mostrar que ele também pode ser uma continuidade do atual governo, uma alternativa0 “mais qualificada” que Dilma. Estratégia tão interessante quanto arriscada pois exige uma sintonia fina com o passado de Serra e as demandas do eleitorado. O PSDB não faz oposição, e isso deixa indignados os tucanos mais empedernidos. Nunca fez oposição, na verdade. O Mensalão deixou de ser criticado depois que se viu que tudo começou em Minas, com um tucano. No Senado, as críticas são superficiais, de gerenciamento ou de moralidade. O PSDB não tem projeto.

Fala-se que a produtora GW teria uma grande qualidade: consistência factual e informativa de sobra, fruto de sua origem jornalística. Faltaria ela a outra ponta onde está ancorada a cabeça do eleitor – emoção, a  ferramenta da fantasia e o atributo da esperança. Será isso mesmo?  Segundo o ex-prefeito Cesar Maia (DEM)  a intenção de Gonzalez é mostrar que “Serra e Lula são “estadistas’ e que Dilma não está no mesmo patamar. Se o eleitor entender isso, será que ele quer um novo “estadista” ou exatamente o contrário, um pau mandado do Lula? Se for a segunda hipótese, é bumerangue. Se for a primeira, será um gol do Gonzalez.”

Tucanos famosos da grande imprensa estão desnorteados. Reinaldo Azevedo, de Veja, defende que Serra deva morrer em pé “com parabelo na mão”, numa alusão ao filme de Glauber RochaDeus e o Diabo na Terra do Sol. Morrer recitando os ideais políticos de sua convicção.

Nobre, mas parece pouco eficaz para o momento.

Augusto Nunes, cuja antipatia por Lula e Dilma  é notória, segue a mesma toada do colega:

“ ( … ) O ex-governador José Serra precisa rever o histórico confronto de 1998. Decerto compreenderá que o duelo que trava com Dilma Rousseff é, como toda eleição, uma disputa política. E precisa reler com urgência o que ele próprio afirmou ao despedir-se do Palácio dos Bandeirantes.

“Os governos, como as pessoas, têm caráter”, disse Serra em 31 de março de 2010. “Caráter é índole. Ele se expressa na maneira de ser e de agir. E este é um governo de caráter, que manteve a sua coerência: nem cedeu à demagogia, às soluções fáceis e erradas para problemas difíceis, nem se deixou pautar por particularismos e mesquinharias”. Deveria ter repetido tais palavras na abertura do horário eleitoral gratuito.

Marcelo Coelho, da Folha de São Paulo, diz que Serra se atrapalha com o fato de ser oposição. “( … ) O Ibope é o ópio dos políticos. Quando estava com índices altos de popularidade, Serra não se expunha; fez o mesmo que todos os outros, aliás. Quando começou a cair, não tinha nenhum discurso em que se segurar, e acaba caindo dos dois lados ao mesmo tempo. Cai porque é oposição, cai porque tenta fingir que não é oposição, cai porque gostaria de não ser oposição, cai porque gostaria de ser mais oposição mas acha que com isso cairia mais ainda”.

 Dora Kramer, crítica contundente de Lula, também abordou o assunto:

( … ) Depois de começar a campanha ainda no papel de bonzinho, Serra viu pelas pesquisas que só lhe resta fazer o que seu partido deveria ter feito nos últimos oito anos, até porque foi essa a escolha do eleitorado em 2002 e 2006: que o PSDB ficasse na oposição.

Há, entretanto, um problema. Talvez não dê certo porque o eleitorado poderá não firmar laços de confiança com candidato e partido que mudam de comportamento de uma hora para outra.

A tarefa não é simples, pois Serra se propõe a convencer o eleitorado em 40 dias de algo sobre o que o PSDB não pareceu convencido em oito anos.”.

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O fotógrafo mirou em sapatos políticos, dia desses,  na cidade de Medianeira. O primeiro à esquerda é Requião, no centro está Osmar Dias e depois Gleisi Hoffmann.

Pelos pés também se conhece um candidato.

Foto:Elias Dias