Arquivos de outubro de 2010

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 É dia de eleições e  os oráculos vaticinam que Dilma Rousseff vai perder de novo em Londrina e no Paraná.

A posição desfavorável da candidata do governo por estas terras não parece que se alterou na campanha do segundo turno.

Mas isto, segundo o Data-Folha e o Ibope,  não impedirá Dilma de chegar a Presidência da República,  ainda que possa ser expressivo o índice de abstenções; ainda que o eleitor católico esteja digerindo a recente advertência do Papa sobre o aborto.

Num debate canhestro e com poucas luzes os tucanos conseguiram colar em Dilma a pecha de que a petista seria favorável ao aborto.

PAULISTAS -  Nenhum partido gostaria de pesquisar por que o Paraná, Londrina, prefere candidatos tucanos nas eleições para Presidente da República? Por causa da gestão Nedson Micheletti? Por que Dilma é inexperiente no trato político? Pela sua biografia? 

Veio de uma petista, da nova senadora Gleisi Hoffmann, a única explicação lançada para explicar este fenômeno. Ela argumenta que o Norte do Paraná é muito ligado a São Paulo, torce por times paulistas e é natural que na política se deixe influenciar pelos paulistas.

Um pesquisador social talvez diga sim e não a essa explicação. E o modelo de sociedade? E o nosso modelo de colonização?  Pode ser que não exista uma explicação única e simples como em geral são as coisas na política.

NA FACULDADE – Um dia, nos anos 70, em Londrina,  um estudante de Londrina debateu solitário a necessidade de uma Constituinte perante o Curso de Direito da UEL, tendo contra si todos os diretores da faculdade, o silêncio dos professores e a maioria esmagadora dos alunos.

Estava-se numa Faculdade de Direito. Veja-se que através da Constituinte poderia se devolver as prerrogativas da Justiça,  restabelecer o habeas-corpus, as garantias constitucionais do cidadão,  dar garantias ao exercido da advocacia e assegurar mais autonomia e força ao Ministério Público.

Naquele ano, de governo militar, o curso de Direito da UEL e suas lideranças pensavam que não se devia mudar nada. O jovem, isolado, manteve seus pontos de vista, mas entendeu  que entre outras particularidades, temos esta, de sermos conservadores também, e este lado às vezes impera.

A GUERRILHEIRA – Antes destas eleições acontecerem pensava-se que a fase de Dilma na guerrilha urbana dos anos 70 seria o lado mais vulnerável da sua trajetória política. A faceta, no entanto, quase não foi explorada na campanha. Esta semana, Michel Temer, o vice de Dilma e  presidente do PMDB, tocou no assunto procurando valorizar-se perante a titular da chapa:

- Dilma foi uma guerrilheira de democracia – disse ele, referindo-se à época em que a candidata foi presa, processada e pegou alguns anos de cadeia.

A luta armada é um tabu nas discussões políticas, sobre ela já se escreveu e se debateu bastante. Muitos de seus antigos integrantes, como Franklin Martins, hoje ministro de Lula, reconhecem que esta forma de luta, na época, não encorpou a resistência democrática – mas ainda a  defendem como  uma “opção corajosa que salvou a vida de companheiros que certamente perderiam sua vida na prisão”. É o que diz Franklin, argumentando com a libertação de prisioneiros políticos da esquerda em troca de diplomatas sequestrados. 

Segundo relatos de seus colegas de prisão, Dilma sempre foi uma prisioneira solidária, portando-se de maneira extremamente correta e leal. Não traiu os companheiros nem sob tortura. Segundo eles, não haveria prova maior de confiança. A própria Dilma já referiu-se orgulhosa a este episódio em suas entrevistas. É um feito para qualquer ser humano, sem dúvida, manter o auto-controle sob tortura, o  mais infame e abominável dos crimes.

DILMA E O PODER – Mas seriam a obediência e a lealdade as características de Dilma que instigaram Lula a lhe entregar a missão de candidatar-se a Presidente da República e aquecer a cadeira até que ele possa voltar dentro de quatro anos?  Dilma vai ser apenas a sentinela no posto? Ela é competente como gestora e, como vimos, sabe ser durona em situações difíceis – mas terá a capacidade de navegar em situações políticas complexas? Terá a sutileza de desatar os nós? Saberá acelerar quando necessário e usar da prudência? Obedecerá a ordens ou terá pensamentos próprios na solidão do Palácio? Ela nunca se elegeu nem vereadora, é certo, mas esteve por alguns anos na ante-sala do centro do poder máximo. Quanto isto a credencia?

O PLANO – E Lula, que engendrou um roteiro com anos de antecedência para continuar ligado à Presidência? E se a alguma coisa der errado com este  planejamento tão meticuloso? Dilma não será tocada pela ambição? Lula  não ficará doente? A Política, a luta pelo Poder, pode ser matemática, com cada passo sendo milimetricamente calculado? Dizem que os chineses procuram fazer assim, mas eles têm uma noção de tempo peculiar, milhares de anos de história e vivem sob a égide de um regime fechado.

E nós, na democracia tropical mambembe?

As histórias do Poder não costumam se desenrolar de maneira tão esquemática e previsível, por trás das aparências há o torvelinho de emoções da espécie, e mesmo que Dilma pareça rígida, devotada a Lula, uma mulher sem nenhuma soberba e esnobismo, sua vida estará entrelaçada à  trajetórias pessoais diversificadas, a luta de egos inflamados,  interesses,  individualidades posta à prova –  um imenso país querendo ir para a frente em meio a circunstãncias que nem sempre se consegue dominar.

Dilma só vai obedecer e passar o bastão? Um time de dois. Uma dupla. Um chefe.

 Lula, todo mundo sabe, tem sorte, e isso é fundamental. Ele combinou com Dilma  -mas combinou com o Destino?

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Como náufragos que tentam sobreviver em águas agitadas, tucanos e anti-dilmistas de todos os matizes agarram-se à bóia lançada há três dias das eleições pelo Papa Bento XVI. 

O Papa, reconheçamos, não é um bom exemplo de carisma. Conduz uma igreja sobressaltada pelos pecados sexuais contra a infância. Sua gestão é turbulenta. Algum marketólogo do Vaticano entendeu que ele não poderia ficar de fora das eleições do maior país católico do mundo. Nesse caso, o menos arriscado é agarrar-se às tradições, valer-se de confirmações dos princípios clássicos da Igreja cristã. Não há erro.

O Aborto se enquadra perfeitamente, é a discussão da vida (também um caso de saúde pública),   e sua proibição tem o peso de um dogma.

No primeiro turno, tentou-se incutir a idéia de que Dilma Rousseff  seria favorável a matar criacinhas ainda no ventre e ela, claro, perdeu muito com isso. Levou tempo se explicando na televisão enquanto o Vaticano ficou quieto. Agora, que o assunto foi esquecido, o Vaticano torna a jogar com a visão horrenda de que o Brasil será provavelmente transformado num abominável campo de todo tipo de abortos no período Dilma.  Mengele não ousaria tanto. Não falou isso com todas as letras mas a forma com que reiniciou esse debate apagado, a forma com que apresenta seus argumentos, mostra que o Vaticano tem seu lado nessa eleição e não se constrange em participar da campanha política, ainda que de maneira indireta e insinuante.

Os anti-dilmistas ficaram excitados.  José Serra já explora o assunto.

E Dilma? Vai rezar em Aparecida para diluir a manobra do Vaticano?   

 Se Dilma perder, o Vaticano fica com o lucro de ter ajudado a mudar o quadro, entrando em campo no último minuto da partida. É mais ou menos como Antonio Belinati faz nas eleições municipais de Londrina.

Se Dilma vencer, provavelmente nada vá mudar. Continua o inexorável processo de antes:  as igrejas evangélicas crescendo no Brasil. A Igreja Católica se esvaziando.

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O candidato José Serra acaba de perder o único nome que gostaria de ver à frente  do Banco Central – ou Ministério da Fazenda – caso se eleja Presidente da República no próximo dia 31. Numa entrevista, meses atrás, Serra citou  Armínio Fraga, ex-presidente do BC no segundo mandato de FHC, como modelo de economista com o qual gostaria de trabalhar.

“Armínio – defendeu Serra – sabe economia, é pragmático, não doutrinário, soube navegar em mar revolto e deu enorme contribuição à estabilidade econômica do país ao instituir o regime de metas de inflação”.

Mas Armínio mingou nos planos dos tucanos; ele acaba de vender ao poderoso banco JP Morgan a sua empresa de Investimentos, Gávea,  e  pelo contrato terá de permanecer à frente dela por mais cinco anos.

Quanto a Dilma, os nomes especulados no mercado financeiro para compor sua equipe são conhecidos; além dos ministros Guido Mantega e Paulo Bernardo incluem a ressuscitação do ex-ministro Antonio Palloci e o aumento do grau de influência do atual presidente do BNDEs, Luciano Coutinho.

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por Lauro Jardim, da veja.com

Em uma disputa ao menos é certa a vitória de José Serra sobre Dilma Rousseff. Entre 23 de agosto e 21 de outubro, os 120 principais sites de notícias do país escreveram muito mais sobre o tucano do que a petista.

O levantamento foi realizado pelo site Feeling Bits, especializado em monitoramento da imprensa na internet. Enquanto o nome de Dilma esteve presente em 2 778 reportagens e artigos, José Serra foi citado em 3 668 textos.

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Para perder a eleição, Dilma Rousseff precisa deixar de ter o apoio de 1 milhão de eleitores por dia, de hoje até o próximo domingo. Impossível? Não. Difícil? Muito.

Até o dia 31, Dilma comparecerá ainda a uma série de eventos de rua e comícios. Neles, não corre riscos (exceto, talvez, de uma bolsa de água cair sobre sua cabeça; mas isso não tira votos, ao contrário).

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 Estamos em fase de testes com uma nova ferramenta de conteúdo. Trata-se de uma REVISTA DIGITAL que vai focar imagens e textos de assuntos variados. O material para testes está aí ao lado e foi produzido antes do final do primeiro turno da campanha no Paraná. Decidimos preservá-lo do jeito que foi feito originalmente. Note que havia uma tendência, divulgada à época pelos institutos de pesquisas, de que Dilma seria bem votada no Paraná, o que não ocorreu.

Na capa, PAULO BERNARDO-GLEISI HOFFMANN, o novo casal estelar da política estadual.

 Clicando sobre a a foto em view fullscreen o leitor pode ampliá-la em seu monitor. O clic na seta à direita da página é para folhear a revista.

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Do Blog de Fábio Campana

O governador eleito, Beto Richa (PSDB), vai enfrentar dificuldades para cumprir suas promessas. Quem diz é o relator do Orçamento do Estado para 2011, deputado Nereu Moura (PMDB), que prevê a necessidade de corte de gastos no início da nova administração.

Ou seja, o paraíso terreno propagandeado por Requião não passava de pura ficção. A arrecadação em 2010 foi menor do que o previsto. E a irresponsabilidade do governo do PMDB que se encerra no dia 31 de dezembro programou despesas e aumento de gastos para o ano que vem com impacto direto nas contas públicas.

Nereu Moura lembra que só o aumento do repasse para o Tribunal de Justiça e para o Ministério Público vai custar R$ 300 milhões a mais no ano que vem ao Estado. Outros R$ 600 milhões serão necessários para os aumentos de salário de policiais, e mais R$ 169 milhões para os fiscais da Receita Estadual. A moçada do PMDB ri da desgraça que programou.

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Do Blog de Ruth Bolognese

O prefeito de Londrina afirma que o senador Osmar Dias ainda chora a derrota e por isso culpa os mais próximos. Mas quem esteve em Londrina nos últimos 15 dias do primeiro turno relata que era mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que uma placa de Osmar Dias nas ruas da capital do Café.  E era justamente ali, o segundo colégio eleitoral do Paraná, que a candidatura do senador precisava de vigor para compensar a votação de Richa em Curitiba.

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É impressão ou  não contaram para o Secretário de Transportes do Paraná, Mário Stamm, que o governo Pessuti termina logo mais em 01 de Janeiro?

Stamm anda investindo em estudos para projetos tão grandiosos, mas tão grandiosos, como auto-pistas, plano viário do Litoral e ponte entre Guaratuba e Caiobá, que nem o futuro governo Beto Richa, PSDB, sabe se terá condições de realizar.

E até agora o Secretário dos Transportes ainda não deu nenhuma palavra, nenhum pio sequer, sobre aquela comissão formada no início do governo Pessuti que iria negociar diretamente com as concessionárias para reduzir as taxas de pedágio no Paraná

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É visível nas expressões, tanto de Dilma Rousseff como de José Serra, o esgotamento físico por causa da agenda absurda que os candidatos cumprem nessa fase final da campanha. Serra está cada dia mais cadavérico e Dilma aumenta o número de atos falhos ( … )

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A senadora eleita, Gleisi Hoffmann, PT, explicou, em Londrina, porque a presidenciável Dilma Rousseff perdeu para José Serra na Capital do Café: a proximidade da região Norte com São Paulo, tão presente na cultura local, teria levado o eleitor a optar pelo tucano.

Se você fosse sincera, ooooooh, Gleisi, diria que o período do petista Nedson Micheletti deixou traumas irrecuperáveis na população londrinense, que entre o capeta em pessoa e um petista, opta pelo primeiro sob o risco de ir para o fundo dos infernos.

E outro detalhe que Gleisi preferiu colocar no baú do esquecimento é que ela e o marido, o ministro o Planejamento, Paulo Bernardo, participaram das administrações petistas em Londrina, como secretários da prefeitura.

Pelo jeito, não foram muito hábeis em transferir votos para dona Dilma.

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Vicente Ruiz

Ainda é cedo para acreditar nisso,  a luta será incessante até o final entre os candidatos. Os petistas têm o péssimo hábito de cantar vitória antes do tempo. Não se pode confiar em pesquisas.

Alguns indícios de que DILMA voltou a crescer: ela está aumentando sua distãncia de SERRA no momento em que se acreditava que o tucano pudesse dar a virada fatal e criar um movimento de giro sem volta no parafuso – sem que ninguém pudesse conter a corrente.

Está acontecendo o contrário?

LULA afinou o seu discurso, o programa de TV dos petistas melhorou um pouco. Mas observem que foi a candidata que cresceu. Dilma está se tornando dona da situação, falando ao seu modo prolixo, entrecortado, com frases incompletas, sincopadas, jorrando um fluxo de idéias e emoções, mas demonstrando vigor e engajamento, conhecimentos, perspicácia –  as qualidades que impressionam e se esperam de quem vai estar no comando.

Dois tiros cairam na água. O primeiro foi do jornalista que confessou ter armado uma rede para acessar dados de notáveis do PSDB. Diz que  agiu  a pedido de forças ligadas a AÉCIO NEVESE AÉCIO É DO PSDB! O tal jornalista contou que foi numa fase em que Aécio e Serra se estranhavam por causa da disputa presidencial e Aécio resolveu se defender. Uma história esquisita que complicou o tiroteio de versões. E parece que teve o efeito de mixar em parte a exploração desse assunto. 

Os tucanos também se deram mal com aquela bola de papel atirada na cabeça do Serra. O SBT mostrou que não foi nada. Serra resolveu ensaiar uma dramatização e pôs a mão na cabeça várias vezes depois que recebeu o telefonema de um assessor. A Globo aventou que além da bolinha de papel um objeto cilíndrico e sólido teria atingido o candidato. Se foi verdade, não significou muito. Tivemos aquelas declarações incongruentes do médico que o examinou . Ele disse a TV que Serra estava bem, precisava apenas de uma boa soneca. Com  o interesse exacerbado da imprensa, o médico chegou a mencionar um edema…. Mas a careca de Serra está lustrosa.

Querem acirrar  a campanha e é melhor que ela prossiga sem mortos e feridos.

Há, claro, outros fatores políticos também além de Lula, da melhora do programa de TV e do crescimento pessoal de Dilma. Os EVANGÉLICOS. Desde o começo a Universal estava com Dilma. As outras igrejas – também os católicos – se dividiram no final do primeiro turno e empurraram MARINA. Ao que consta, fizeram um grande acordo com os evangélicos para sepultarem a história do aborto e do casamento gay, em que pese as estocadas do pastor SILAS MALAFAIA, tradicionalmente ligado a Garotinho no Rio de Janeiro e a Serra.

Vai dar Dilma?

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A caravana estava alegre nesse dia, em Cornélio Procópio. Foi logo no início do primeiro turno. Daí vieram as novas pesquisas indicando que BETO RICHA estava na frente. O comando de campanha do PDT-PT sentiu a terra tremer e separou o grupo, cada um foi pra uma região do estado, pra campanha render mais.

Da turma aboletada na pick-up , OSMAR foi o menos votado (2 milhões 645 mil).

Algo saiu errado, sua votação não acompanhou a de GLEISI (3 milhões 196 mil). E REQUIÃO raspou na trave e foi salvo pelo gongo, com seus 2 milhões 691 mil votos. Alguém já analisou que o PT só cuidou de Gleisi e Requião só cuidou de si. Mas a votação de Requião foi quase a de Osmar.

Osmar tem dito coisas incoerentes sobre a derrota. Quando perdeu para Requião em 2006 alegou que era porque os institutos de pesquisas divulgaram inverdades. Desta vez, culpou o silêncio que Beto impôs aos institutos.

Osmar também quer saber porque foi bem votado em Londrina há quatro anos e agora seu desempenho foi pífio.  Ninguém pode dizer com certeza porque cada eleição representa um jogo comparativo na cabeça do eleitor. O londrinense o apoiou contra Requião. Contra Beto, não.

É um lugar-comum – cada eleição é uma eleição.

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OSMAR DIAS ainda não superou a frustração pela derrota.

BETO RICHA está a mil por aí, pedindo votos para JOSÉ SERRA, mas Osmar está abatido, reclamando dos traíras, de quem fez corpo-mole, disso, daquilo. Aliás, não é só Osmar, não, muita gente do PT está carrancuda mesmo com Dilma fazendo  2 milhões e 300 mil votos no Paraná e GLEISI HOFFMANN, a senadora eleita, mais de 3 milhões de votos.  As pessoas querem o imediato e a luta pelo Poder pressupõe jornadas e estratégias.

Gleisi disse ao Portal IG:

” – O Osmar participou de dois eventos, mas está mais quieto, mais comedido no segundo turno. O próprio Lula e a Dilma já falaram pessoalmente com ele, e a gente tem convidado para os eventos, mas não tem pressionado. Temos de deixar que ele faça no tempo dele, até porque a gente sabe que o segundo turno já é difícil para quem ganha, porque está cansado, e mais ainda para quem perde. Agora é uma pena, porque o Osmar é muito forte aqui na área agrícola, então seria um diferencial “.

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do site primeirodeabril

Cientistas jamaicanos apresentaram o primeiro político desenvolvido em laboratório do mundo. O deputado trasnsgênico traz grandes novidades: não rouba, não quer se reeleger, não mente, não calunia os adversários, não mantém amantes com verbas de empreiteiras ou públicas e não faz falsas promessas. Não aceita receber salários, jetons ou propinas. E ao fim de carreira não quer vagas vitalícias em Tribunais de Faz-de-Contas.

 Até aqui o político tradicional era anfíbio e camaleão, mudando de acordo com os interesses imediatos, além de ser mamífero, mamando  verbas públicas, empresariais e não rejeitando tetas ou tretas. Na mudança genética os cientistas alteraram estas características, mas foi mantida a genética da tartaruga: É que se movendo lentamente farão menos estragos ao País. 

 A novidade não foi bem recebida no Brasil.  Deputados não-transgênicos disseram ao site www.primeirodeabril.com.br que já se mobilizam em favor da velha categoria orgânica. Eles vão propor uma alta taxação para inviabilizar a importação do novo modelo. A justificativa é a reserva de mercado para o velho produto nacional. 

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Eleito deputado federal na cauda do fenômeno RATINHO JUNIOR, o empresário NELSON PADOVANI foi a Prefeitura de Londrina agradecer o prefeito BARBOSA NETO e seu secretariado pelo apoio na campanha.

Padovani tentara conseguir um mandato em outras ocasiões.

Barbosa Neto também pediu votos para NEIVO BERALDIN (que disputou uma cadeira na Assembléia Legislativa – e não ganhou).

Lideranças e políticos locais criticaram o prefeito pela falta de bairrismo, por não apoiar candidatos daqui.

Não foi o único espinho político espetado em seu individualismo. Surpreso com a baixa votação em londrina, OSMAR DIAS acha que Barbosa poderia ter se empenhado um pouquinho mais. Ele demorou a entrar na campanha. Quando se resolveu, despejou cobras e lagartos no então candidato BETO RICHA. O novo governador sentiu-se ofendido e acaba de mostrar que não esqueceu. Depois, habilmente disse que Londrina não vai perder com isto.

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Onde está o erro?
No governo do PT os bancos ganham verdadeiras fábulas, nossos capitalistas nunca estiveram tão fornidos, mas há uma dificuldade política visível para os petistas continuarem no poder. Logo eles, que quiseram adocicar a boca dos pobres e dos bilionários, ao mesmo tempo. Política, então, significa incompatibilidade perpétua e o desaparecimento de qualquer traço de unanimidade? É preciso ter um lado, compreender que duas partes jamais se unirão e que deste entrechoque sairá o que interessa?  O PT, por mais que faça, será sempre detestado por uma parte. Lula procurou ser amado, é natural num populista de alma generosa, porém a realidade é cortante.

Veja-se o caso do Paraná, de tendência conservadora no voto, sempre anti-governo, visceralmente anti-esquerda. O PT escolheu um político de centro, conservador, Osmar Dias, para representá-lo. Este político fez quase 60% dos votos em Londrina quando disputou o governo com Roberto Requião. Agora arrastou-se para atingir a metade. A transmutação de Osmar não foi aceita

Atrás do biombo talvez esteja a noção de que a luta política forma-se de conquistas econômicas, sim, e de qualidades morais, também,  emergentes que somos à cata de uma identidade. Se combatesse as oligarquias e os privilégios com a mesma precisão com que levou adiante alguns procedimentos econômicos o PT estaria em condições mais tranquilas? A classe média do Sul, Sudeste, Centro-Oeste lhe daria mais crédito? Na área política o PT hoje é sinônimo de atraso porque defende Collor, Sarney, Jader Barbalho. Não concebe as grandes reformas com o Judiciário, só reafirma  velhos privilégios. Ignora o que poderia fazer junto com a Câmara dos Deputados quando se tem maioria parlamentar. Só pensa na volta da CPMF. Não dá trelas à sociedade civil. O PT renunciou ao PT antes de se reinventar, separar o que ficou de bom e ruim das décadas de 60, 70 e 80, anos desta geração que aí está. O projeto de Nação do PT é o bolsa-família? Os jovens chegam num tropel.  Eles vêem Dilma. No contraponto, Serra. Vota-se também naquilo que não se admira para afastar-se daquilo que não se ama mais. Pode ser perigoso para os políticos.

(Que falta faz a Lula uma atitude como a de Gabeira quando enfrentou Severino de dedo em riste e que vamos rever aí embaixo, orgulhosamente. Severino, o símbolo do atraso no brasil, e que Lula faz questão até hoje de pegar no colo…).

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 1 – O programa de SERRA na TV é melhor que o de DILMA

2 – Dilma caiu na esparrela de discutir VALORES, ao contrário do primeiro turno. Valores são o mote B da campanha de Serra

3 – O mote A é a desconstrução de Dilma. Esta é uma arte que ninguém executa melhor que os tucanos serristas.

4 – Lula não combateu as oligarquias do Nordeste. Aliou-se a elas, assim como FHC. Serra faria o mesmo na hora do aperto? As oligarquias e o PMDB são as meretrizes da política

5 – Dilma disse o que Lula já fez e demorou-se a contar o que fará. Perdeu pontos preciosos para Serra. Ela enfrenta uma campanha pela primeira vez, e uma campanha às vezes tem pouco a ver com o ato de iluminar e esclarecer. São infinitas cortinas, sonhos, esperanças e muitos camarins. Veja-se a hipocrisia do aborto, tratado com osbcurantismo e requintes medievais, ainda que um gravíssimo caso de saúde pública.

Sinceridade e campanha passam longe uma da outra….

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Lauro Jardim

JOSÉ SERRA e DILMA ROUSSEFF estão separados por magra diferença, a julgar pelas pesquisas — um instrumento sempre contestado, mas ainda o mais poderoso parâmetro de aferição de tendências no meio de uma campanha.

Por isso, a quinze dias da eleição, as duas campanhas são obrigadas a pisar em ovos. Qualquer carta mal colocada na mesa pode ser fatal.

Numa hora dessas não adianta apenas ser conservador, imaginando, assim, minorar a possibilidade de erro. Na campanha, como em qualquer batalha, é preciso saber também a hora de ousar. Um equilíbrio nada fácil de ser alcançar.

É o momento de apostar em estratégias novas e consolidar outras já em curso, tudo ao mesmo tempo agora.