Arquivos de novembro de 2010

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1 – Flávio Arns - Educação

2 – Durval amaral – Casa Civil

3 - Ivan Bonilha – Procuradoria Geral do Estado

4 - José Pepe Richa - Infraestrutura e Logística

5 – Luiz Carlos Hauly – Fazenda

6 - Luis Eduardo Sebastiani – Administração

7 – Michele Caputo Neto – Saúde

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Farão muita falta mesmo. O primeiro era o rei do filme-paródia, que goza outros filmes. Aparvalhado, nunca tinha consciência dos estragos que provocava ao seu redor.

O outro fez “Quinteto Irreverente” e O Exército de Brancaleone. É preciso dizer mais?

Viveram até o máximo que deu – ou suportaram. O mundo sem os gozadores fica bem pior.

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 Do Blog de Fabio Campana (21:09 hs)

A assessoria de Luiz Carlos Hauly acaba de confirmar a notícia divulgada hoje pelo blog (14h55) de que o deputado será o secretário da Fazenda de Beto Richa. Uma nomeação que provocou manifestações que vão da perplexidade ao repúdio em áreas do próprio PSDB nativo e de seus aliados.

Entre outros inconvenientes, os críticos desta nomeação lembram que Hauly é o nome com maior dificuldade de trânsito na República, o que siginificará dificuldades para obter recursos federais para obras no Paraná. A escolha apaziguaria os ânimos conflitivos dentro do ninho tucano. O senador Alvaro Dias tem ligações fortes com Hauly, que foi o seu secretário da Fazenda em 1987.

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 Nada parece atrapalhar os negócios do grupo Massa – nem mesmo o Ministério Público que está colhendo elementos para definir se o aluguel de R$ 100 mil que a Prefeitura de Londrina paga a Dedic, empresa de Call-Center do apresentador, é de fato legal. É sim, diz o prefeito Barbosa Neto, que diz estar amparado numa velha lei municipal para conceder o benefício. Alguns empresários da cidade consideram que se trata de um subsídio questionável já que a Dedic tem tranquilamente condições de pagar pelo aluguel. O ajutório foi criado com a justificativa de atrair a instalação de empresas.

Enquanto isso, Ratinho, que está de volta ao horário nobre do SBT com seu programa de denúncias e patetadas, acaba de se juntar a outros empresários para construir um shopping de grande porte em Curitiba, as margens da Linha Verde, em trecho urbanizado da antiga BR-116.   O empreendimento terá cerca de 80 mil metros quadrados de área construída, quase 400 lojas e cerca de 2 mil vagas de estacionamento, com previsão de geração de 3,5 mil empregos diretos.

O projeto conta ainda com a previsão de 6 restaurantes, 10 cinemas, além de um parque infantil. A decisão de construir o novo shopping veio com o resultado de uma pesquisa de mercado encomendada pelos investidores. “A pesquisa nos mostrou que este shopping terá capacidade para faturar R$ 500 milhões por ano e uma projeção de fluxo de 1 milhão de pessoas/mês. Seremos maior que os shoppings Mueller e  Curitiba, em faturamento, e maior que o ParkShoppingBarigui”, diz um dos sócios, o empresário Michel Gelhorn. 

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Dilma, Pessuti e Osmar na época da campanha

Do site G1

Nem todos já miram as próximas eleições. O senador Osmar Dias (PDT), que perdeu a eleição para o governo do Paraná para o tucano Beto Richa, agora espera “reconhecimento” por parte da presidente eleita Dilma Rousseff na montagem do governo.

“Antes da campanha, eu tinha um projeto de ser candidato ao Senado e tinha uma eleição certa. Mas esse projeto foi alterado em função da pressão do meu partido e do governo para que fosse candidato a governador e, dessa forma, oferecesse um palanque forte para a Dilma”, expõe.

O senador faz a ressalva de que não está cobrando cargo nenhum.

“Se eu disser que não espero que haja um reconhecimento desse esforço que foi feito, não estaria sendo sincero. Mas não vou cobrar porque acho que é do arbítrio da presidente eleita fazer as escolhas. Não vou entrar nesse jogo de cobrança porque nunca fez parte do meu jeito de fazer política e não vai ser agora que vou fazer isso.”

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A imagem que os curitibanos adoram: ninguém pisa na grama

O casamento da jornalista Julie Bicas

 

O vice-prefeito José Ribeiro e família, no gabinete

 

Gilberto Carvalho, do staff da Presidência da República

 

Em recente encontro, pe. Silvio Andrei, Gabriel Chalita e o prefeito Barbosa Neto
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 E nossos deputados estaduais? Não estão nem aí e continuam gastando dinheiro público a rodo.

A edição deste domingo da Gazeta do Povo revela que em setembro eles torraram quase tudo dos R$ 15 mil  destinados a cada um para “despesas com o mandato”  – apesar de terem entrado em recesso branco e abandonado as sessões durante metade do mês para fazer campanha eleitoral. Mesmo “trabalhando” apenas 50% do mês, os deputados gastaram 80% da verba de ressarcimento. Esses 15 dias de recesso custaram aos cofres do estado R$ 12,7 milhões para manter a Casa funcionando.

 Para o cientista político da Universidade Federal do Paraná,  Ricardo Oliveira, a questão financeira é o maior problema do sistema político brasileiro. “A quantia de dinheiro controlada pelos parlamentares é enorme. Não é à toa que as taxas de reeleição no Parlamento são elevadíssimas, uma vez que eles podem oferecer muitas vantagens econômicas”, avalia. “Os gastos durante as eleições são um exemplo. É claro que os parlamentares usam e abusam de tudo o que é possível. Se não há impedimento ou ilicitude, eles não têm qualquer prurido moral em fazê-lo.”

“ Deveria haver uma movimentação financeira menor nesse meio, afinal eles estão lá para fazer política e não para movimentar grandes quantias em dinheiro”, defende.

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Tudo está calmo no Complexo do Alemão, no Rio.

Especialistas acham que o grosso dos bandidos se mandou. Fugiram pelos tubos de esgoto ou se mandaram disfarçados de simples moradores, carregando tralha nas costas, como mostra a foto.  Muita gente esperava um banho de sangue, é uma região populosa, hospitais de campanha  foram montados emergencialmente, a Cruz vermelha despachou dezenas de socorristas.  Pode ser que os traficantes tenham deixado alguns pivetes amalucados para resistência as tropas de segurança, mas a sensação é a de que os bandidos mais violentos já estão longe, em outras áreas do Rio, em outro morro.

A Polícia está tendo de explicar a todo momento por que foi que deixou mais de 200 traficantes armados escaparem por uma estrada de terra na quinta-feira. Foram desentocados como ratos e ganharam a liberdade. A Polícia diz que teria que mobilizar muitas tropas para impedi-los, além  de atravessar o Morro do Alemão inteiro (que ainda não estava dominado). Haveria um confronto “de proporções inimagináveis”.

Essa questão sempre vai suscitar debates. Tem gente, por exemplo, como o Sakamoto (ver no post anterior) que acha que a polícia não deveria realmente ter feito nada com os criminosos que escaparam. Huummm…

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 Do Blog do Sakamoto

Um colega de um grande veículo de comunicação me perguntou, na manhã de hoje, qual minha posição sobre uma discussão que ganhou algumas redações: por que a polícia não metralhou os 200 traficantes da Vila Cruzeiro quando estes corriam em fuga após a entrada dos blindados da Marinha na comunidade? Segundo ele, parte das opiniões culpou a “turma dos direitos humanos”, que iria chiar internacionalmente quando a contagem de corpos terminasse, manchando a imagem do Rio de Janeiro (como se o Estado precisasse de ajuda para isso). Outra acredita que as câmeras presentes nos helicópteros da Globo e da Record que sobrevoavam a área – e foram alvo de reclamações do Bope pelo twitter (ah, esse admirável mundo novo…) – impediram um massacre. Uma terceira falou das duas ao mesmo tempo.

De qualquer maneira, o problema em questão não é de que o “Estado não pode usar método de bandido sob o risco de se tornar aquilo que combate”, mas sim de que “droga, tem alguém olhando!”. Muita gente torceu para que os criminosos em fuga fossem executados sumariamente. Ao mesmo tempo, parte da imprensa (e não estou falando dos programas sensacionalistas espreme-que-sai-sangue) parece vibrar a cada pessoa abatida na periferia, independentemente quem quer que seja. Jornalistas, cuja opinião respeito, optaram pela saída fácil do “isso é guerra e, na guerra, abre-se exceções aos direitos civis”, tudo em defesa de uma breve e discutível sensação de segurança. Afe.

CONTINUA

Foto do olho do Cristo/WiltonJúnior

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 Paulo Bernardo continuará a exercer  um cargo importante na próxima administração federal. Ele é totalmente alinhado com a cúpula do novo governo. Quem o trouxe para o Ministério do Planejamento do governo Lula  foi o então ministro Antonio Pallocci, homem forte de Dilma Rousseff.  

No entanto, seu nome parece ficar sujeito as oscilações de praxe nesta fase em que os interesses partidários do PMDB e demais partidos amigos se sobrepoem a caça das melhores posições.

Ele já foi cotado para a Casa Civil Previdência, viu seu nome ser especulado para a Saúde e  foi dado como certo no Ministério das Comunicações

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 Nelson Motta, no Estadão

Naquele tempo se podia subir qualquer morro do Rio, não havia nenhum perigo, só miséria. Muitos garotos das favelas próximas de Copacabana jogavam bola juntamente com os garotos do bairro nas praças, na praia e nas ruas. O Rio de Janeiro deixava de ser a capital, que se mudava para Brasília em janeiro de 1960.

De lá para cá foi ladeira abaixo, e morro acima. Em 1976, a Cidade Maravilhosa foi fundida à força com o atrasado Estado do Rio pelo governo militar. Foi a sua segunda morte.

A terceira seria lenta e sofrida, vítima de duas desastrosas administrações de Brizola, quando a polícia foi proibida de entrar em favelas em nome dos direitos humanos. E pior: com um governo Moreira Franco no meio. Na sequência, quatro anos de governo Garotinho, seguido de mais quatro de Rosinha. Nenhuma metrópole do mundo sobreviveria a essas administrações.

( … ) A maior graça, e a desgraça, do Rio de Janeiro é a sua geografia deslumbrante, com as praias cercadas de morros e montanhas onde se abrigam as quadrilhas de traficantes e as milícias. Nossas belezas se tornaram fortalezas do crime e da morte.

A guerra está só começando, o vento virou. A população aplaude a polícia. A bandidagem está perdendo. O Capitão Nascimento tinha razão.

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Josianne Ritz (Blog Política em Debate)

 OUTRO QUE ESTÁ sem destino certo é o senador Osmar Dias (PDT). Como não foi incluído na cota do PDT, já que o presidente do partido defende apenas a sua manutenção no Ministério do Trabalho, Osmar pode ser chamado na cota da própria Dilma ou na cota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas que circula nos corredores do Palácio do Planalto garante que o nome do senador não tem sido muito citado.

O GOVERNADOR Orlando Pessuti também não tem destino certo no governo da presidente Dilma Roussef. Ele tem ido semanalmente a Brasília para pressionar ora petistas, ora peemedebistas, em busca de um cargo para ele e outros assessores. Por enquanto, as investidas foram em vão. Pelo contrário, a insistência do governador tem sido mal interpretada por muitos.

DESALOJADO do Ministério do Planejamento do governo Dilma Rousseff com a ascensão de Miriam Belchior, Paulo Bernardo não vai ficar no sereno. Já foi convidado para continuar no primeiro escalão da República. Só vai mudar de endereço. Ao invés da Casa Civil, que ficou com Antonio Palocci, pode assumir o Ministério da Saúde. É cotado ainda para os ministérios da Comunicação, e de Cidades.

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O Rio é puro Tropa de Elite, as cenas que passam na televisão são de faroeste urbano, um caldeirão de perigo, emoção e adrenalina.

No fim da tarde o comando da PM carioca, que tomou um morro estratégico para os traficantes, reclamou da Globo News e da Record cujos helicópteros filmaram a ação dos policiais do BOPE.

- “Estão mostrando o que fazemos, onde estamos, isso vai nos prejudicar….

O que acabou prejudicando mesmo foi a polícia deixar escapar mais de 200 traficantes armados até os dentes, através de uma estrada de terra.  A  Globo News (que ontem fez juz a sua nova e superlativa vinheta) mostrou por mais de duas horas os bandidos pinoteando sem que aparecesse alguém para evitar que se enfronhassem nos morros vizinhos. A polícia não fechou a outra ponta, apenas os expulsou do território. Mais tarde, a PM justificou dizendo que seria “uma operação muito complexa, dificílima de ser executada ao mesmo tempo”.

O aspecto positivo é que a população carioca, farta de tanta violência, está perdendo o medo e quer os bandidos fora de ação.

A cidade discute como foi possível chegar a este ponto, degradante,  e o que é preciso fazer para afastar o terror.

Veja algumas imagens que os corajosos fotógrafos do jornal O Estado de S. Paulo registraram dessa guerra:

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O prefeito Barbosa Neto e o seu secretário de Governo Marcos Cito são amigos de longa data, desde a época do PDT véio de guerra.

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O cineasta  José Padilha está para bater o record nacional de espectadores com seu  Tropa de Elite 2, um filmão sobre a transformação do Rio em praça de guerra, o combate aos traficantes nos morros do Rio e a corrupção policial. A marca de maior bilheteria pertence a Dona Flor e seus Dois maridos, que nos anos 70 levou ao cinema um público de 10 milhões e 200 mil pessoas. Padilha calcula que o  Tropa já ultrapassou há algum tempo o filme de Bruno Barreto e está convencido que abriu um novo caminho para o cinema nacional fazendo a abordagem política da realidade.

O gosto pela narrativa dramática mostra que Padilha está se assemelha em muita coisa a Oliver Stone e tem o mesmo gosto polêmico para iluminar os bastidores do poder que Michael Moore. Além de fazer filmes movimentados e emocionantes ele é super-ligado a situação nacional. Veja o que ele diz:

“Para o brasileiro, é mais importante mudar a regra [do processo eleitoral] do que ficar discutindo o resultado [das eleições].

“Os políticos disputam cargos no governo para fazer caixa do partido e de campanha para disputar as próximas eleições. Esse tipo de processo favorece a corrupção. Não se pensa no bem comum”.

“Achei que foi muito mercadológica (a recente campanha do segunto turno). Sem coração e, talvez, até sem coragem. Para o Serra, principalmente, achei que faltou coragem. A [comentarista ] Miriam Leitão disse – e eu concordo: durante a campanha, nunca se falou em retomar o imposto da CPMF, mas depois o assunto veio à tona rapidamente.”

Padilha não pensou em fazer o  Tropa 3, no momento está focado num título fabuloso para seu próximo filme:  “Nunca Antes na História desse País“.  Ele já escreveu duas versões do roteiro. Segundo o cineasta, não há, por mais que isso possa parecer estranho, ligação com a realidade. “A ideia básica é de ficção”, alerta. “Um partido de esquerda idealista e com o monopólio da ética tem uma chance de eleger um presidente. Como vai abrir mão de seus ideais para conseguir eleger o presidente e assumir o poder? Esse seria o primeiro ato, apenas, mas a história continua.”