A missa de sétimo dia de OZANA OLIVEIRA ARRUDA, a dona Ozana, será amanhã, domingo, às 10h30, na Catedral. Mulher de grande sabedoria de vida, humildade e compaixão, dona Ozana deixou o blog de luto esta semana. Ela criou quatro filhos, todos jornalistas, trabalhava como cabeleireira há mais de 60 anos , tinha muita – muita – fé, amava as crianças, a natureza e aos domingos se realizava mais ainda como integrante do Coral Santa Cecília.
Arquivos de abril de 2011
Flávio Augusto/
Máxima Comunicação, para o Planeta Blog Sercomtel
Alguns corajosos ainda saíam pelas ruas da cidade com a camisa que já foi campeã paranaense em 1962, 1981 e 1992. Entretanto, quase vinte anos depois da última conquista, o orgulho do torcedor ficou abalado: dívidas e campanhas decepcionantes fizeram com que o Londrina Esporte Clube (LEC) caísse pelas tabelas, literalmente, amargando seguidos rebaixamentos.
Mas, agora, restando praticamente um mês para a estreia na Segundona do Campeonato Paranaense, o torcedor pode, enfim, ficar otimista. É o que garante o presidente do LEC, Cláudio Canuto (v. imagem).
“É lógico que futebol é imprevisível, mas não passa outra coisa pela nossa cabeça que não a classificação para a primeira divisão”, afirma. “Nós temos um projeto que é de longo prazo, não é só para esse ano, mas para 2012, também. E esse trabalho está focado na primeira divisão. Nós temos um elenco forte, uma boa estrutura e fizemos bons investimentos”.
Após uma reestruturação total, que teve a intervenção da Justiça do Trabalho e uma parceria até agora bem sucedida com o grupo SM Sports, do empresário Sérgio Malucelli, Canuto ressalta que o clube já saldou 85% dos mais de R$ 6,3 milhões em dívidas trabalhistas, acumulados durante as gestões anteriores, e que foram herdados pela atual diretoria.
REFORÇOS – A base do Londrina será composta pelos jogadores que disputaram a séria A do Paranaense 2011 pelo Iraty, clube também administrado pela SM Sports. “E temos entre cinco e seis nomes da primeira divisão já acertados verbalmente ”, revela Canuto.
O Londrina estreia na divisão de acesso do estadual no dia 22 de maio, contra o São José. A partida será no Estádio do Café, onde o clube vai mandar seus jogos na Segundona. Em relação ao estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD, Canuto conta que estão sendo feitas melhorias na estrutura e toda a preparação da equipe será feita ali. “Estamos construindo academia, restaurante, para melhor acomodar os jogadores, passar uma tranquilidade maior para eles”, destaca.
Foto Milton Dória
O colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, acha que o novo governador Beto Richa fantasia muito.
Veja só:
( … ) O mais lustroso exemplo surgiu em março, quando Beto Richa, num aparente ato de coragem, declarou extintas as aposentadorias dos ex-governadores. Justo no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) se encontra prestes a tomar decisão sobre o caso – provavelmente, como tem ocorrido em causas julgadas relativas a outros estados, de forma muito mais ampla do que previu a medida tomada por Beto. Beto Richa preservou as aposentadorias dos governadores anteriores a 1988 – e, consequentemente as pensões de suas viúvas –, ao passo que decisões judiciais já não fazem distinção entre benefícios concedidos antes ou depois da nova Constituição. São, num caso ou outro, tão ilegais quanto, sobretudo, imorais.
Bem que o apresentador Carlos Camargo tentou arrancar do ex-prefeito e deputado Antonio Belinati uma crítica direta a gestão do atual prefeito Barbosa Neto.
Mais escorregadio que um bagre, Belinati desviou da provocação:
- Não acho elegante falar de outros políticos, eu gosto de olhar para a frente.
Belinati foi ontem ao programa policial apresentado por Camargo na TV Cidade para falar sobre o arquivamento da denúncia que precipitou a sua inegibilidade pelo TSE nas últimas eleições municipais e o impediu de tomar posse no cargo de prefeito conquistado legitimamente nas urnas. No decorrer da entrevista, criou-se um suspense de que ele poderia assumir a prefeitura a qualquer momento – mas ainda há um caminho a percorrer nos tribunais para se depurar esta lambança jurídica.
Na entrevista na televisão, Belinati, experiente, preocupou-se mais em vender o próprio peixe. O detalhe é que Camargo e Barbosa são desafetos há tempos e costumam trocar insultos. A única coisa parecida com um reparo (ameno e tangencial) que Belinati jogou como bóia em socorro às aflições demonstradas pelo apresentador foi quando disse, referindo-se a Barbosa, que preferia “o diálogo”, e que um prefeito “não pode impor suas idéias”.
Ponto para Camargo.
Belinati citou expressamente a Lei Cidade Limpa, que está acabando com a poluição visual. Deu a entender que a lei é polêmica e que o certo é “conversar direito” com todos os segmentos que serão afetados por ela.
No mais, o ex-prefeito até elogiou algumas obras de Barbosa e pareceu concordar com algumas atitudes tomadas por ele. Em relação a Guarda Municipal, admitiu que ”caiu no gosto da população e todo mundo aprova”. Sobre a padronização dos táxis, gostou da idéia mas acha as cores (vermelho e cinza”) escuras demais, fosse ele teria feito algo mais alegre. Não defendeu que os ambulantes do terminal voltassem a ocupar aquele espaço – mas que tivessem direito a um local préviamente designado “e que tudo transcorresse num clima de diálogo”.
As sequelas que o ataque cardíaco e o acidente vascular cerebral (AVC) causam ao corpo podem ser reduzidas com uma simples injeção. A nova droga, desenvolvida por uma equipe da Universidade de Leicester, na Inglaterra, promete diminuir em até 60% as inflamações do tecido cardíaco e os danos sobre as células do cérebro que se seguem a um infarto. A pesquisa foi publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Com a redução dessas inflamações, o número e a severidade das sequelas do infarto também tendem a cair. E isso se deve a um motivo simples: os piores danos ao organismo acontecem após o ataque cardíaco, quando a circulação sanguínea é restaurada e começa o processo inflamatório. É nesse momento que o sistema imunológico reconhece como inimigas, e acaba atacando, as células do organismo que ficaram sem oxigenação durante o infarto.
Essa falha do sistema de defesa do corpo costuma acontecer entre nove e 12 horas após o ataque cardíaco ou o AVC, e pode causar inflamações e mais de 80% dos danos permanentes. É ela ainda que pode acabar levando o paciente a morrer ou mesmo reduzir drasticamente a qualidade de vida entre aqueles que sobrevivem.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Leicester, a nova injeção consegue impedir que o sistema imunológico ataque as células que ficaram sem receber oxigênio durante o infarto. Assim, elas teriam tempo suficiente para regularizar seu processo de oxigenação natural, reduzindo os danos permanente do ataque cardíaco e do derrame. “Essa pode ser a maior descoberta no tratamento de ataques cardíacos e de derrame já feita até hoje”, diz Wilhelm Schwaeble, um dos responsáveis pela pesquisa.
Com um jeitinho meigo e educado a senadora Gleisi Hoffmann conseguiu ontem tirar do sério o senador Álvaro Dias, líder dos tucanos na casa. Ele se irritou com a observação da senadora de que não fazia outra coisa senão invocar notícias de jornais e reportagens para “calçar” suas denúncias contra o governo.
Álvaro usou de ironia. Gleisi ficou serena e impertubável. O senador dava mostras de que se sentia desconfortável sendo questionado por uma novata, uma estreante insolente, uma principiante no cargo – e reagiu se colocando num pedestal. Um líder pode ter excessos, menos mau-humor. Álvaro é um líder diligente e todos os dias marca presença em plenário com denúncias pontuais.
Mas sua resposta o desequilibrou, tanto que a denúncia que fazia se perdeu.
O confronto com Gleisi ganhou vulto e ela conseguiu o que lhe competia naquele momento: minimizar a denúncia e colocar seu autor na defensiva.
Veja o diálogo como foi:
Gleisi – Estou chegando à conclusão aqui, Senador Alvaro Dias, que uma das suas maiores atividades como Senador é ler os jornais e as revistas deste País, porque toda semana V.Exª vem a este plenário, sobe à tribuna…
Alvaro – Também isso.
Gleisi -…ou está nesta Bancada e sempre fala sobre uma reportagem. As suas denúncias bombásticas são baseadas nas reportagens a que o senhor se refere.
Alvaro – Não estou fazendo denúncia alguma, Senadora.
Gleisi – Sim.
Alvaro – V.Exª deve respeitar o seu interlocutor.
Gleisi – Eu estou respeitando.
Alvaro – V.Exª não venha com a pretensão de diminuir quem faz oposição nesta Casa com decência e com dignidade. Se V.Exª quer apartear, o faça, mas com o necessário respeito.
Gleisi - Eu estou fazendo com respeito. Se não respeitasse, não faria o aparte.
Alvaro – A voz de V.Exª é delicada, mas o teor que expõe através… Se V. Exª quiser apartear com respeito, V. Exª terá o aparte.
Gleisi - Estou aparteando e com muito respeito. Quero dizer a V. Exª que tudo o que o Senhor fez aqui, desde que iniciou a sua fala, foi um juízo de valores. V. Exª começou julgando o Presidente Lula, fazendo ilações sobre uma matéria que disse, que alguém disse, que outro disse. Não há qualquer prova no material que V. Exª leu. Por diversas vezes, V. Exª se dirige a este Plenário, a esta tribuna, para fazer denúncias sem provas concretas. V. Exª está lidando com a vida e com a honra das pessoas. Peço a V. Exª que tenha mais responsabilidade quanto a isso e o faça com muito respeito. V. Exª pare realmente de ter juízo de valores.
Alvaro – Quero agradecer aos ensinamentos sábios da Senadora Gleisi. Ela vem ao Senado para aconselhar os seus Colegas Senadores. Quero dizer que dispenso os seus conselhos. Obviamente, todos que estão prestando atenção na minha fala estão verificando que estou tendo o cuidado de repetir até que não estou fazendo juízo de valor. Agora, para ela, faço juízo de valor. É um problema dela. Não faço juízo de valor; apenas relato um fato que é público, notório, da responsabilidade das autoridades públicas deste País, que não pode ser ignorado não só pela Oposição, mas pela instituição Senado Federal. Aqui, Ministros são sabatinados. Temos a responsabilidade, sim, de esclarecer denúncias.
Ivan Santos do Blog Política em Debate
Dois deputados do PMDB – Reinhold Stephanes Júnior e Luiz Eduardo Cheida – se declararam agora há pouco contrários à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim do pagamento de aposentadorias vitalícias dos ex-governadores. Stephanes afirmou que o benefício é pago na maioria dos países da Europa, como forma de proteger governantes de pressões depois que deixa o cargo. Cheida manifestou posição semelhante, classificando a iniciativa de “demagogia”. “Essa discussão é um daqueles projetos que a torcida aplaude, a imprensa fala bem, mas não resolve absolutamente nada”, disse Cheida.
Do blog Bem Paraná
O líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB) informou que foram antecipados, no final de 2010, R$ 85 milhões de recursos que o governo do Estado tinha direito. O valor, que trata da distribuição de lucros, só deveria ser recebido pelo governo neste ano. “O governo passado passou a mão nesses valores para pagar algumas contas que interessavam”, criticou Traiano.
Da Veja.com
Silvio Santos sempre evitou programas religiosos na grade de sua emissora. Nas últimas semanas, o pastor carioca Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, começou a furar o bloqueio pelas afiliadas da rede. O líder pentecostal já adquiriu horário em Santa Catarina e, agora, negocia o ingresso no mercado paranaense. Nesse caso, seu interlocutor é o apresentador Ratinho, dono de quatro emissoras no estado.
Carlos Alberto Sardenberg, de O Estado de S.Paulo
Considerem os problemas com os quais o governo Dilma lida neste momento: inflação e juros altos; aeroportos e infraestrutura da Copa, tudo atrasado; entrada excessiva de dólares e real muito valorizado; comércio desequilibrado com a China.
São heranças do governo Lula. Claro que toda administração deixa coisas inacabadas para seu sucessor, mas trata-se aqui de algo mais. Em seu mandato, Lula não avançou um passo sequer no aperfeiçoamento do modelo econômico. E não foi capaz de ou não teve interesse em alterar as regras institucionais e o modelo de gestão que emperram as obras públicas no País.
Curioso: Lula não aceitou as propostas econômicas mais à esquerda, mas também não embarcou totalmente na ortodoxia. Foi tocando uma coisa mista, deixando correr.
Poderia ter avançado – este é o ponto. Nos momentos de crescimento e com sua popularidade, o ex-presidente poderia ter ido à luta. Daria problema, é claro. Precisaria enfrentar interesses, mas deixaria um legado precioso. Preferiu, porém, apenas surfar na onda fácil.
Tome-se o modelo econômico. Lula tocou com o que recebeu de FHC, regime de metas, superávit primário, câmbio flutuante. O sistema funcionou para domar a inflação e trazer os juros reais para algo entre 5% e 6% ao ano. Considerando que vieram de níveis absurdos (20%), o resultado é mais do que positivo.
Mas já passou da hora de avançar e houve condições para isso. Poderia ter sido iniciado um processo de redução de meta de inflação, que Lula recebeu com 4,5% ao ano e entregou assim mesmo.
Nos países emergentes, essa meta está em torno de 3% e o Brasil precisa caminhar para lá. Só assim se poderia fazer uma reforma para eliminar o que resta de indexação na economia brasileira, aquele processo de correção automática de preços que joga para o futuro a inflação do passado ( … )
Cientista político diz que apoio ao Bolsa-Família não está relacionado às contrapartidas exigidas pelo governo
Lucas de Abreu Maia e Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo
As afirmações, feitas em artigos publicados recentemente ou ainda inéditos, são do cientista político Cesar Zucco, brasileiro que leciona na Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Não são meras opiniões ou palpites, mas constatações embasadas em pesquisas de opinião ou estudos estatísticos sobre a correlação entre programas sociais e tendência de voto.
Zucco é um dos coordenadores de uma equipe que, com apoio do Banco Mundial, promoveu três rodadas de pesquisa de opinião sobre programas sociais em 2010 - a última delas ouviu 1.221 pessoas em 16 Estados. Ele também cruzou dados das eleições com os da cobertura do Bolsa Família em cada município.
Constatou que, em 2006 e em 2010, quanto maior o porcentual da população atendida pelo programa em municípios de perfil semelhante, maior a probabilidade de voto no candidato do PT.
Mas adverte: não há evidências de que os mais pobres tenham aderido ao partido. “O povão é governista.”
José Dorival Perez*, na Folha de Londrina
( … ) Tem-se a impressão que a educação e a tecnologia são incompatíveis.
Já passou da hora de modificarmos esta situação e dotarmos a sala de aula com equipamentos modernos. E não precisamos falar ainda de ”lousas digitais” ou ”um notebook em cada carteira”. Bastaria, por enquanto, no lugar do quadro-negro, a parede pintada de branco, servindo de tela, um computador, um projetor (datashow) preso ao teto e altos falantes. Para eventuais anotações, pequenos quadros laterais. Esta simples tecnologia permitiria que os professores, além de escreverem diretamente pelo computador, ilustrassem suas aulas com textos em ”power point”, vídeos e outros recursos. Tal tecnologia em sala de aula permitiria ao professor ou professora planejar suas aulas com antecedência, passar para um ”pen drive” e levar para a sala de aula ( … )
Não estamos falando em substituir o professor, pois este é personagem imprescindível no processo educacional, mas sim, dotá-lo de instrumentos que permitam uma aula mais moderna, dinâmica e motivadora ( … )
*Pedagogo e Consultor em Educação em Londrina
Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo
Um grupo de médicos e empresários de Londrina se reuniu para viabilizar um megaempreendimento na área de saúde: um hospital próximo ao Shopping Catuaí. O projeto, já pronto, prevê investimentos de R$ 48 milhões, que já estariam assegurados. O grupo, agora, negocia um executivo da área de saúde para operar o hospital, que deve ser referência.
Considerado um baluarte na luta contra a ditadura, o movimento estudantil de Londrina contribuiu bastante com a fama de “capital da resistência” que a cidade ostentou nacionalmente nas década de 70 e 80. Entre uma e outra passeata contra a censura e a favor das liberdades democráticas e o ensino gratuito, os universitários aproveitavam para denunciar que eram perseguidos e espionados pelos órgãos internos de segurança da Universidade Estadual de Londrina. Os reitores da época (com ar angelical) negavam reiteradamente - mas agora surge a confirmação através dos próprios documentos oficiais do regime militar.
Papéis liberados pelo Arquivo Nacional mostram que instituições públicas (principalmente a UEL) funcionavam como uma extensão do SNI.
Acompanhe:
André Gonçalves, da Gazeta do Povo
Documentos do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) comprovam a existência de oito órgãos de espionagem interna em instituições públicas civis do Paraná durante a ditadura militar (1964-1985). As Assessorias de Segurança e Informações (ASIs) funcionavam como braços avançados do SNI. Elas reportaram centenas de casos de “subversão” e ajudaram a alimentar a perseguição política no estado.
Há registros de quatro ASIs em instituições do governo do estado: nas universidades de Londrina (UEL) e Maringá (UEM), na Copel e na Telepar. No âmbito federal, havia estruturas na Superintendência da Rede Ferroviária Federal S/A em Curitiba, na Delegacia Regional do Ministério da Educação, na hidrelétrica de Itaipu e na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“Era um serviço institucionalizado e que funcionava com desembaraço dentro das repartições. Era feito normalmente por militares pagos pelo SNI, que davam expediente e usufruíam da estrutura do órgão civil”, descreve a supervisora do Núcleo de Acervos do Regime Militar do Arquivo Nacional de Brasília, Vivien Ishaq.
( … ) Na última quinta-feira, a Gazeta do Povo conseguiu cópias de 14 documentos que ilustram a atuação das ASIs paranaenses. Os nomes dos envolvidos nas investigações, contudo, foram ocultados pelas autoridades (… ).
“ACUSAÇÕES ABSURDAS ” – Um dos maiores pesquisadores sobre a ditadura militar no estado, o jornalista Milton Ivan Heller afirma que apesar de o estado ser considerado periférico politicamente na época, recebeu uma repressão especialmente dura. Segundo ele, as ASIs funcionavam como mais um foco de “acusações absurdas”. “Por mais que uma denúncia não fosse adiante porque era notoriamente inconsistente, só o fato de ter o nome em um informe que chegou ao SNI já prejudicava toda a vida do sujeito.”
( … ) As Assessorias de Segurança e Informações (ASIs) da UFPR, UEM e, principalmente, na UEL estiveram entre as mais ativas do país. De acordo com artigo do pesquisador Rodrigo Patto Sá Motta, publicado na Revista do Arquivo Nacional de dezembro de 2008, o serviço de espionagem em Londrina se estendeu até 1982. A maioria das universidades fechou suas ASIs entre 1979 e 1980, impulsionadas pela Lei da Anistia em vigor a partir de agosto de 1979.
Os documentos consultados pela Gazeta do Povo contêm diversos informes sobre as ações do movimento estudantil da UEL. Em 15 de dezembro de 1980, o SNI foi informado sobre a tentativa de infiltrar alunos ligados a ações políticas no Projeto Rondon, iniciativa do governo federal para aproximar os universitários à realidade do interior do país ( …)







