Arquivos de junho de 2011

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Uma das fotos mais interessantes dos últimos anos na política do Paraná capta um governador descendo faceiro de um avião de carreira para cumprir compromissos em Londrina.

Não se vê isso todo dia.

Se soubessem como a população recebe com simpatia esse tipo de atitude - como conta pontos exibir simplicidade e austeridade na condução dos atos à frente do Poder – todo governador trataria de controlar  a volúpia diante das mordomias oferecidas pelos cargos que ocupam provisoriamente. A mordomia da vez  é a tentação de se comprar um avião novo para o deslocamento de Beto Richa.

O Palácio Iguaçu aposentou recentemente sua pequena frota de aeronaves. É importante o governo possuir o seu próprio avião para os casos de necessidade vital. Mas, quando a agenda permitir, por certo faria bem ir a Foz do Iguaçu ou Maringá, como as demais pessoas fazem, embarcando pelo saguão do aeroporto, sentindo de perto a realidade, longe da bajulação existente no palácio e na aeronave privativa.

O Paraná é um estado pequeno porém é o quarto mais rico diante do quadro geral das condições brasileiras, e  tem fornecido bons exemplos nacionais em vários terrenos. Nossos políticos também ambicionam a Presidência da República. Atitudes franciscanas, menos imperiais, são apreciadas pelo cidadão de todos os cantos.

Não é preciso calçar sandálias com meia nem usar um surrado blusão jeans, como Requião, pois o excesso de informalidade pode parecer excêntrico e pernóstico, dependendo do tipo de compromissos que se tenha pela frente. É possível preservar a solenidade da posição com sobriedade e atitudes despojadas (sem o engessamento cadavérico como sugeria o ex-presidente Sarney na sua famosa “liturgia do cargo” )- e neste receituário universal subir e descer eventualmente de um avião de carreira é um contraponto  natural e despretensioso ao dia-a-dia midiático de governo, instituições e afins.

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Presidente muda de opinião em temas que lhe eram caros e aprende na prática a encarar realismo político

A nova Presidente da República, Dilma Rousseff, está passando pelo seu maior desafio de vida: mulher de princípios rígidos, pouco maleável, sem jogo de cintura, essencialmente “técnica”, ela se vê no comando do poder político onde é preciso ser plural, fazer concessões, compreender, ter visão múltipla, afirmar-se como uma imagem que não se desmanchará no ar. Terá de tolerar muitas perdas, até eventualmente de amigos queridos, se não quiser perder o poder.

Sem a mesma maleabilidade de seu antecessor (Lula é desapegado de ideologias; Dilma, não) ela vai aprendendo do modo mais duro e difícil que dois e dois não são quatro, e que os meios muitas vezes não são um fim em si mesmo. Lula, sindicalista,  passou décadas barganhando e negociando. Traquejo se aprende com o tempo. Qual o tempo de Dilma?. Ela tem permanecedo reclusa, só se deixa fotografar em situações perfeitamente seguras e controláveis, demonstra mudanças totais de opinião sobre muitos temas importantes da realidade. 

Parece ciclotímica. Lá se vão seis meses. Já entrou no jogo da sobrevivência política. Mais do que nunca será preciso demonstrar habilidade e experiência.   “Para sobreviver com poder, o político faz o que for preciso”, diz o filósofo Roberto Romano, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dilma fará “o que for preciso”?

Uma das maiores proezas está em apurar a sintonia fina para descobrir os limites da governabilidade: partidos fisiológicos costumam fazer tanto terrorrismo sobre isso que muitas vezes o governante, acuado, transmuta-se num avesso de si mesmo e age ao contrário do que deveria, esquecendo-se dos compromissos com a sociedade. Quando avançar? Quando recuar? Quando semear o novo? Quando não temer o julgamento externo? Quando temer? 

O torvelinho de emoções de Dilma é intransferível, pertence apenas a ela o filme de sua vida. Se abrir as janelas durante a viagem pode ser que aprenda muito sobre si e os outros,  que chegue a estação ainda  mais determinada, depois de trombadas, erros e tentativas de fazer o certo. Ela fez as malas e embarcou, a viagem só está começando. 

Veja abaixo o que pensava e o que pensa Dilma Rousseff

Sigilo de documentos do governo

ONTEM: Primeiro contra o sigilo eterno, depois a favor
HOJE: Contra o sigilo eterno 

Revisão da lei de anistia

ONTEM: A favor da revisão da lei
HOJE: Contra a revisão da lei 

Transparência nas obras para Copa

ONTEM: A favor da divulgação de todos os dados
HOJE: A favor do segredo sobre o orçamento das obras 

Privatização dos Aeroportos

ONTEM: Contra a privatização
HOJE: A favor da privatização 

Proteção ambiental

ONTEM: A favor da flexibilização das regras para licenciamento ambiental
HOJE: Contra o afrouxamento das regras de proteção

(Com Estadão, agências, Veja.Com e Redação)

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Barbosa Neto leva lideranças de ônibus para conhecer suas realizações em vários pontos da cidade

Um pouco antes de eclodir a crise das Oscips na saúde municipal o prefeito Barbosa Neto pegou o hábito de levar convidados para conferir  “o canteiro de obras” em que sua administração se transformara, segundo suas próprias palavras. Os convidados, formadores de opinião, pessoas representativas, são escolhidos por segmento:  empresários, lideranças sindicais e de bairros, jornalistas etc… O grupo embarca num ônibus fretado.  Como um guia turístico, o prefeito ( que não gosta nem um pouco de falar e tem ojeriza a microfone) vai explicando as coisas,  dando pormenores do que se descortina a frente de todos, em meio a poeira vermelha: uma ponte aqui, um posto de saúde reformado ali…

O passeio dura mais ou menos quatro horas, tempo mais que suficiente para Barbosa vender o seu peixe. Na verdade, nem tudo está sendo construído com dinheiro municipal, ou estadual, como é praxe na maioria dos municípios. A maioria das obras em londrina tem origem federal e por aí dá para perceber a grande importância para a cidade dos petistas londrinenses instalados na cúpula de Brasília, como Gilberto Carvalho (secretário geral da Presidência da República) e Paulo Bernardo ( ex-Ministro do Planejamento e atual Ministro das Comunicações). Há também (algumas) obras resultantes de emendas parlamentares. A relação difícil do prefeito com os deputados André Vargas e Aléx Canziani não ajuda muito nesse particular.

FORMIGUINHA – Normalmente as obras federais não são a fundo perdido. Não é dinheiro de graça. São obras autorizadas mediante contrapartida municipal, a prefeitura sempre tem de entrar com um pouquinho. Os defensores do prefeito na Câmara dizem que o mérito dele está em levar adiante este trabalho de formiguinha e descobrir onde se ocultam as melhores rubricas do labirinto federal, conversar com ministros, ganhar-lhes a simpatia, pedir uma forcinha a Gilberto e Bernardo (que também ajudam na liberação das emendas de deputados) e finalmente arrematar as obras possíveis e que mais importam a sua administração.

AÇÃO POLÍTICA – Se o Restaurante Popular (as obras estão no início) e as academias ao ar livre ( uma coqueluche entre cidadãos de todas as idades) resultam de programas federais há outras iniciativas importantes que só decolaram graças a  exigência de decisão e recursos da esfera municipal – como a Escola Integral que este ano vai atender 7 000 alunos (a qualidade deste programa, segundo observadores, precisa ser monitorada antes de novas ampliações); há também a Guarda Municipal (que tem verbas do Pronasci e ação decisiva da Prefeitura) e o Centro de Tratamento de Resíduos (uma boa opção ecológica que substituiu o  antigo Lixão, mas infelizmente ainda não deixou o plano teórico porque não recebeu  licenças ambientais plenas e sofre com a ausência de planejamento no setor ).

O TUBARÃO VOLTOU – O projeto Cidade Limpa, outra marca do prefeito, é inspirado na iniciativa  da prefeitura de São Paulo em redimensionar a publicidade das fachadas e combater a poluição visual. Em Londrina o projeto incorporou a  retirada de quiosques do centro (tradicionais mas irregulares) e a polêmica troca do romântico peti-pavé  pelo paver, insípido porém firme. Entusiasta do Esporte, Barbosa ajudou a ressuscitar o Londrina Esporte Clube, reformou o Moringão, está trazendo pela segunda vez as Olimpíadas Escolares para a cidade e impulsionou a lei de incentivo no setor. O Tubarão foi campeão do primeiro turno da segundona e acaba de golear o São José em 8 a 1. 

Acusado de trabalhar excessivamente no varejo, concentrado em miudezas, vislumbrando apenas o imediato, num sistema de gestão fechado, Barbosa Neto parece dedicado a melhorar a imagem de sua administração e para tanto decidiu preparar um novo, e último,  “pacote de obras” . Os passeios de ônibus, jeito indica, também voltarão. O que este novo pacote vai significar para o cidadão, para o turbulento mandato do prefeito e a campanha eleitoral do ano que vem só ficará claro na sequência do desenrolar dos fatos.

Fotos: Luis Jacobs

*Este texto recebeu novas informações às 21 hs

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Em Londrina o compositor criou uma das duplas mais conhecidas do Brasil

Carolina Giovanelli, da Veja SP

Cinco dos maiores sucessos das paradas sertanejas atuais levam a assinatura do músico paulistano Fernando Fakri de Assis. Ele escreveu “Um Beijo” e “Adrenalina“, as novas pérolas do repertório do cantor-fenômeno Luan Santana. Outra composição, Copinho, toca nas rádios defendida por Henrique e Diego, o duo emergente que apadrinhou. A face mais conhecida do seu trabalho, porém, é quando está à frente do palco encarnando o cantor Sorocaba, na companhia do parceiro Fernando.

A dupla emplacou recentemente “Tô Passando Mal” e “Teus Segredos“. Campeão em produtividade nessa área, ele diz ter outras sessenta canções para serem gravadas. “O segredo é ser popular, sem recorrer a clichês”, afirma o artista, que ainda teve tempo de se tornar empresário em novembro passado, lançando-se como sócio da balada de música country Wood’s, na Vila Olímpia

( … ) Em 2009, ele figurava na 13ª posição entre os campeões de faturamento em direitos autorais no país. Na lista de 2010, saltou para o segundo posto, ficando atrás apenas do mineiro Victor, que faz dupla com o irmão Leo e está no topo dessa relação há três anos.

( … ) Completou um ano da faculdade de administração, na Fundação Armando Alvares Penteado, mas logo desistiu e tentou a sorte no curso de Agronomia, na Universidade Estadual de Londrina.

Foi depois de se mudar para a maior cidade do interior do Paraná que conheceu Fernando. CONTINUA

Foto: Fernando Moraes

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Do blog de Rubens Ewald Filho

Acreditem: já houve tempo em que Glenn Ford (1916-2006) foi um dos astros mais populares do cinema, inclusive no Brasil. Mas cometeu o erro de viver muito tempo e ser esquecido. Na verdade, antes havia feito outro erro de carreira. Em vez de privilegiar a qualidade dos filmes que estrelou, preferiu fazer fitas comerciais, de ação, inclusive faroestes (que logo saíram de moda).

Não se deu ao trabalho de procurar trabalhar com diretores mais importantes ou em projetos mais sérios. Resultado: acabou sendo menosprezado. Seu filho mais velho, Peter Ford, autor deste livro, lutou durante anos para que a Academia de Artes e Ciências lhe desse um Oscar especial, o que eles sempre recusaram. Uma injustiça, possivelmente porque ele fez muitos filmes (107 títulos para cinema e TV) e nunca teve uma má interpretação. Ao contrário, era discreto, eficiente, cinemático.  

( … ) Eventualmente, Glenn se casaria outras vezes, cada vez pior (foram três outras e as duas últimas só queriam o dinheiro dele, de tal forma que ele terminou nas mãos de uma enfermeira que o explorava e a quem o filho teve a maior dificuldade de afastar. Mesmo assim, esta cortou o contato com a família durante anos e dilapidou a fortuna e acervo dele! Uma história triste e infelizmente muito comum, em especial nos Estados Unidos. Quando morreu ao menos, estava tudo em paz na família e com os netos.  CONTINUA

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De Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo

Para a reunião que teve com a ministra Gleisi Hoffmann ontem pela manhã, em Brasília, o prefei­to Luciano Ducci levou um pre­­sen­­tinho-surpresa: uma edição im­­pressa do jornal El País, com­­prado por ele semana passada na Espanha. A publicação traz a reportagem “Triunvirato femi­­nino”, sobre as poderosas Dilma Rousseff, Ideli Salvatti e a própria Gleisi. A ministra da Casa Civil gostou do mimo. Além de agradecer, disse que iria levar o jornal para a presidente Dilma.

Em “troca”, Ducci ganhou apoio de Gleisi para o projeto do metrô curitibano, que aguarda recursos do PAC.

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Do Estadão

Um livro infantil, um romance rejeitado pelo editor e outro inacabado completam, até o ano que vem, a série de livros de José Saramago pela Companhia das Letras. O Silêncio da Água, ilustrado por Manuel Estrada (imagem), sai este mês. Claraboia, o livro rejeitado nos anos 50, fica para novembro, e Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!, chega em 2012.

Hoje, completa-se um ano da morte do escritor.

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Ana Biselli e Rodrigo Junqueira,  do blog de turismo da Gazeta do Povo

( … ) Por fim, voltamos ao Paraná, diretamente para a cidade de Tibagi e Castro, que dividem entre si uma das mais belas maravilhas naturais do país, o Cânion do Guartelá. Ali passamos um dia caminhando, conhecendo seus mirantes, rios, cachoeiras e pinturas rupestres, num parque muito bem estruturado para receber turistas, trilhas bem conservadas e um visual de perder o fôlego.

Começando a nos reacostumar com o frio paranaense, ainda tivemos tempo de conhecer outra beleza natural da região, desta vez próxima à Ponta Grossa. É o Buraco do Padre, uma cachoeira que despenca quase 40 metros sobre um antigo salão de uma caverna que teve seu teto desabado. O frio não permitiu um banho nas águas da cachoeira, mas já valeu admirar aquela obra-prima da natureza. CONTINUA

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   Fotos/LuizJacobs

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O governador Beto Richa disse que por enquanto não há recursos para duplicar a PR-445.

Fica pro ano que vem.

Acidentes fatais na rodovia são constantes. Uma das causas apontadas pelos especialistas está no aumento da frota ocorrido no Governo Lula, através da concessão de benefícios. Nos 89 municipios atendidos pela  2a companhia de trânsito, por exemplo,  já são mais de 800 mil veículos. Só no último ano 25 mil veículos ganharam as estradas da região. 

“Esse aumento da frota é tão grande a ponto da estrutura das rodovias não conseguir acompanhar. Com maior fluxo, as pessoas ficam mais ansiosas para chegar ao seu destino, começam a cometer imprudência, descontar o tempo perdido atrás de um carro mais lento, ultrapassar em um ponto que não poderia, e isso acaba gerando aumento no número de acidentes”, avalia o comandante da unidade, capitão Gustavo Hauestein.,

A duplicação pode não ser a solução de todos os problemas. “Não é simples assim: duplicou vai melhorar. Tivemos um exemplo no perímetro urbano de Londrina. A avenida Arthur Thomas foi praticamente reconstruída e nós tivemos um aumento no número e gravidade dos acidentes, porque o motorista imprudente acha que pode correr mais. Se o condutor respeita, dificilmente vai se envolver em um acidente grave”, alertou o comandante.

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 da Gazeta do Povo

Uma fibra importada da Bélgica – e cujo nome é mantido em sigilo – promete levar aos diabéticos o simples prazer de comer um pão francês. O produto normalmente é vetado para quem tem a doença por elevar demais o nível de açúcar no sangue e é substituído pelo pão integral, que tem mais fibras.

A nutricionista, professora universitária e pesquisadora de Maringá Carla Manfrinato (foto), pesquisou ingredientes que não tirassem as características do francês tradicional, mas o tornasse palatável aos diabéticos. Chegou a uma fibra especial importada (cujo nome não pode ser revelado, para que seja preservado o segredo de patente) que ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue e não altera o sabor do pão. Os outros ingredientes são idênticos aos do pão francês normal.

A fibra auxilia no controle da glicose sanguínea e, por isso, pode ser consumida por diabéticos, sem problema algum. Foram sete meses procurando essa fibra, que é natural”, explica Carla.

O produto é bem parecido com o pão francês convencional. As diferenças estão na coloração, que é mais branca; e no miolo, que é mais duro do que o tradicional. O produto também pode ser consumido por quem não tem a doença. “Os benefícios para quem não tem diabete também são interessantes, como a perda de peso, com a ajuda das fibras”, explica a pesquisadora. 

Foto:Fábio Dias

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da Folha Web

O vice-prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (PSC), que também é presidente do Instituto de Desenvolvimento (Idel, antiga Codel), deve deixar a administração municipal na próxima semana, quando retorna das férias. ”O partido quer que eu me desligue da área prática da prefeitura. Na volta dessas férias é que vou finalmente decidir se saio da Codel”, declarou Ribeiro, que permanecerá vice-prefeito da cidade. No entanto, o presidente do PSC do Paraná, deputado federal Ratinho Júnior, deu como certa a saída de Ribeiro. ”Ele já avisou ao prefeito (Barbosa) que não retornará ao cargo na companhia.”

O vice-prefeito afirmou que motivos pessoais poderiam fazer com que deixasse o cargo, mas também demonstrou descontentamento com a administração de Barbosa. Recentemente, os dois se desentenderam publicamente sobre a lei municipal sancionada pelo ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), que proíbe a instalação de estabelecimentos comerciais geradores de impacto em uma grande área da cidade. Ribeiro quer a revogação da norma, argumentando que a instalação de novas empresas seia prejudicada; Barbosa acha que a lei deve ser mantida.

Ribeiro mencionou ainda o esquema de corrupção e de desvio de dinheiro da Saúde por meio dos termos de parceria firmados com os institutos Atlântico e Gálatas, que envolveu pelo menos 23 pessoas, além de recaírem acusações contra Barbosa e a primeira-dama, Ana Laura Lino. ”Essa situação toda aborrece quem tem vergonha. Estou assustado e envergonhado com uma série de fatos”, afirmou.

Ele acrescentou que amigos lhe pedem explicações e ele não sabe o que responder. ”Eu desconheço o que está acontecendo. Algumas coisas da política deixam a gente assustado.” O vice-prefeito disse que já comunicou ao prefeito sua intenção de deixar a administração e Barbosa teria lhe pedido que refletisse.

Foto: Arquivo

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O prefeito Barbosa Neto foi a Curitiba para uma audiência com o governador Beto Richa e levou no bolso uma lista de pedidos, mas a foto mostra que também estava na reunião o presidente da Sanepar, Fernando Gighone, com quem o prefeito andou se estranhando por conta da renovação do contrato com a companhia de abastecimento de água.

Barbosa dera a entender em várias oportunidades que não queria, por enquanto, discutir o assunto. Para fortalecer sua posição, ameaçou, algumas vezes, cancelar o contrato, que é precário.

Beto aparentemente foi esperto ao juntar os dois na mesma sala. O que eles conversaram? O que se pode depreender da posição de Barbosa e do governador pelo foco das regras consagradas universalmente a uma boa negociação?

Vale a pena lembrar destas regras. Primeiro: só não há negociação quando existe concordância entre as partes ou não há chance de nenhuma conversa.

Mesmo quando há uma autoridade maior entre as partes o melhor caminho é a negociação.

O ideal é negociar em seu campo. Ou campo neutro. Evite jogar na casa do adversário.

Cuidado com os preconceitos. Esteja pronto para uma resposta rápida e segura.

Uma negociação implica em solução, não em vitória ou derrota.

Existem dois tons possíveis: o do confronto e o da parceria. Prefira o da parceria.

Tenha sempre em mente o que a outra parte poderá ganhar. Isso pode render excelentes argumentos a seu favor.

Fale e ouça na mesma medida. Evite dizer que o outro está errado. Pergunte e faça o outro ver o próprio erro.

Sempre que possível faça com que a idéia seja do outro.

Escreva tudo o que for acordado.

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Do blog de Cláudia Matarazzo

 Uma das reportagens mais acessadas nas últimas semanas aqui no site comentava o casamento de Fabiana Justus, filha do empresário, publicitário e apresentador Roberto Justus. Estimava que a festa custaria algo em torno de 800.000 reais. Não quero entrar na questão de quanto foi exatamente, nem dar pitaco sobre o quanto a moça em questão deve ou não gastar.

É sobre bodas de proporções menores que eu gostaria de falar. E do quão caras elas podem custar. Fico passada (aliás, passada é pouco!) quando vejo notícias de casamentos que custam de 800 a 1.000 reais por pessoa. Ou seja, que uma festa considerada até modesta, de aproximadamente 300 convidados (não aqueles megaeventos), pode custar 300.000 reais — o equivalente a um ótimo apartamento de três dormitórios.

Aí muita gente fala: “Mas não dá para fugir disso! São os preços. Hoje está tuuuudo assim.” Discordo. Lógico que dá para não aderir nem compactuar com o cartel em que se transformou o ramo de empresas ligadas a casamentos. Ocorre que todo mundo quer sempre o que “está usando” ou a grande novidade do momento. E, pior: ninguém quer pôr a mão na massa. A mãe da noiva quer contratar alguém que pense tudo por ela, a noiva idem — as duas limitam-se a receber (ou, no máximo, visitar) fornecedores pré-escolhidos por consultores. Nem pensam em sair a campo pesquisando alternativas. Aí fica difícil mesmo. É muito confortável contratar alguém para cuidar de tudo? Sim. Mas tenha em mente que isso significará custos bastante altos. Conforto raramente sai de graça.

Mesmo quem tem um orçamento apertado fica com medo de ousar. Pois eu digo: ousem. Há lugares lindos — além dos bufês tradicionais, que cobram o olho da cara. Há vestidos sensacionais que podem ser alugados por um dia em vez de comprados para depois serem destruídos (como agora é moda). Falando de detalhes menores: o buquê pode ser caseiro, arranjado por alguém com talento, o bolo idem, a decoração não precisa ser um cenário. Mas as pessoas preferem comprometer o orçamento dos próximos anos e, muitas vezes, todo um começo de vida a parecerem que não estão “na moda”. Então tá…

Foto:JupiterImages