Arquivos de julho de 2011

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Da Folha de Londrina

Mais uma vez em sua história, Londrina está vivendo um boom de moradias populares.

A cidade, que já ergueu 43.890 unidades com este perfil, tem mais 5.159 sendo construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Mas diferentemente dos conjuntos de antes que urbanizaram áreas despovoadas, os novos imóveis não são garantia de conforto total para seus moradores. As chamadas habitações de interesse social de agora têm espaço exíguo entre uma e outra, o que pouco privilegia o conforto e privacidade familiar.

O engenheiro civil e urbanista Rudolfo Horner, que foi o primeiro diretor técnico da Companhia de Habitação de Londrina lembra que nos conjuntos do passado erguidos na cidade a metragem mínima de cada lote era, obrigatoriamente, de 250 metros quadrados, o suficiente para que a família pudesse ter horta, jardim ou novos cômodos. “Hoje chegou-se ao absurdo de trabalhar com lotes de 10 por 15 (150 metros quadrados). O ser humano vai sendo menosprezado, diminuído. E quando ele percebe que não é respeitado em suas necessidades básicas, dá o troco, que vem na forma, por exemplo, de depredações”, critica o engenheiro.

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Do presidente do Sescap*, Marcelo Odetto Esquiante:

”Nós temos orientado os empresários que vendem serviços e produtos, através das compras coletivas, para que façam uma avaliação criteriosa para saber se realmente a empresa dele será beneficiada. A vantagem desse sistema é que, às vezes a empresa tem produtos em estoque e precisa fazer girar rapidamente a mercadoria. O sistema também é usado para atrair novos clientes e fazer a empresa ser conhecida. Só que o empresário tem que entender que o cliente que é atraído pelas compras coletivas precisa ter o mesmo tratamento do cliente normal. Sem preconceito. Caso contrário, a imagem da empresa fica arranhada e ele pode perder outros clientes” . 

*Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e Serviços Contábeis de Londrina

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  Marina Ferezim*/Planeta Sercomtel

Um rapaz com uma promissora carreira de pianista concertista larga tudo para se tornar um dos mais badalados designers de sapatos femininos do Brasil.

Parece enredo de novela para você? Pois está é a história do londrinense Henry Alavez.

Hoje radicado em São Paulo, os sapatos e bolsas da marca que levam seu nome podem ser encontrados em renomadas lojas multimarcas do país. Em Londrina, os sapatos de Henry são vendidos na Onná, que fica na Rua Paranaguá, no centro da cidade.

Sua nova coleção, que deve chegar às lojas em agosto, traz calçados feitos para a mulher moderna e antenada com o mundo fashion. “Através das minhas idéias e do meu olhar procuro interpretar os desejos da minha cliente: uma mulher consciente de si, sexy e que não tem medo e flertar com os códigos da moda”, resume. CONTINUA

*Máxima Comunicação

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Ele é a sensação do lugar, diz a revista CARAS

 

Fenômeno da música sertaneja, Luan Santana (20) atingiu um patamar na área artística que muitos cantores e atores veteranos ainda não conseguiram alcançar. Somente este ano ele ganhou os prêmios de Melhor Cantor e Melhor Música no Melhores do Ano, do Domingão do Faustão, fez participação na trama global das 7 Morde & Assopra e seu mais recente trabalho, Ao Vivo no Rio, já recebeu CD e DVD duplo de platina. Além disso, tem mais de um milhão e 600 000 seguidores no Twitter, faz shows com recorde de público em todo o País e agora, além de compositor, se arrisca como produtor musical da dupla sertaneja Conrado & Aleksandro. Em setembro, o artista fará sua primeira apresentação internacional, no Brazilian Day, em Nova York.

Nascido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Luan se mudou para Londrina, no Paraná, pelo fato de o aeroporto da cidade funcionar 24 horas por dia. Atualmente, ele mora em uma mansão de 500m2 com dois andares e decoração clean e moderna em condomínio de luxo, com os pais, Amarildo (48) e Marizete (39), e a irmã, Bruna (16). Luan abriu seu lar para CARAS e falou sobre família, carreira e amor.  

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A descolada e competente Heydi Garcia, super-maquiadora de Londrina, em evento com AmauryJúnior.

Veja mais aqui.

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Do arquivo da Folha de Londrina

Roberto Carlos está na cidade desde ontem pela manhã. Veio para dois shows. Um em Londrina e outro em Apucarana, numa promoção da TV Tibagi, Planort e Instituto do Câncer. E para muitas mocinhas e outros tantos rapazes tudo ficou diferente. Embora sua chegada estivesse prevista para as 11 horas, só às 12h40 Roberto desembarcou – junto com a espôsa Nice e o conjunto musical – vestindo calças Lee tremendamente desbotadas, blusão de couro com dezenas de brasões, insígnias do exército e da fôrça aérea americanas, sem faltar um enorme chapelão preto.

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Ruy Castro*

Em 1959, o Brasil ia enfrentar a Inglaterra no Maracanã. Seria o primeiro jogo da Seleção em casa desde a Copa da Suécia no ano anterior e, não por acaso, no seu palco favorito.

Era o Brasil de Pelé e Garrincha. Mas, se Pelé era indiscutível, a imprensa passara a semana alertando para a possibilidade de Garrincha ser barrado. Motivos não faltavam: estava gordo, lento, dispersivo e, todos sabiam, exaurindo-se nos braços da vedete Angelita Martinez, o avião dos aviões. Mesmo assim, ninguém acreditava que o deixassem de fora. Na hora do jogo, quando o locutor do Maracanã anunciou Julinho na ponta direita, os 127 mil presentes, apaixonados, por Garrincha, mandaram a maior vaia da história do estádio.

Julinho também era um grande jogador. Só não fora a Suécia com a Seleção porque estava na Itália e naquele tempo os “estrangeiros” não tinham vez. Era um homem sensível, apaixonado pelo Brasil. Acabara de ser repatriado pelo Palmeiras e fora convocado para ser reserva de Garrincha. De repente, via-se titular e ouvia a voz do maracanã – a voz do Brasil.

Subiu chorando os degraus de acesso ao gramado, e, ainda chorando, cantou o hino. A vaia não parava. Mas o jogo começou e , ali, Julinho convenceu-se de que precisava ser Julinho, não um menino amuado. Mal foi dada a saída, descadeirou um inglês com um drible. O estádio silenciou. Aos dois minutos, fez o primeiro gol. O Maracanã quase desabou em aplausos. E assim foi pelo resto do jogo: a cada grande jogada de Julinho, ou se ele apenas tocava na bola, o Maracanã delirava. No segundo tempo, ainda cruzou para Henrique, do Flamengo, fechar o placar em 2 X 0

Naquele dia, Julinho foi grande na vaia e o Maracanã no aplauso. Os dois saíram maiores do episódio. Mas há de ser um craque para dobrar um estádio.

(*Crônica originalmente publicada na Folha de S. Paulo em 18/07/2007)

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Renato Janine Ribeiro*

“( … ) Por um lado, não temos hoje lideranças políticas que utilizem um discurso constante, reiterado, explícito de direita. O eleitor de direita acaba votando muitas vezes em candidatos de centro, como seriam os candidatos tucanos. Contudo, esses próprios candidatos acabam fazendo concessões – talvez mais do que precisariam – à direita. Embora os eleitores direitistas não tenham praticamente alternativa, a não ser votar nos candidatos de centro, esses candidatos retribuem a gentileza, adotando posições mais conservadoras do que sua história passada justifica”.

* Filósofo, professor titular da USP, tem 18 livros publicados.

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 Fernanda Carreira, da Folha de Londrina

Uma doença relativamente nova, a laptoptite, tem levado inúmeros pacientes a clínicas ortopédicas com queixas sobre dores musculares, desencadeadas pelo uso incorreto dos notebooks. Somente em seu consultório, o ortopedista Ludovico Pieri, de Londrina, conta que recebe 30 pessoas diariamente e muitas apresentam fortes dores musculares relacionadas ao uso inadequado dos equipamentos.

”Pelo menos 30% desses casos têm relação direta o uso prolongado do aparelho ou com sua utilização em uma posição incorreta, já que o formato do laptop facilita sua utilização em várias posições”, afirma o médico. ”Já existem estudos americanos que apontam que o uso prolongado por mais de quatro horas favorece o risco potencial do desenvolvimento de lesões inflamatórias das articulações”, acrescenta.

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João Saldanha

…“Por que será que time brasileiro perde tanto pênalti em tais decisões?”

Duas explicações são as mais evidentes. A primeira é porque nossos jogadores não treinam jogadas de precisão. O pênalti é uma delas, e se o jogador não estiver bem treinado, não terá confiança. Sem confiança, está sujeito a perder a cobrança fácil. O gol fica pequeno, o goleiro vira gigante, a indecisão do canto a chutar, bate forte ou bate fraco – tudo isso passa em fração de segundos na cabeça do jogador. Uma espécie de calor vem à cabeça e, ou a bola vai fora, ou o goleiro faz a defesa. Nossos jogadores são péssimos batedores de pênalti.

Mas tem outra razão, e que é muito forte. Trata-se da tal malandragem do brasileiro. Nunca fiquei convencido de tal malandragem. Sempre achei que não pegávamos nem juvenil com certos povos. De barato dou alguns: em primeiro, armênio emigrado. Saiam de baixo. Sabem tudo. Em segundo, grego internacional. É só botar qualquer um nu, no deserto do Saara, que vira xeque em três meses. Em terceiro lugar, é uma parada dura. Não sei se coloco inglês ou sueco… E, lá no fim, estamos nós com nossa tão falada malandragem.

Na hora de cobrar um pênalti de decisão de torneio – destes tais pênaltis que não existiram – os jogadores querem fazer mais do que o necessário. É de ver o rebolado na hora de dar o chute. Parecem mais baianas na passarela do desfile das escolas de samba. Assim, muitas vezes, perdem o pênalti. Daí, principalmente, tais resultados…

E nossos malandros entram pelo cano. Perdem o pênalti e raramente impressionam. Malandro, mesmo, não perde o pênalti.

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Da Folha Web

Empresas de Londrina podem ter descontos de até 40% do imposto para investir em tecnologia com parceiras locais

O chamado ISS Tecnológico é um benefício concedido pela Prefeitura de Londrina  a quem paga o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

A lei foi sancionada em setembro de 2010 e prevê a concessão de até R$ 1 milhão em descontos tributários para empresas londrinenses.

Os descontos dão às prestadoras de serviço da cidade o direito de abater até 40% do tributo recolhido no ISS nos últimos 12 meses para, em contrapartida, investir em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico tendo empresas locais como parceiras.

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 Os posts do Blog voltam a ser atualizados hoje (o editor estava em SP, de férias).

Pra quem quiser saber, o clima na capital paulista está seco. Trata-se de uma inversão térmica, a umidade do ar é baixa, as pessoas tossem, espirram e arranham a garganta. É preciso ter junto sempre uma garrafa de água.

As estatísticas provam que os números do crime diminuíram em SP – mas os “nóias”  (legião de adictos miseráveis)  aumentaram e perambulam por toda a parte como zumbis. Na Cracolândia, uma espécie de cenário dos tempos das pestes medievais, a polícia faz barulho a noite inteira para que  os “nóia” não peguem no sono – e assim não vagueiem pelas ruas durante o dia, mostrando aos turistas seus andrajos repugnantes e o que, enfim, se tornaram.

Os exibidores de Harry Potter gastaram fortunas em marketing para o promover em SP o lançamento do último filme da série. Em todas os principais shoppings (Bourbon, Villa-Lobos, Higienópolis, Ibirapuera, Center Norte, Morumbi, Interlagos) ocorreram eventos comemorativos com os personagens da escola de Hagwarts. A escritora J.K Howlings (de semblante permanentemente  triste) virá ao Brasil. Pode-se debitar a ela a proeza de ter ensinado a milhares de crianças o gosto pela leitura.

O centro de São Paulo está sendo restaurado e preservado. A Prefeitura, que criou a lei Cidade Limpa, incentiva com isenções totais de IPTU os comerciantes que melhoram suas fachadas. Curioso: sem os painéis a cidade está mais gótica, os prédios preto em branco, como num postal dos anos 50. Os que amam a arquitetura se deliciam com prédios imensos que parecem fora-de-moda e que tiveram um papel importante na ruptura com um passado urbano na cena brasileira: Martinelli, Banespa… O Copan de Niemeyer continua lindo. O que fazer com o Minhocão? O prefeito Kassab promete demolir a grande cicatriz urbana que liga a praça Roosevelt a Barra Funda, só não tem bem certo o que por no lugar:  trem de superfície? outro minhocão lá na frente? Urbanistas paulistanos, isso é praxe, deleitam-se (e sofrem ) com a matéria….

O ex-presidente Lula está procurando um  grande espaço perto da Estação da Luz (pertinho da magnífica Sala São Paulo) para montar o instituto que guardará as memórias de seu governo. (Como se vê, a disputa com FHC, que já possui o seu instituto, ainda não acabou…) Da mesma forma que o de Fernando Henrique, o Instituto de Lula será patrocinado por grandes empresas brasileiras que depois evidentemente vão abater do fisco. Lula se inspira no Museu do Futebol, interativo, criado pelos tucanos e a Fundação Roberto marinho dentro do Estado do Pacaembu e que vale a pena ser visitado. O ex-presidente quer fazer um grande painel dos tempos do regime militar.

Nas lojas, Ipods e tablets fazem a sensação da garotada. A Motorola e a Samsung apresentam as suas armas para roubar clientes da Apple. Difícil. Este é tipo de cliente fiel e apaixonado, orgulhoso da eficiência de suas pequenas máquinas e devoto incondicional de Steve Jobs, um inventor de espécie messiânica. É intrigante vê-lo, mesmo doente, subir ao palco para falar de suas criações. O público adora e reverencia.    

Pela grandeza e funcionalidade, a nova Livraria Cultura do Conjunto Nacional virou point turístico. Há fotos incríveis da família real brasileira no Instituto Moreira Salles da rua Piauí  (como esta, ao lado, da Princesa Isabel, maravilhosamente nítida). A Classe C invadiu os aeroportos. Mesmo em épocas de férias, SP está cheia de carros e congestionamentos, graças a Lula, que preferiu incentivar a indústria automobilística, que o gerou, do que o transporte coletivo;  aumentou o número de heliportos na capital paulista e helicóptero é táxi comum comum para muita gente; no futebol, além da descrença (não é de hoje) com o futebol da seleção, muita expectativa em torno de Tévez no Corinthians e reforços no Palmeiras; sim, São Paulo vai alagar de novo….Em janeiro.

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O arquiteto MARCEL NAGAO, editor do janela londrinense,  um dos principais blogs da cidade, está fazendo uma promoção bacana para comemorar o aniversário de um ano: vai sortear uma imagem expressiva de Londrina ( em papel fotográfico, fosco, tamanho 80 X 54), assinada pela arquiteta Iris Perfetto. A foto foi batida do alto do edifício Júlio Fuganti e traz a Catedral em destaque, no centro de um conjunto de prédios. A loja de quadros e molduras Arteria Decor é parceira na promoção.

Marcel explica que é uma forma de homenagear seus leitores que  contribuem bastante, com críticas e sugestões, para o desenvolvimento do blog. Quem quiser participar do sorteio deve clicar até o dia 20 de julho na página que o blog mantém no Facebook. Mais detalhes da promoção AQUI.

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RUBEM BRAGA, de um relato de 1952

“Não é a primeira vez que vejo Londrina.

Andei por aqui em 1934, quando humilde e operoso repórter agrícola, acompanhei uma comissão de importadores europeus de café por todas as zonas de café de São Paulo e Paraná. A cidade, fundada um pouco antes, tinha cerca de 2 000 habitantes. Voltei em fins de 1940 para fazer com amigos uma caçada às margens do Tibagi, onde, por sinal, cacei antes de tudo uma bela maleita; e Londrina tinha 12 000 habitantes. Volto agora para encontra-la com cerca de 35 mil.

Se em 1934 eu tivesse comprado no centro da cidade um lote de 15 por 40  teria pago 400 mil réis; hoje seria possível vende-lo por 1 milhão de cruzeiros. Também neste caso meu grande consolo é pensar que em 1934 eu não tinha de maneira alguma 400 mil réis disponíveis; e se os tivesse os gastaria, com certeza, de modo mais divertido.

Meu amigo Rocha comprou em fins de 1939, em um bairro da cidade, uma casa de material (“de material” quer dizer de tijolos, e não de madeira, como costumam ser as casas do interior do Paraná) por 15 contos, com um terreno de 1 200 m2; vendeu isso em 1950 por 400 contos.

O município, criado em 1934, perdeu três distritos, que passaram a constituir  municípios novos: Rolândia, Apucarana e Cambé. Com apoio em Londrina as ondas de povoamento partiram em várias direções a derrubar matas, plantando cidades novas que começam a existir com violência antes que os mapas tomem conhecimento de seus nomes. Nomes que vão entrando na cabeça da gente misturados com histórias de lutas de terra e riquezas súbitas: Porecatu, Centenário, Alvorada, Mandaguari, Maringá….

Dizia-se que o paralelo 23 marcava o limite sul da zona do café: a linha de frente dos batalhões verdes já passou de Campo Mourão, abaixo do paralelo 24.  E junto com o café vêm os cereais para matar a fome crescente das grandes cidades do Brasil. É inútil dizer que os dois grandes problemas aqui, são, como em em toda parte do Brasil, transporte e energia.

Na verdade os problemas crescem com uma velocidade desorientadora.

O governo planeja um grupo escolar para 400 crianças; quando o grupo fica pronto o número de crianças que precisa dele é de 2 000…. O aluvião humano deixa para trás a máquina estatal; o “patrimônio” de súbito precisa virar município; o político que passou há dois anos para organizar o diretório de seu partido não encontra mais agora nenhum dos membros; todos já seguiram adiante. Uma sociedade nova se instala de súbito; o soldado do destacamento que veio há cinco anos prender um assassino acabou ficando no povoado, e hoje o povoado virou cidade e o soldado virou fazendeiro.

É a terceira vez que como poeira por estas estradas, e minhas surpresas rebentam de légua em légua…”.

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 Durante uma semana a oposição a Dilma Rousseff alimentou um clima de expectativa em torno de “revelações cabeludas” envolvendo o governo federal e as empreiteiras. Quem abriria corajosamente a mala de ferramentas seria o chefe do Dnit, Luiz Antonio Pagot; segundo a oposição, ele concordara em fazer um “testemunho bombástico”  diante da sua possível exoneração do cargo…

Mas, hoje, depois de Pagot atender a uma convocação e falar por quatro horas no Senado Federal, a oposição viveu um filme bem ao contrário do que esperava.

Pagot defendeu o governo Dilma Rousseff, negou a existência de fraudes e não falou muita coisa de importante. De Dilma, fez questão de observar o quanto a presidente é rigorosa, poupando-a de tudo. Até mesmo o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, e sua esposa, Gleisi Hoffmann, não foram atacados por Pagot – segundo as denúncias da oposição, o casal teria concordado com imoralidades em orçamentos de obras para beneficiar o caixa da eleição presidencial.

Para fechar com chave de ouro esta crise e alimentar mais ainda as frustrações da oposição, Dilma demonstrou habilidade e paciência ao esperar que Mauro Blaggi não aceitasse a função de Ministro dos Transportes, vago desde o início do imbroglio, consolidando assim uma opção técnica,  Paulo Sérgio Passos, seu preferido para a pasta.

E o PR? Ora, o PR poderá acabar como escreveu hoje a analista Eliane Catanhede, da Folha de S. Paulo:

“Na verdade, Dilma deu um nó no PR: sem um nome para o ministério e sem ter para onde correr (para a oposição? Ha ha ha), o partido vai chiar daqui, fazer uma ameaçazinha dali, mas daqui a uma semana ninguém mais lembra disso. E vai em frente, colhendo as migalhas do poder”.