Queda no preço de imóveis e valorização do real estimulam brasileiros a buscar uma segunda casa nos Estados Unidos
Por Lilian Sobral, da IstoÉ Dinheiro
Uma casa de luxo para passar as férias. Imóvel amplo, com mil metros quadrados de área total, localizado em um condomínio fechado, e próximo a alguns dos mais conhecidos centros de entretenimento. O valor? R$ 480 mil. É praticamente impossível encontrar um imóvel desse tipo – e por esse preço – nas principais cidades brasileiras. No entanto, essa residência em Orlando, no centro do Estado americano da Flórida, pertence à família do industrial paulista Sylvio Ribeiro Júnior. “Passamos alguns dias lá em julho e pretendemos voltar para aproveitar o Natal e o Ano-Novo”, diz Mara Ribeiro, mulher de Sylvio. Eles fazem parte de uma nova leva de brasileiros que aproveitam os baixos preços nos Estados Unidos e a força do real em relação ao dólar para comprar imóveis fora do País.
O empresário paulista Elias Zak Zak, franqueado da rede imobiliária americana Century 21, vem testemunhando o aumento das vendas. “Minha unidade funciona há apenas um ano, e já vendi seis imóveis no Exterior para compradores brasileiros”, diz ele. Zak Zak nota como os preços compensam na vizinhança. Seu escritório fica na Vila Nova Conceição, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo, onde o metro quadrado de um apartamento de alto padrão pode custar R$ 15 mil em média. Na Flórida, uma propriedade comparável em padrão de construção e em localização sai por R$ 5 mil o metro, um terço do valor paulistano. Essa divergência tem dois motivos, a queda do preço dos imóveis nos Estados Unidos e a valorização do real. Quando a bolha imobiliária americana estourou em 2008, milhares de famílias não conseguiram mais pagar seus empréstimos. Seus imóveis foram retomados e revendidos.














