Arquivos de agosto de 2011

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Queda no preço de imóveis e valorização do real estimulam brasileiros a buscar uma segunda casa nos Estados Unidos

Por Lilian Sobral, da IstoÉ Dinheiro 

Uma casa de luxo para passar as férias. Imóvel amplo, com mil metros quadrados de área total, localizado em um condomínio fechado, e próximo a alguns dos mais conhecidos centros de entretenimento. O valor? R$ 480 mil. É praticamente impossível encontrar um imóvel desse tipo – e por esse preço – nas principais cidades brasileiras. No entanto, essa residência em Orlando, no centro do Estado americano da Flórida, pertence à família do industrial paulista Sylvio Ribeiro Júnior. “Passamos alguns dias lá em julho e pretendemos voltar para aproveitar o Natal e o Ano-Novo”, diz Mara Ribeiro, mulher de Sylvio. Eles fazem parte de uma nova leva de brasileiros que aproveitam os baixos preços nos Estados Unidos e a força do real em relação ao dólar para comprar imóveis fora do País. 

O empresário paulista Elias Zak Zak, franqueado da rede imobiliária americana Century 21, vem testemunhando o aumento das vendas. “Minha unidade funciona há apenas um ano, e já vendi seis imóveis no Exterior para compradores brasileiros”, diz ele. Zak Zak nota como os preços compensam na vizinhança. Seu escritório fica na Vila Nova Conceição, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo, onde o metro quadrado de um apartamento de alto padrão pode custar R$ 15 mil em média. Na Flórida, uma propriedade comparável em padrão de construção e em localização sai por R$ 5 mil o metro, um terço do valor paulistano. Essa divergência tem dois motivos, a queda do preço dos imóveis nos Estados Unidos e a valorização do real. Quando a bolha imobiliária americana estourou em 2008, milhares de famílias não conseguiram mais pagar seus empréstimos. Seus imóveis foram retomados e revendidos.

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 por J. R. Guzzo, da revista VEJA

É provável que no futuro os historiadores interessados em estudar o Brasil desta nossa época dediquem boa parte de seus esforços para entender um fenômeno singular: o fascínio das pessoas ligadas ao governo, e dos políticos em geral, pelo jatinho.

Poucas coisas deixam essa gente tão excitada quanto cruzar os céus brasileiros em avião particular, com embarque em separado, horário sob medida e outros confortos não disponíveis nos meios de transporte comuns. É uma atração perigosa, quando se considera quem são os passageiros e quem são os donos dos jatinhos: os primeiros são homens públicos, que têm obrigação de cuidar dos interesses da população, e os segundos são donos de empresas com negócios junto ao governo, que têm como único propósito cuidar dos próprios interessses.

As duas coisas raramente são compatíveis – e por isso mesmo os envolvidos deveriam ficar o mais longe possível uns dos outros. Pode o ocupante de um cargo oficial aceitar presentes de uma empreiteira de obras públicas ou de um fornecedor do governo? Esta na cara que não pode. Mas o que acontece é justamente isso.

( …) É melhor ir parando por aqui: quem acha que algo está errado nisso tudo é acusado de “moralismo” ou de armar um “golpe” contra o governo democrático do PT e seus amigos. Na sentença de Lula, sempre repetida, é coisa de gente que não se conforma com a eleição de um operário para a Presidência da República, não aceita que o povo compre carro ou viaje de avião, não quer que o povo melhore de vida etc.

O mundos dos jatinhos, encantado, concorda e bate palmas.

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  Foi um campanha impressionante.

O Tubarão marcou 49 gols e levou 15. Das 21 vezes em que entrou em campo perdeu apenas um jogo. A tradução desta perfomance eletrizou o torcedor londrinense ao longo do campeonato: o Londrina foi campeão da primeira fase e depois garantiu antecipadamente um lugar no campeonato principal do futebol paranaense no ano que vem.

Ontem, no Estádio do Café, coroando a jornada gloriosa, o Londrina fez um a zero no Toledo e foi campeão da segundona.

Um dos torcedores mais vibrante nas tribunas foi, sem dúvida, o prefeito Barbosa Neto. Artífice da volta do Tubarão, apaixonado pelo time, Barbosa curte a conquista futebolística em meio a um mandato de sobressaltos em outros setores. Para os adversários do prefeito o final feliz do Tubarão é “um caso a parte”. Eles lembram as condições privilegiadas que o empresário Sergio Malucelli impôs para assumir o time:  patrocínio garantido, nenhum compromisso com as dívidas trabalhistas do LEC  e prazo mínimo de 10 anos de exploração da marca. Por ser um investidor, não teve maiores dificuldades em montar um time competitivo: simplesmente trouxe para cá o time do Iraty, também de sua propriedade.

Mas há ações intangíveis e decisivas que ajudam a corrigir uma paisagem de erros.

É difícil vislumbrar o futebol hoje em dia sem a presença de uma forte organização no comando; a cidade entregou a marca do Tubarão em consignação a Malucelli e ele, com seus interesses no setor, retribuiu com um Centro de Treinamento que é considerado um dos melhores do país. O CT, que á a nova casa do Londrina,  será usado por uma seleção estrangeira na Copa de 2014. O time do Flamengo fará ali, pela segunda vez, a sua pré-temporada para o Campeonato carioca de 2012. Especula-se que um famoso time da Turquia passará a trocar jogadores europeus com o Tubarão, numa relação de parceria; dias atrás, vazou o interesse de se construir uma arena no lugar do velho VGD.

Entre acertos e erros, custo e benefício, o futebol está de volta a cidade.

Para os torcedores, é notável alcançar num zoom estonteante a paixão no gramado, o drible, os gols, os novos jogadores deslumbrados com tanto carinho e apoio. Sentem-se ídolos na cidade ( e são), gostam da sensação matadora de proporcionar prazer a massa (como deve ser ), e trazem de volta uma relação misteriosa e encantada que se perdera no caminho.

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Os escombros do Calçadão são considerados um estorvo pela empresa – que retira o peti-pavet do local –  e um problema para a prefeitura, que simplesmente não sabe o que fazer com a montanha de pedras, restos de asfalto, tijolos e velhos paralelepípedos retirada do local.

A nova usina de tratamento de lixo e  resíduos ainda não está habilitada, portanto não pode receber o entulho.

Mas em cidades como São José dos Campos, Curitiba e São Paulo esse “lixo” é matéria-prima valiosa: nestes lugares recicla-se o material de construção imediatamente através de máquinas especiais. Ele é devolvido na forma de massa asfáltica de qualidade e empregado na pavimentação.

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 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, parabenizam Dilma Rousseff pela “faxina” que promove contra os corruptos do governo. Mas o assunto cindiu o tucanato. Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, diz que a presidente foi “atropelada pelos fatos” e é “leniente” com a situação.

Veja esta notícia distribuída pela Agência Senado:

Brasília – Pronunciando-se pela liderança do PSDB, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) chamou de “farsa” o conjunto de ações contra a corrupção no governo federal, e lamentou que parlamentares honrados, ao oferecerem apoio à “faxina”, tenham feito parte do que classificou como encenação. Alvaro Dias criticou as pressões do Palácio do Planalto contra a criação da CPI da Corrupção e lembrou as palavras da presidente Dilma Rousseff, que afirmou que seu programa de governo é “fazer uma faxina contra a pobreza”.

“Imagina-se uma substituição da ética pela pobreza, como se fosse possível eliminar a pobreza de parte do país em meio a tanta corrupção, como se a corrupção não comprometesse a tarefa de eliminar a pobreza nos vários recantos da nação”, disse o parlamentar, que apresentou estatísticas que calculam em R$ 70 bilhões o prejuízo anual do Brasil com a corrupção.

Segundo Alvaro Dias, a presidente foi levada aos procedimentos de limpeza ética porque foi “atropelada pelos fatos”, lembrando que o ministro Antonio Palocci contou com a “blindagem” de Dilma e deixou o cargo sob aplausos e elogios oficiais. Citando os casos dos Ministérios dos Transportes e do Turismo, o senador assinalou que os órgãos de fiscalização do governo não apresentaram denúncias que levassem à investigação oficial de responsabilidades.

“Isso não ocorreu até hoje no governo Dilma. Em nenhum momento um órgão de fiscalização e controle recomendou providências no sentido da correção de rumos e de responsabilização de envolvidos em ilícitos praticados”, afirmou.

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Da FolhaWeb.com

A vereadora Sandra Graça propôs o trancamento geral de pauta na Câmara Municipal de Londrina. A medida inédita na Casa foi defendida ontem durante a sessão. De acordo com a vereadora é necessário que todas as discussões sejam adiadas para que se possa dar prioridade aos assuntos relativos à crise na Saúde local.

”Já temos uma Comissão Especial de Inquérito caminhando, temos uma investigação do Ministério Público, temos investigações na Justiça, vários requerimentos dos vereadores e nada chegou rapidamente e com efeito direto para o cidadão. Nós temos que buscar alternativas, trancar a pauta e chamar para cá todos os que possam ajudar nessa discussão, os que têm poder de decisão”, disse Sandra Graça. ”A gente fica acreditando que as nossas demandas documentadas e verbalizadas vão gerar algum resultado e até agora nada. Nós precisamos de uma etapa um pouco mais agressiva”, defendeu a vereadora.

Caso a proposta da parlamentar seja aceita, as votações só devem ser retomadas depois que o Executivo tiver algum encaminhamento concreto para enfrentar a crise do setor. Desde o ano passado a Saúde em Londrina vem enfrentando momentos críticos e que chamaram, inclusive, a atenção do Governo do Estado. LEIA MAIS

Foto/ArquivoFolhadeLondrina

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O argumento de alguns vereadores de que, mesmo com o aumento de vagas, não ocorrerá maiores custos para a Câmara não é correto.

A Câmara tem o direito de receber 4,5% do orçamento do Município para suas despesas. Acontece que todos os anos o orçamento da prefeitura cresce devido ao aumento na arrecadação de impostos.

Em 2010 o Orçamento foi de R$ 829.948.000,00

Já para este ano a previsão é de R$ 1.016.313.000,00, crescimento bem acima da inflação do período que foi de 5,91%

Ou seja, a Câmara passa sim a receber mais.

Esta é a matemática.

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É o que gostam de apregoar os políticos da coligação governamental, inclusive os do PT. “A Presidente não conversa!”, “não faz política!”. Tais mantras escondem uma ameaça: se continuar assim, estrepa-se. O temperamento de Dilma realmente se opõe ao derramado Lula ou ao afável FHC. Ela sorri pouco. Não joga conversa fora. Mas as tais “conversas” de que gostam os políticos sabe-se o que são: tergiversações em torno do toma-lá-dá-cá. Querem mesmo conversar? Sugestão: que a presidente os chame para reuniões com pautas determinadas e transmitidas pela TV. Os tema seriam a educação, a saúde, a infraestrutura, a crise mundial. Os país avaliaria se eles têm mesmo o que conversar. O isolamento pode se reverter contra quem o invoca. Isolados ficarão os fisiológicos e pervertidos, se bem conduzida a obra de sanitização dos costumes nacionais”.

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A independência da mulher, a rebelião do proletariado e outros temas sociais, além de uma Catherine Deneuve magnífica: esta a linha de frente da divertidíssima comédia ligeira Potiche – Esposa troféu (em exibição no cine Com-Tour).  

( … ) Ambientada numa cidade provinciana na França de 1977, este mais recente filme do prolífico diretor François Ozon combina o artifício teatral com a comédia almodovariana sobre essas mulheres rebeladas contra a submissão, a previsibilidade de suas vidas e os preconceitos sociais.( … ) Ela (Deneuve)  é a grande estrela de Potiche no papel de Suzanne, uma conformada dona de casa sexagenária que se dedica ao jogging, a observar bichinhos nas árvores, a escrever poesias em uma cadernetinha e a preocupar-se com os dois filhos adultos. É o que se chama de femme-potiche, a mulher enfeite. Ela não é particularmente entusiasta da longa relação que mantém com Robert, um marido que não presta atenção nela, a menospreza, a deprecia e a engana com sua secretária, enquanto dirige com mão de ferro os 300 empregados de sua fábrica de guarda-chuvas.

Mas um súbito problema com a saúde de Robert, uma greve dos operários e a reaparição de um velho amante de Suzanne e atual deputado do Partido Comunista (Gerard Depardieu) mudam o rumo das coisas. ( … )

O diretor Ozon, que desde sua estréia em 1998 faz pontualmente um filme por ano, pela primeira vez deixa de lado seus dramas sombrios, suas famílias disfuncionais e seus personagens desesperançados e se lança à comédia frugal e amável. ( … )

Não há como negar que tudo parece orquestrado para o brilho intenso de Catherine Deneuve. A atriz está extremamente confortável neste tipo de papel ambíguo de mulher pusilânime e superficial, mas na verdade soberana e independente. Se a proposta de Potiche tem certo ar de superficialidade, ligeireza e aparenta um look démodé, podem ter certeza que o filme tem consciência disto. Mas o aporte desta dupla legendária que se conhece e se afina tão bem traz à história um plus: o tom satírico que apimenta a fábula político-feminista, olhando mais além da óbvia crítica ao machismo burguês e à hipocrisia. Potiche, afinal, é uma exaltação às mulheres que se negam ao papel frágil e decorativo de um jarro de porcelana a que se refere o título original. E dá seu recado: nunca é tarde para (re) encontrar um objetivo e um sentido para a vida.

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Lá no fundo, a presidente Dilma Rousseff  deve estar adorando os resultados da ”faxina” que empreende aos corruptos mais visíveis do seu governo.

Pela força do cargo, por depender de um congresso na maior parte fisiológico e de aliados vorazes no ataque aos cofres públicos, Dilma, veja só,  mostra manha e sutileza ao alegar que desconhecia as operações da Polícia Federal. Os sociólogos chamam isso de “sabedoria do poder”, e a presidente andou aprendendo as lições rapidamente. Com jeitinho faz as coisas caminharem para o rumo que se deseja,  sem que seja preciso ficar trovejando que  é a mãe da matéria.

O combate a corrupção costuma sensibilizar especialmente a classe média, sempre repleta de contradições, e esta classe está mais ampla e diversificada, abrigando trabalhadores extratos secundários interessados em novos valores. O discurso anti-corrupção passou a envolver muito mais gente. Dilma tem pesquisas e deve saber disso. Basta conferir como a  oposição fica desnorteada e sem discurso diante da ação da presidente. O único problema à vista é cuidar para que o governo de Lula (o omisso)  não seja manchado pelo vendaval de denúncias - dizem os petistas mais pragmáticos.

Veja o que anda acontecendo em São Paulo.  

Kennedy Alencar, da Folha.Com

Nas conversas reservadas com dirigentes do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem defendido que o partido dê apoio à presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção. FHC acha que o PSDB deveria abandonar a articulação para criar uma CPI da Corrupção no Congresso.

O ex-presidente conversou sobre o assunto com os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG). A recomendação foi transmitida ao senador mineiro Aécio Neves, hoje o primeiro da fila tucana para disputar o Palácio do Planalto em 2014.

A presença de FHC no encontro de Dilma com governadores do Sudeste, na quinta, em São Paulo, foi calculada para se transformar num gesto de apoio à presidente. No evento, houve o lançamento do projeto “Brasil Sem Miséria” para a região.

Na visão de FHC, se o PSDB bombardear Dilma agora, o principal efeito será torná-la refém dos setores mais fisiológicos e atrasados de sua base de apoio no Congresso. Mais: reforçar Dilma diminuiria a possibilidade de uma eventual candidatura presidencial de Lula em 2014.

FHC tem se chocado com o ex-governador José Serra, candidato derrotado por Dilma na disputa presidencial do ano passado. O ex-presidente discorda do tom oposicionista mais duro de Serra, que, hoje, está isolado no PSDB

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Da agência France Press

Identificação de 17 anticorpos pode revolucionar busca da cura da doença que já matou 30 milhões de pessoas no mundo

Paris – Cientistas que pesquisam o vírus HIV afirmaram ter identificado 17 anticorpos poderosos, cuja descoberta abriu caminhos valiosos na busca por uma vacina contra a Aids. Anticorpos são a infantaria do sistema imunológico e atacam invasores que podem ser micróbios ou vírus, marcando-os para serem destruídos por células ”assassinas” especializadas.

Munir anticorpos de forma a reconhecer patógenos faz parte do manual de produção de vacinas, mas tem provado ser algo extremamente difícil no caso do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), que causa a Aids.

Os novos anticorpos ”amplamente neutralizantes” são a maior descoberta feita até agora e também são muitas vezes mais poderosos do que os descobertos anteriormente, afirmaram os cientistas em um artigo publicado na edição desta quinta-feira da revista britânica Nature.

”A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às respostas dos anticorpos para funcionar de forma eficaz”, explicou Dennis Burton, do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia.

Segundo a Iniciativa Internacional para a Vacina da Aids (IAVI, na sigla em inglês), uma ONG internacional patrocinadora das pesquisas, a busca por anticorpos neutralizantes do HIV seja ”talvez o maior desafio” enfrentado por produtores de vacinas.

Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos, um feito perecido com procurar agulha em um palheiro, pois apenas um número muito pequeno de pessoas produzem estas poderosas moléculas.

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Do Londrix.com*

Cientistas britânicos dizem ter descoberto de que forma células cancerosas conseguem sair de tumores e se espalhar pelo corpo, um avanço que abre caminho para o desenvolvimento de drogas que impeçam o alastramento da doença.

Os pesquisadores, do Institute of Cancer Research, em Londres, Inglaterra, dizem ter identificado uma proteína conhecida como JAK que ajuda as células cancerosas a gerar força necessária para o alastramento.

Em artigo publicado na revista Cancer Cell, a equipe diz que as células se contraem como músculos para gerar a energia que permitirá que se movam, forçando seu caminho pelo organismo. Quando um câncer se espalha – um processo conhecido como metástase - ele se torna mais difícil de tratar, já que tumores secundários tendem a ser mais agressivos.

Estima-se que 90% das mortes provocadas pelo câncer ocorram após a metástase – o que torna imperativo que o processo de alastramento da doença seja controlado. Após estudar substâncias químicas envolvidas no processo de alastramento das células em melanomas – câncer de pele -, a equipe concluiu que as células cancerosas se alastram de duas formas.

Elas podem forçar sua passagem para fora de um tumor ou o próprio tumor forma corredores por meio dos quais as células podem escapar.

O líder do estudo, Chris Marshall, disse que ambos os processos são controlados pela mesma substância.”Existe um padrão comum de uso da força gerada pelo mesmo mecanismo, uma mesma molécula, chamada JAK“, ele disse. A proteína JAK já é conhecida por especialistas que estudam o câncer. Ela já foi, por exemplo, associada à leucemia. Por conta disso, já há drogas sendo desenvolvidas para atuar sobre ela.

“Nosso novo estudo sugere que essas drogas possam, talvez, interromper também o alastramento do câncer”, disse Marshall.

Fonte: BBC

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Da Folha de Londrina

Hoje são mais de 700 sites que oferecem descontos de até 90% na compra de produtos e serviços; alguns negócios têm dado dor de cabeça aos clientes

Quem está inserido no ambiente da internet sabe. A velocidade com que as coisas acontecem é enorme. Um ano é quase uma eternidade. E está fazendo pouco mais de um ano do aparecimento da onda da compra coletiva. Uma das primeiras empresas a oferecerem o serviço de intermediação das ofertas coletivas foi a Peixe Urbano. Depois vieram Click On, Clube Urbano, Imperdível, Oferta Única, Goupalia, Groupon, entre outras. Hoje são mais de 700 sites. 

Estes sites oferecem descontos de até 90% na compra de produtos e serviços. Parece mágica, mas esta mágica está dando dor de cabeça para muitos clientes atraídos pelas promoções. E o pior: empresas que imaginavam ser uma ótima estratégia de marketing para atrair e fidelizar novos clientes estão percebendo que, em muitos casos, ocorre exatamente o contrário.

”Nós temos orientado os empresários que vendem serviços e produtos, através das compras coletivas, para que façam uma avaliação criteriosa para saber se realmente a empresa dele será beneficiada. A vantagem desse sistema é que, às vezes a empresa tem produtos em estoque e precisa fazer girar rapidamente a mercadoria. O sistema também é usado para atrair novos clientes e fazer a empresa ser conhecida. Só que o empresário tem que entender que o cliente que é atraído pelas compras coletivas precisa ter o mesmo tratamento do cliente normal. Sem preconceito. Caso contrário, a imagem da empresa fica arranhada e ele pode perder outros clientes”, diz o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odetto Esquiante.

O site Reclame Aqui, especializado em receber denúncias de internautas contra empresas, já registrou, desde julho de 2010, mais de 4 mil reclamações contra os sites e empresas que oferecem os serviços. Os consumidores reclamam que muitas ofertas são mal explicadas, de atrasos na entrega e até discriminação.

Em Londrina, segundo Marcelo Esquiante, várias pessoas estão reclamando da discriminação ocorrida em restaurantes e outros fornecedores de serviços. ”A pessoa chega com o cupom do desconto e o garçom trata com diferença o cliente porque ele veio através da compra coletiva. A mulher vai ao cabeleireiro e não recebe o tratamento adequado. Já ouvi vários casos como esses de pessoas que frequentam o Sescap-Ldr. Isto é muito ruim para as empresas porque o cliente que não recebe o tratamento correto espalha a informação fazendo propaganda negativa contra a empresa. Isto tem ocorrido com frequência”, diz Esquiante.

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