Arquivos de novembro de 2011

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Do leitor atento aos fatos

É besteira construir outro estádio em Londina.Vai se gastar dinheiro desnecessariamente. Poderiam, ao invés disso, construir um grande clube campestre com piscina, campo de futebol e etc para a população da zona norte em especial.

E por que é desnecessário mais um estádio?

Simplesmente por que Londrina já tem o Café que fica encostado nos Cinco Conjuntos (onde o Cincão obviamente poderia mandar seus jogos). Tem também o VGD e o da Vila Santa Terezinha e todos eles normalmente ficam ociosos, sobrando espaço.

Então, pra que mais um?

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Evaldo Ulinski e a esposa Nylcéia

Empresário alega ter sido vítima de um golpe e chama socialite  VAL MARCHIORI de “lunática”, “promíscua”, “chantagista” e “calculista”

Bia Sant’Anna, iG Gente | 29/11/2011

Um caso de uma noite só. É assim que o empresário Evaldo Ulinski, dono do frigorífico Big Frango, descreve sua relação com a socialite e repórter de Amaury Jr., Val Marchiori, com quem tem dois filhos, os gêmeos Eike e Victor, de seis anos.

Casado há 41 anos com Nylcéia Ulinski, que também falou ao iG, Evaldo diz que a ex é “lunática, fria, calculista e promíscua”: “A conheci por intermédio de seu amante na época, um empresário londrinense. Este é o negócio dela, ser amante de homens casados e bem-sucedidos”.

Val tem outra versão dos fatos e já briga na justiça por seus supostos direitos. “Eles estão casados no papel? Sim, mas Evaldo sempre viveu comigo. Ela (a mulher do empresário, Nylcéia) está com medo de dividir o dinheirinho dela, mas vai ter que dividir, sim. Porque quem foi mulher dele durante oito anos fui eu. E vou provar. Tenho fotos de tudo, tenho vídeos de tudo”, disse ao iG.

Val diz que o seu relacionamento com o empresário terminou há dois meses porque ele estaria incomodado com seu sucesso – ela também é a estrela do reality show “Mulheres Ricas”, da Band, com estréia prevista para janeiro de 2012. “Que sucesso? O sucesso da mentira? Enganando todos os veículos de imprensa e a sociedade paulistana? Ela me elegeu como um trampolim para a sua ascensão profissional e social porque jamais teria espaço em qualquer lugar se não tirasse proveito de meu nome”, responde o empresário. 

CONTINUA

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O PSDB, partido que se considera agraciado por S. Francisco de Assis e tem entre seus membros muitos anjos, figuras celestiais e personagens imaculados, além, é claro, de um passaporte carimbado para o céu, resolveu bater no PT lembrando que há alguns anos Duda Mendonça ( sempre ele) fez uma propaganda impactante para os petistas, denunciando a corrupção no país.

De lá para cá como estamos?

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 Da Agência O Globo

A revista americana “New Yorker” traz na edição desta semana uma reportagem sobre a presidente Dilma Rousseff em que traça o perfil da primeira mulher eleita para o mais alto cargo do Executivo no Brasil. O autor da reportagem relembra a atuação de Dilma contra a ditadura, informando que ela foi presa e torturada durante o regime militar.

“O Brasil é governado por ex-revolucionários sem remorso (sic), muitos dos quais, incluindo a presidente, foram presos por anos por serem terroristas”, diz o texto

Ao falar da gestão da presidente, a quem elogiam dizendo ter “uma presença forte”, a revista destaca os escândalos, mas não mira na presidente: “Ninguém acredita que Dilma é corrupta, mas ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que se demitiram”, diz a reportagem.

Entre frases que destacam o crescimento da economia brasileira, a publicação diz que 28 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza na última década e que o país tem um orçamento equilibrado, dívida e inflação baixas e atinge quase o pleno emprego. Mas também fala de aspectos negativos.

“O governo central é muito mais poderoso que nos Estados Unidos. Também é muito mais corrupto”, afirma a revista, dizendo que o Brasil é “caoticamente democrático e tem uma imprensa livre”.

“A criminalidade é alta, as escolas são fracas e as estradas são ruins”, completa

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Bia Sant’Anna,  do IG Gente

Que bafão, hein?”.

É com aparente bom humor que a socialite Val Marchiori começa falando sobre as críticas que recebeu de Nylcéia Ulinski, casada há 41 anos com o empresário Evaldo Ulinski. Ele é dono da Big Frango, negócio bilionário do ramo frigorífico, e também pai dos dois filhos de Val, os gêmeos Eike e Victor, de seis anos. 

 ”Se ela se sente traída, vá procurar seus direitos, mas não venha denegrir minha imagem. Também, o que uma velha vai falar? Bem de mim? Tenho pena dela, só isso”, continua Val. 

As duas, que até recentemente conviveram com a situação sem trocar farpas na imprensa, entraram em choque depois que Val anunciou na última terça o fim de seu relacionamento com Evaldo. Nylcéia reagiu: “Cansei de ver essa mulher delirar e me manter calada. Segundo a mente criativa da Val Marchiori, ela e o meu marido viviam juntos desde 2003 e agora se separaram! Ele nunca saiu de casa. Ela quer promoção? Que faça isso usando suas peças íntimas e não a minha família!”, disse em entrevista ao iG na quinta-feira (24).

a socialite, que vai estrelar um reality show na Band, garante que a relação entre ela e Evaldo sempre foi além do cuidado com os filhos: “Eles estão casados no papel? Sim, mas o Evaldo sempre viveu comigo. Ela está com medo de dividir o dinheirinho dela, mas vai ter que dividir, sim. Porque quem foi mulher dele durante oito anos fui eu. E vou provar. Tenho fotos de tudo, tenho vídeos de tudo”. 

Veja a entrevista completa com Val Marchiori:

iG: Como você recebeu as declarações da mulher do Evaldo, Nylcéia? Ela falou entre outras coisas que você delira, mente…
Val Marchiori:
Não quero bater boca. Ela se sentiu traída a vida inteira, né? Coitada… Ela está com medo de dividir o dinheirinho dela? Mas vai ter que dividir, sim. Porque quem foi mulher dele durante oito anos fui eu. Tenho como provar isso e vou provar.

Então você teve, de fato, uma ligação amorosa com o Evaldo nos últimos anos?
Val Marchiori: Querida, imagina… O Evaldo vivia comigo e São Paulo inteira sabe disso. É só você ligar para os melhores restaurantes da cidade. Liga para o Giancarlo Bolla, para o Rogério Fasano, eles podem confirmar. Quando eu estava grávida ia ao Antiquarius com ele, lembro eu barriguda indo no La Tambouille. Evaldo nunca escondeu de ninguém que eu era mulher dele

iG: Mas ele continuou oficialmente casado com a Nylcéia…
Val Marchiori: Sim, mas ele sempre viveu comigo. Tenho fotos de tudo, vídeos de tudo. Desde o nascimento das crianças, a gente se beijando, a gente na praia, no barco. Passamos juntos réveillon, batizado, aniversário. 

iG: E por que ele nunca te assumiu, se casou no papel?
Val Marchiori:
Ele não separava no papel por dinheiro. Porque ele queria vender a empresa e abrir as ações, então não podia separar porque o divórcio quebraria a empresa. Mas ele vivia comigo. Agora não sei se ele voltou com ela, se foi procurar asilo com a velha. É problema dele, isso agora faz parte do meu passado.

iG: Por que terminou o relacionamento?
Val Marchiori:
Faz dois meses que estamos separados. Eu larguei dele, eu que terminei. Chega uma hora que a gente tem que ter vergonha na cara. E eu tenho. Queria mais! Enquanto eu estava vivendo a vida dele, sem trabalhar, sendo só esposa, ele tava feliz. Quando eu comecei a trabalhar e a aparecer na mídia, ele começou a ficar incomodado.

 Ele se incomodou com a sua fama?
Val Marchiori:
Sim. Muito! Como qualquer homem inseguro. Evaldo sempre me amou e muito, mas se sentiu incomodado com o meu sucesso. Foi esse o motivo da minha separação.

iG: Como era a sua relação com o Evaldo?
Val Marchiori:
O Evaldo era todo juras de amor. No meu aniversário em 2009 a gente deu uma festa e convidou o prédio inteiro, todo mundo foi. Ele fez declaração de amor lá. Tava o Amaury Jr., o Moacyr Franco, que ele contratou, que ele adora, e até cantou junto com ele. 

iG: O que você tem a dizer sobre ele?
Val Marchiori:
Ele faz parte do meu passado, mas os filhos são pra sempre. E ele é um bom pai, foi um excelente marido. Está sempre aí, falando com as crianças, participa de tudo, vai na escola dos meninos. Não tenho nada contra ele. Temos um bom relacionamento, nos falamos todos os dias e se eu quisesse voltar, ele voltava, mas eu não quero. Quero seguir uma carreira, ter minha vida, porque sempre trabalhei.

iG: O apartamento em que você mora foi comprado por ele? (Val Marchiori vive em um apartamento de 920m2, avaliado em R$ 15 milhões, nos Jardins)
Val Marchiori:
Sim, nós compramos juntos, na Inpar, com a Fátima Franco. Ele estava comigo. Ele que pagou tuuudo. 

Ele pagou tudo?
Val Marchiori:
Tuuuu… Não, eu paguei 50% e ele 50%. Mas está no meu nome. Eu tenho como provar.

iG: Além do apartamento ele te deu algum outro bem como carro, casa na praia, avião?
Val Marchiori:
A gente tem ‘n’ coisas, que nem vou falar. Mas ele me deu tudo. E eu, na verdade, já tinha muita coisa também, porque sempre trabalhei. Estou falando: não preciso dele pra viver.  

Continua

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O RADIALISTA FIORI LUÍS não tem poupado o prefeito Barbosa Neto de críticas picantes.

NA SEXTA-FEIRA, em seu programa diário das 17 hs na Rádio Paiquerê AM, ele o chamou várias vezes de “reizinho” e “ditador”. Para Fiori, o prefeito é esperto: estimula “discussões estéreis” sobre a Lei da Muralha, por exemplo, e espalha fumaça para esconder o que seria a verdadeira razão de seu interesse:  evitar ser julgado por uma comissão processante da Câmara de Vereadores. Será?

 - Estão dizendo que tem muito vereador sendo cooptado para não criar esta comissão processante, que tem vereador conversando, arranjando empregos para apaniguados – bradava o radialista naquele final de tarde.

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NO SÁBADO, A MESMA RÁDIO PAIQUERÊ fez um debate sobre a situação das obras urbanas na cidade. Compareceram vários secretários municipais para escarafunchar uma agenda conhecida: buracos, bosque, transporte coletivo. Todos os secretários elogiaram repetidas vezes a gestão da qual participam e elevaram o nome do prefeito às alturas. Um deles foi muito franco: “Tenho que elogiar o meu patrão…”. O rádio é fantástico, permite ao ouvinte compreender situações apenas através da modulação de voz. Por derramarem uma bacia de elogios sôfregos ao chefe deu a impressão de que ele a tudo acompanhava. Como um grande big-brother conferia atentamente de algum lugar o desempenho de seus subordinados na área do inimigo (pois a rádio Paiquerê  é considerada  um território da oposição) - portanto, se era aissm mesmo, coitado do infeliz que se rendesse ao sorriso “manipulador” do anfitrião sem demarcar posições.

AGNALDO ROSA, O CORINGA DA ADMINISTRAÇÃO, eterno secretário, sobressaiu na mesa lançando opiniões categóricas sobre quase todos os assuntos. Mas até mesmo o infatigável Agnaldo, cuja fidelidade atual ao prefeito ninguém duvida, entende que os limites não podem ultrapassar a faixa do aceitável: no recente acidente de trânsito em que Barbosa se envolveu (Agnaldo estava no carro de trás), ele não disse em nenhum momento que o prefeito estava certo e cruzou a via no sinal verde. Agnaldo disse que se abaixou para mexer no rádio, depois viu o prefeito saindo e foi atrás. E só.

NA RÁDIO PAIQUERÊ ele meio que respondeu de raspão as críticas que a prefeitura vem recebendo: “somos humanos, falíveis, nós também erramos” . Acrrescentou que se tratava de um pecado  perdoável, um pecadinho, ”porque queremos acertar” e “o prefeito é um homem de ação que está transformando Londrina e etc…..”. Agnaldo disse que o projeto do bosque será discutido com a cidade; alguém lembrou que Barbosa, obcecado com a tal rua, fechou questão.  Agnaldo pigarreou,  constrangido, disse que não era bem isso, certamente tudo será discutido e coisa e tal…

AGNALDO FAZ O ESTILO tocador de obras” numa gestão centralizadora e com  pouca  inserção junto a sociedade civil organizada;  parece ser o único com  permissão para falar com mais liberdade. Tem experiência e a memória de muitas gestões;  fã declarado do ex-prefeito Dalton Paranaguá,  impaciente com a bucrocracia, mostra empenho para atender as reivindicações que lhe chegam.                                   

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O DONO DA RÁDIO, JB FARIA, que interpelava diretamente os participantes, era o mais ansioso. JB frequentemente denuncia que em Londrina os problemas se repetem,  não há continuidade nas ações públicas, sem falar no desperdício, na falta de consciencia dos vereadores, corrupção na prefeitura…. O radialista lembrou que a presidente do IPPUL Regina Nabhan havia dito que o dinheiro para as obras de revitalização do bosque não estava asssegurado: então aqueles desenhos coloridos mostrando alamedas dentro do Bosque eram somente uma ficção? Realmente, disse Nabhan, para este ano ano não havia dinheiro, mas a partir de janeiro começa a valer o orçamento de 2012, e aí…

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UM OUVINTE QUESTIONOU a qualidade do asfalto em Londrina. Por que não aplicavam concreto (como Curitiba e São Paulo) nas ruas de tráfego pesado com onibus e caminhão? Responderam que não havia dinheiro para isso, seria preciso um recurso-extra de Brasília, mas que o asfalto da usina municipal era de padrão nacional, de boa qualidade, etc…

NO FINAL, AGNALDO E JB deram uma trombada (os dois falam mais que o homem da cobra). Deu para perceber que o Agnaldo saiu resmungando do estúdio. JB engatou as despedidas e chamou o programa de esportes.

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De temperamento imprevisível, Barbosa Neto lida com uma imensa rede de demandas e necessidades que é atirada de sopetão todos os dias  no colo da administração pública.

Londrina cresceu e a máquina envelheceu. Como ficamos?

 A informação, resgatada pelo Jornal de Londrina, dando conta de que certas áreas do executivo operam sob ”Estado de Emergência”, há mais de um ano, é preocupante sob muitos aspectos.

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Depois de brigar com meia cidade por causa do Bosque, divulgar informações contraditórias e desencontradas sobre como pretende viabilizar a obra, a Prefeitura de Londrina, baseada sabe-se-lá em quê, teimosamente mantém o propósito de reabrir uma rua no local “para desafogar o grande tráfego das imediações”.

Pode ser que o  prefeito Barbosa Neto esteja caminhando para ficar isolado num novo episódio de repercussão urbana.

Primeiro, porque não tem o hábito de debater antecipadamente idéias e projetos (embora os políticos adotem o sofisma de que são participativos); segundo porque parece ver atrás de cada crítica o gesto insidioso do inimigo; e terceiro porque aparentemente não digere bem as questões controversas.

Mas a confusão em torno do Bosque aponta uma saída positiva, muito além do hábito precocemente velho do alcaide de não ceder em nenhuma circunstância. Barbosa, justiça seja feita, tem sido o único prefeito dos últimos tempos a mexer com o trânsito e a valorizar o IPPUL; poderia fazer a revitalização do Bosque (é o que a comunidade espera, é o que parece mais sensato) sem se preocupar em abrir uma rua no local, até porque nem os técnicos parecem achar isso muito relevante.

Por que não inverter as prioridades? Como não há dinheiro para fazer as duas coisas ( abrir uma rua e revitalizar o lugar ) fiquemos com o pedestre e com o lazer. Eis aí uma questão verdadeiramente crucial para o morador do centro.  O problema do tráfego pode ser inserido num projeto global do centro, ou não pode? Garante-se primeiro a qualidade de vida – e resguarda-se corretamente o lote original de espécies nativas que a cidade preserva desde 1934, protegendo-o um pouco mais do monóxido de carbono e dos hidrocarbonetos venenosos lançados pelos canos de escape.

Alguém já disse que um suspense seguido de redenção pode ser instrutivo e motivador. 

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Quando tudo isto acabar voltaremos as nossas pequenas batalhas, às picuinhas, aos escombros do dia a dia, retemperados pelos bons fluidos e a gostosa sensação de que, de migalha em migalha, de galho em galho, de bosque em bosque, progredimos na luta ecológica.

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Folha de Londrina

( … )  A própria Controladoria-Geral do Município (CGM) recomendou à CMTU em julho de 2009 – logo no início do governo do prefeito Barbosa Neto (PDT) – a realização de licitação para os serviços de limpeza pública.

Porém, os serviços continuam sendo executados por meio de contratos emergenciais.

Juntas, as empresas MM Consultoria, da Bahia (responsável pela coleta do lixo domiciliar, varrição, lavagem do Calçadão e das ruas onde são realizadas as feiras livres), a Visatec, de Londrina (capina e roçagem), e a Revita, de Porto Alegre (operação da Central de Tratamento de Resíduos), recebem cerca de R$ 3 milhões mensais.

Somente no governo de Barbosa, as três empresas já receberam cerca de R$ 90 milhões, sem licitação ( … ).

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O ministro do Trabalho Carlos Roberto Lupi é um osso duro de roer.

O que não o impede de exalar um forte cheiro de queimado.

Lupi pode escapar da degola até o mês de janeiro se Dilma Rousseff aceitar a tese de que há dentro do PDT um plano maléfico para comprometer as boas relações do partido com o Planalto. 

Uma parte do PDT contesta a liderança de Lupi. Sua saída, agora, representaria a vitória dos “oportunistas”.

O deputado e  líder sindical Paulinho Pereira, na foto com o (por enquanto) ministro, é um dos cabeças dessa turma. Estaria fazendo jogo duplo: nas sombras alimenta a crise no ninho do partido; pela frente se diz um fervoroso defensor de Lupi. As coisas seriam melhores para Dilma, avaliam os petistas, se o ministro milongueiro do PDT fosse defenestrado de um modo que não ameaçasse a basealiada.

Desgastados pela demissão em série de ministros importantes, setores do PT dizem que é preciso dar “um basta” as denúncias da mídia. Falam que o governo precisa de uma agenda própria. Qual? As denúncias de corrupção são uma via de mão dupla: a mídia se fortalece quando as publica e Dilma se valoriza quando assina as execuções. Por que não aproveitar o momento e se posicionar de modo mais firme e claro nesta matéria?.

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Ricardo Rodrigues, do Estadão

A ex-primeira dama do País, Rosane Collor, cobra uma indenização de R$ 300 mil do ex-marido, o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB/AL), por conta de um divórcio litigioso que já se arrasta há anos na Justiça. O processo corre em segredo de justiça. O débito, de acordo com Rosane, é referente a pensões atrasadas, que ficaram em aberto desde que a Justiça estipulou o valor da pensão mensal que ela iria receber a partir de janeiro deste ano, quando ganhou a ação movida contra o ex-marido na Justiça Estadual de Alagoas

Na época o ex-presidente alegava que tinha uma renda mensal de R$ 25 mil, mas para Rosane esse valor é irrisório diante do padrão de vida do ex-marido. “Como ele diz que ganha R$ 25 mil e tem quatro casas… Casa em Maceió, casa em Brasília, casa em São Paulo… Tem casa em Miami. Uma pessoa que retira, como ele disse que retirava, disse na Justiça, que tirava R$ 25 mil, como mantém quatro casas?”, questionou Rosane em entrevista à imprensa. Segundo ela, a situação do ex-marido é “privilegiadíssima”. “Ele não paga por que não quer, pois R$ 300 mil não é nada para ele”, acrescentou.

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Não é fácil ser Gilberto Carvalho, o confidente, o estafeta, o bombeiro das situações difíceis, o faz-tudo.

Escalado também para ser um personagem a moda dos capelões militares, que se vestem de preto e vão até os infelizes transmitir-lhes as más notícias, Carvalho mostra força dramática e versatilidade na nova função,  como se pode ler na nota abaixo, de Lauro Jardim, da revista VEJA..

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Carlos Lupi balança forte, mas ainda não foi chamado para uma conversa com Gilberto Carvalho, que é a senha para a demissão. Ele é uma espécie de carcereiro que dá o aviso da degola aos que receberam pena de morte.

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A conversa definitiva que Gilberto Carvalho teve com Orlando Silva para selar sua demissão, na manhã de 26 de outubro, foi marcada por muitas lágrimas — todas elas, vertidas por Carvalho.

Em seu gabinete, estavam também Renato Rabelo, presidente do PCdoB, e os líderes no Senado e na Câmara, Inácio Arruda e Osmar Júnior. Lá pelas tantas, depois de dizer que a onda de revelações que VEJA, secundada por alguns jornais, divulgava constrangia o governo e que seria razoável se Orlando pensasse em se demitir — um jeito sutil de dizer “rua” — Carvalho caiu num choro copioso.

Os comunistas entenderam o recado de Carvalho. Mas não o pranto. Uns acharam que eram lágrimas de crocodilo. Outros que era “o choro de Judas”.

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Difícil acreditar que o atual ministro do Trabalho Carlos Roberto Lupi vá permanecer no posto, depois daquela frase arrogante e desafiadora: – Só saio daqui a bala!.

Discretamente advertido pelo palácio do Planalto, o ministro afinou em mesuras e salamaleques. Disse que não quis afrontar a presidente Dilma Rousseff. Seu alvo eram os caluniadores, os que acusam sem provas, que promovem linchamentos…

Mas Lupi, ainda que esperneie, não reúne mais condições para permanecer no Ministério com um mínimo de altivez. ”Só saio daqui a bala” é uma frase tão infeliz e desastrosa que certamente grudará nele pro resto da vida; remete ao pior tipo de política, quando a autoridade (comissionada) se confunde arbitrariamente com o cargo. Ele está em plena metamorfose para virar um morto-vivo.

 Dilma Rousseff, ao seu modo, tem se livrado de algumas tranqueras do Ministério, aprendendo (a) a comer com sal, (b) não ceder a paixões (o domínio sobre si própria) e (c) fazer falsos elogios ao que vai morrer. Se a sociedade é postiça, que dirá a política…..

Uma tarefa nada fácil para uma ex-guerrilheira, de espírito de ferro,  que está tendo de assimilar truques de sobrevivência sutis que uma dona-de-casa comum, educada nas convenções domésticas clássicas, encontra fácil, fácil, em qualquer salão de beleza, ouvindo as clientes falarem do matrimônio e da relação com parentes, amigos e filhos. Dilma, em sua posição, terá de ser uma esponja. 

Está se fortalecendo politicamente, é elogiada hoje até mesmo pela classe média conservadora que forma ao lado do PSDB. O PT não priorizou o combate a corrupção. Um de seus erros trágicos. Ao menos para reencontrar-se, o PT não deveria parar de afagar Sarney e Collor e de legitimar o que há de mais atrasado emblematicamente no país?  Mesmo que isso trouxesse instabilidades iniciais devido ao poder atávico dos coronéis?  Nada mais consagrador na política do que simbolizar a renovação e a mudança. 

Todos os ministros que estão caindo fora são um legado de Lula. Dilma está montando o seu Ministério. Lula  sabia que uma hora isto ia acontecer, embora a vaidade o tenha tentado a ser uma figura onipresente na vida de sua sucessora. Sua vaidade só não foi maior que o traquejo de sindicalista que o impede de brigar com as circunstâncias.

Como um índio ele sabe farejar o vento.

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Da Folha de Londrina

Stefano Marzocchi será o responsável pelo projeto de construção do estádio do Cincão Esporte Clube

O engenheiro italiano Stefano Marzocchi visitou ontem o local onde a diretoria do Cincão Esporte Clube pretende erguer sua arena. Ele conheceu a área de quase 16 mil metros quadrados localizada no Conjunto Luís de Sá, na Zona Norte de Londrina, e prometeu erguer um ”caldeirão” vermelho e branco por lá.

”Vai ser a ‘Bombonera do Cincão”’, brincou o italiano, comparando à pressão exercida no estádio do Boca Juniors. O projeto é levantar um palco para 5 mil torcedores, em estilo moderno e aconchegante. O custo está avaliado em R$ 1,5 mi. A ideia do presidente do clube, Gilberto Ponce, é vender o nome da arena para levantar toda ou uma parte dos recursos.

Marzocchi também já trabalhou com observação de jogadores e deve indicar o zagueiro Fernando, do Cincão, para um clube europeu.

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Há gente reclamando do Governo Federal porque este agora só libera verbas para cidades vítimas de calamidades se as justificativas forem muito factíveis.

 O que aconteceu? O que vai ser feito? Quanto vai custar?

Esta exigência ( na verdade um ato de cautela elementar) ganhou vulto com as enchentes que assolaram a paisagem carioca nos últimos verões, especialmente na grande cheia que varreu Petrópolis e cercanias. Mais uma vez o dinheiro ficou pelo meio do caminho. Ou foi mal-aplicado. A nova regra para a liberação de verba é absolutamente necessária. Como o dinheiro vem a fundo perdido e há dispensa de licitações, em função das intempéries, muitos políticos aproveitavam e faziam seu rega-bofe.

O procedimento ainda não é o ideal mas serve para que os técnicos federais estimem os custos do socorro com base na cotação local e regional de preços. E também corrige um pouquinho (mas um pouquinho só) da fiscalização – vergonhosamente nula – do Governo federal.

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Num trecho da rua Sergipe homens e máquinas movimentam-se para mudar a paisagem daquela que á principal passarela do comércio central de Londrina.

O problema é que resolveram privilegiar o trânsito de ônibus e veículos ao invés de facilitar a vida de quem consome.

As calçadas serão estreitadas – mamma mia!- e as ruas alargadas -não para que se abra um grande calçadão, como recomendam as tendências urbanas das cidades mais avançadas – mas para que os ônibus possam passar em dupla, emparelhados, ou em trio, de uma vez só.

Dá pra imaginar o fumaceiro de óleo diesel no ar e as pessoas se espremendo com crianças e pacotes na pequena lâmina de passeio que restará ao contribuinte, este ser miserável a quem se sonega o tempo todo o espaço de viver condignamente.

Vitória dos comerciantes mais cobiçosos, da dispersão do poder executivo  e da volúpia da empresa municipal de ônibus?

Da população consumidora com certeza não é.