Arquivos de dezembro de 2011

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Gilvan Oliveira

Por que vcs não fizeram uma retrospectiva como em 2010?… quero lembrar neste espaço da venda de grandes empresas locais, como a  UNOPAR, CATUAÍ e do sistema gráfico e de ensino do colégio MÁXI. A nossa primeira ENCHENTE também foi inesquecível. E ao invés de apenas  um time de futebol descobrimos que temos três: o TUBARÃO, CINCÃO e  JÚNIOR TEAM. Será que nossas rádios também vão transmitir os jogos deles ou só do tubarão do Malucelli? O prefeito, eu observo, eu acho que ele é um artista, está seguro de que a vida é uma apresentação artística e tenta desempenhar vários papéis. Assim vai se salvando, tocando em frente, cuidando da própria pele. Quero mencionar o delegado MÁRCIO AMARO que está conseguindo reduzir os homicídios com uma política de  prender os mandantes dos crimes e não só os pés de chinelos do tráfico. Ainda não vejo muita lógica nesse projeto Arco Norte porque será a primeira vez que uma solução de logística (um aeroporto regional)  criaria as bases do desenvolvimento econômico e financeiro de um lugar, será que não é o contrário? Dos vereadores eu não vou nem falar porque a imprensa em Londrina faz marcação cerrada em cima deles que, coitados, não podem nem dar, sossegados, aumentos de 100 por cento nos salários…Que  mais? Um abraço para meu colegas de faculdade Natan e e Rodrigo, e um abraço a vcs – Gilvan, ESPERANÇOSO DE 2012

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Esta é nossa última edição de 2011.

Agradecemos a companhia,

o carinho e a confiança. 

Seguimos em meio a tantas mudanças súbitas e vertiginosas no país, nas gerações e no tempo.

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Do site Digestivo Cultural

Trechos do filme “Fragmentos de dois escritores”, com Nelson Rodrigues, bastante raro. Foi feito pelo dramaturgo João Bethencourt (que chegou a lamentar que o filme estivesse perdido), com patrocínio do Consulado dos EUA. João entrevistou Nelson e o dramaturgo norte-americano Edward Albee. Depoimento e cenas de Nelson Rodrigues tomando o famoso mingau contra a úlcera, escrevendo, assistindo Pelé no Maracanã e gravando a mesa-redonda sobre futebol na TV “A Grande Revista Esportiva Facit”. .

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Está no Jornal de Londrina de hoje.

O prefeito Barbosa Neto terá dificuldades para se reeleger.

Quem faz a previsão é um especialista na área, o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo:“Ele (Barbosa) precisa melhorar muito sua gestão se quer chegar lá.”

O JL também publica hoje alguns números fornecidos pela Paraná Pesquisas:  a parcela do eleitorado que aprova a gestão de Barbosa caiu de 42,9% em maio para 36,9%. A desaprovação subiu de 52,5% para 58,7%. Essa variação coincidiu com denúncias de irregularidades cometidas pelo Executivo e problemas na área de saúde.

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Do jornal O Estado de S.Paulo

O governo federal divulgou os dias de feriados nacionais e de ponto facultativo do ano de 2012 para cumprimento pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo. O primeiro feriado nacional é dia 1º de janeiro. Já os dias 20 e 21 de fevereiro (segunda e terça-feira de Carnaval) são considerados ponto facultativo, assim como a quarta-feira de Cinzas (22 de fevereiro) até às 14 horas.

Dia 6 de abril, sexta-feira em que celebra-se a Paixão de Cristo, também será ponto facultativo. O dia 21 de abril, é feriado nacional, dia de Tiradentes, e o dia 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho. O dia 7 de junho, dia de Corpus Christi, é considerado também ponto facultativo. Os outros feriados são o dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil; 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida; 28 de outubro, dia do Servidor Público (feriado da categoria); 2 de novembro (Finados); 15 de novembro (Proclamação da República); 25 de dezembro (Natal). Os dias 24 de dezembro e 31 de dezembro são ainda considerados ponto facultativo.

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 O GOVERNO DO PARANÁ vai emprestar uma grana preta do BIRD.

OS DEPUTADOS aprovaram o financiamento de U$ 350 milhões numa dessas sessões arrastadas de fim-de-ano em que o café está frio, a noite, um forno, e a leitura arrastada dos projetos é de fato o suplício que matou o guarda. O dinheiro do BIRD vai pra onde? O governo fala em “ações nos municípios que apresentam IDH negativo”.  Vai haver um programa de curto, médio e longo prazo, estratégico e multi-setorial? Ele será revelado à sociedade de maneira pormenorizada?

MAIS UMA VEZ se está diante de um caso típico de projeto socialmente importante que poderá ser implantado sem maiores discussões, o que retiraria muito de sua eficácia. Tradicionalmente, a administração pública brasileira se coça toda quando fareja dinheiro disponível num banco internacional de desenvolvimento. Uma pechincha, sugestionam os lobbistas. E então se procura garantir primeiro o recurso pra depois ver como é que fica.

NESTE CASO, como nada foi divulgado, é coerente perguntar se o governo estadual realmente fazia planos para formular um programa voltado as cidades com IDH baixo ou se só despertou para o assunto porque esta é a rubrica do financiamento. Claro, boas idéias podem nascer de um conjunto de circunstâncias. Mas a pergunta fica: existe um pensamento claro dentro do governo do que precisa ser feito? Se está sendo necessário recorrer a um empréstimo internacional é porque o orçamento do estado, positivo e superavitário, não será usado para alavancar o tal programa de aumento do IDH, correto?. Pelo visto, não pensam nem mesmo em utilizar o extraordinário poder concedido recentemente ao governador para movimentar livremente parte deste orçamento no gerenciamento da máquina.

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LONDRINA TAMBÉM CORRE atrás de uma dinheirama do BID (U$ 41 milhões) a pretexto de tocar um projeto de ecologia sustentável para a cidade. Ninguem sabe direito como será o projeto.  Circulam muitas idéias e especulações. A Prefeitura está contratando gente especializada em meio-ambiente para traçar as diretrizes. Como se trata de um dinheiro que vai se incorporar a dívida pública, vereadores sugeriram ao prefeito que envolva as entidades ambientais no projeto e apresente a cidade um plano detalhado de como será empregado o dinheiro.

O GOVERNO FEDERAL deu uma desculpa burocrática e não enviou os R$ 21 milhões que a Prefeitura solicitou para reparar os estragos causados pelo chuvaréu de outubro que provocou alagamento em vários pontos da cidade. Sabe o que vai acontecer? Nada. Nadinha.  Talvez o dinheiro pedido fosse muito alto. Talvez o governo federal esteja mais cauteloso. Talvez seja a hora de aprender com os administradores e gerentes que nem sempre haverá dinheiro fácil para vencer as dificuldades e os imprevistos, sendo necessário encontrar novas alternativas. um plano B.

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O FRENESI BOMBÁSTICO do início da administração Barbosa deu lugar a um panorama diferente. A distribuição de uniforme escolar e a implantação do Centro de Tratamento de Resíduos sofrem contestações judiciais. Ações específicas – asfalto novo, melhoria do calçadão, as academias ao ar livre, hortas comunitárias  e merenda escolar – são importantes e bem recebidas pela cidade, “mas não têm impacto diante de um orçamento de R$ 1 bilhão”, observa o cientista político Elvis Cenci.

OUTROS PREFEITOS, também sem intimidade com as obras de engenharia (como Cheida e Nedson, por exemplo) caíram na esparrela de não fazerem obra alguma ou temerariamente autorizarem o início simulltãneo de uma infinidade delas, sem que depois se pudesse conclui-las com êxito ou com a qualidade esperada. Políticos, muitas vezes, optam pelo “fazejamento”.  Nosso prefeito, que mostra-se rápido em assimilar têrmos e expressões captadas em conversas com terceiros, poderia colaborar para introduzir uma norma no receituário dos próximos alcaides: consiste em fazer perguntinhas básicas a equipe antes de autorizar um procedimento de impacto:

- Estamos realmente prontos para fazer isto bem feito?
- Todas as etapas estão claras na cabeça de todos?
- Este projeto já está inteiramente garantido em sua necessidade de recursos ou não sabemos o que vai acontecer depois?

(Atualizado às 10 hs)

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Nesta entrevista ao programa Conversa S/A, do canal fechado ÓTV, da GRPCOM, de Curitiba, o empresário e presidente do Grupo POSITIVO, Oriovisto Guimarães, fala a WILSON SOLER da história do grupo (um dos maiores em educação, gráfica e informática), dos planos para o futuro e a sucessão da presidência.

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Novo reality show mostra cinco milionárias rasgando dinheiro. É insuportável. E muito engraçado

João Batista Jr., da revista Veja

É DIFÍCIL decidir  qual a cena mais absurda.

EM VISITA a uma feira de aeronáutica, a produzidíssima Val Marchiori cai de amores por um modelo de dez lugares e 30 milhões de dólares. Como se estivesse numa feira de rua escolhendo tomates, liga para o companheiro e propõe: “Eu queria comprar esse avião para fazer São Paulo-Paris sem escala”. Pedido recusado, ela olha para a câmera, pisca os enormes cílios e ronrona sedutoramente: “A gente dá um jeito”. Em outro momento inesquecível, a arquiteta e decoradora Brunete Fraccaroli explica que sua cachorrinha Sissi só toma água mineral francesa com o rótulo Perrier. Aliás, ela, Brunete, vive sendo comparada com a boneca Barbie, porque “é independente e se veste muito bem”.

MAIS UMA: Lydia Sayeg, dona de uma tradicional casa de joias, filosofa que “nós, ricos, somos um bem social; devemos gastar para criar emprego”. Para dormir, ela conta que se perfuma, tira a maquiagem — com exceção do rímel — e põe brincos de brilhantes. “Assim me sinto segura”, explica. Essas são algumas das joias do pensamento ocidental mostradas no reality show Mulheres Ricas, que estreia no dia 2, na Band. Inspirada no programa americano The Real Housewives, a versão brasileira busca obter a mesma mistura de repúdio e fascínio do público diante do comportamento caricaturalmente narcisista de mulheres que gostam de jogar dinheiro — muito dinheiro — fora. 

FALANDO EM NARCISISMO, a esfuziante socialite carioca Narcisa Tamborindeguy também faz parte do elenco. O quinto elemento é Debora Rodrigues, ex-militante do MST que posou para a Playboy nos anos 90 e hoje ganha a vida como bem-sucedida piloto de caminhão da Fórmula Truck. O programa acompanhou durante três meses a rotina das cinco ricaças — umas de berço, outras por conhecidos méritos. Além de cenas de ostentação, mostra o que todo mundo quer ver: as ricas armando barracos. Nesse quesito, há material de sobra para os dez episódios. Val sobre Narcisa: “Ela é  louca e já bebeu o Rio de Janeiro inteiro”. Brunete sobre a mansão azul-turquesa de Debora: “Não tem jeito; tem de demolir”. A caminhoneira também não escapa de Val. Não trouxe “nem um pão francês” para um piquenique a que ela levou champanhe Dom Pérignon safra 1990 e Brunete, caviar beluga (…)

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                                                   O casal Ana Lúcia Silveira e Aléx Canziani.

                                                        A vereadora Renata Bueno, de Curitiba.

                                  A ginasta paranaense Dayane Amaral, ouro nos Jogos Pan Americanos.

 

 

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Davi Macedo

O PLACAR da derrota do Santos para o Barcelona não doeu tanto.

O QUE PEGOU foi a falta de motivação do time brasileiro, que entrou em campo de cabeça baixa, derrotado, e assim seguiu até o final, como um animalzinho frágil e desnorteado a caminho do matadouro.

ANTES DA PARTIDA, o Santos deu sinais de que se deixara dominar pelo “complexo de vira-lata” – era como o dramaturgo Nelson Rodrigues, se referia ao espírito “de povo colonizado e submisso” que volta e meia baixava no jogador  brasileiro. O time, especialmente seu técnico, Muricy Ramalho, deu várias entrevistas enaltecendo o Barcelona – “eles são ótimos, excelentes, os melhores do mundo…” . É como se dissessem: desculpe, Barcelona, não queremos atrapalhar, pode golear à vontade…

CADÊ A VONTADE de luta? Os gandulas tiveram mais posse da bola que o Santos. Essa covardia foi fatal. Esse jogo estava condenado a ficar carimbado na memória, e o Santos não entendeu isto. 

VAI DEMORAR muitos anos para que o papelão seja esquecido.

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O mais famoso casal da política paranaense (ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann) tem se dedicado a realização de um jogo político que se torna mais complexo a medida em que as eleições se aproximam.

Devem ter pesquisas para isso.

O Paraná é um estado conservador que não vota no PT. Mas depois que o martelo é batido e as novas forças se acomodam em suas posições o Paraná costuma apoiar o governo, como confirma a respeitável popularidade obtida na terrinha por Dilma Rousseff. Então, é preciso ir por aqui e as vezes por ali, sem esquecer dos objetivos – o casal deve pensar.

Ontem, Gleisi assinou contratos com a prefeitura de Curitiba da ordem de R$ 181 milhões, destinados a obras do PAC na Copa. O prefeito Luciano Ducci, ninguém duvida, vai se beneficiar disso, e ele é candidato a reeleição. Ocorre que no terreno do adversário, dividir os louros já é uma importante vitória. O exemplo de que nenhuma cidade deve ser discriminada por cores partidárias é uma lição intransferível do marketing pessoal de Gleisi e do governo que representa.

Os curitibanos agradecem.

Depois da champanhe, a jovem ministra participou de reuniões petistas para debater a eleição municipal. Gleisi e Paulo Bernardo querem que o pedetista Gustavo Fruet receba o apoio do PT já no primeiro turno. 

Outrora um aguerrido parlamentar tucano, Fruet é a mais espetacular conquista política do governo Dilma.

E Paulo Bernardo, que andou reclamando do Palácio Iguaçu por esconder a Presidente em suas transmissões da TV estatal, será condecorado com a ORDEM DO PINHEIRO pelo governador Beto Richa, nesta segunda-feira.

Por aqui e por ali, é isso?

(Este post recebeu novas informações)

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Quanta coisa pode acontecer em pouco mais de um ano?

Em setembro de 2010 o prefeito Barbosa Neto levava lideranças da cidade para um passeio às obras de sua gestão.

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O GOVERNO DILMA está descobrindo as vantagens de não ser complacente com a corrupção.

LULA FEZ MUITO POUCO neste setor, lamentavelmente. No governo, muitos petistas tentaram reproduzir o que há de pior na política convencional.

ATÉ MESMO OS ORÁCULOS do partido ( Instituto Vox Populi de Marcos Coimbra, por exemplo)  tentaram legitimar  esse pensamento torto incentivando a omissão. Diziam: “O povo não está interessado na guerra contra a corrupção. Isso não é mesmo importante”.

OS INCIDENTES políticos do governo Dilma mostraram o contrário. Há algum motivo mais forte para que a nossa presidente obtenha números de popularidade tão expressivos? Você pode dizer: não esqueça, o Bolsa-família está na base dos números. Certo, a economia é o pano de fundo deste cenário, e a mídia as cortinas da frente. As denúncias contra ministros envolvidos em escândalos -a queda lenta e sofrida que protagonizaram- tem sido o fato politicamente marcante deste governo.

EM SEU PRIMEIRO ANO, Dilma, quem diria, obteve indices melhores do que os de FHC e Lula.

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Algumas mudanças o presidente da Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni, executa, tranquilo, porque sabe que seus colegas não ficarão melindrados e ainda serão beneficiados por elas.

Outras mudanças ele faz empurrado.

Ainda assim, conduz uma gestão expectorante.

Ele acaba de cancelar o pagamento do 14o e o 15o salários dos deputados estaduais, uma prática nojenta e abominável que vigorava, oculta, há muitos anos, e que, enfim, foi descoberta.  Rossoni resmungou na hora-do-vamos-ver, alegou que se tratava de um procedimento normal, copiado da Câmara Federal. Depois, cancelou. Empurrado. Não importa.

Como todo político Rossoni tem ambições futuras. Quer ser candidato ao Senado, ou disputar algo equivalente. Não pode nem pensar em ser anti-popular agora, nem chamar para si investigações incômodas e ruidosas do Ministértio Público – ou frequentar as bisbilhotices da imprensa.

Num país onde a população está pronta para as mudanças, mas as instituições (e os políticos) não estão, Rossoni, mesmo claudicante, tem a chance de um brilho próprio. Não precisa fazer as coisas pela metade nem inventar desculpas para o que é errado. A singularidade pode defini-lo no mar de tapeadores e parasitas e deixá-lo entre as exceções.